GUIA DE LEITURA

Se você me perguntasse quais textos ler, eu diria para CLICAR AQUI e achar uns 20 e poucos que eu classifiquei como os melhores. Mas vão alguns de que eu particularmente gosto (e que fizeram algum sucesso):

Caritas et scientia
(as saudades da minha escola)
A-Ventura de Novembro
(o retrato de um coração partido)
Vigília
(os sonhos nos enganam...)
Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida
(ou "elucubrações esperançosas")
(a afeição por desconhecidos)
A tentação de Mãe Valéria
(trago a pessoa amada em três dias)
A nostalgia do que não tive
(a nostalgia do que não tive)
Mostrando postagens com marcador rapidinhas. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

RAPIDINHAS DE FIM DE ANO (atrasadas)

SHOPPING NO NATAL
Estão extremamente insuportáveis. A começar pela dificuldade de estacionar, de circular, de pagar o estacionamento e tudo o mais. O que mais irrita, porém, é o exército de vendedores nas lojas, que ficam na porta secando você para entrar, com uma simpatia tão excessiva que até os mais carentes desconfiam. Na Taco, por exemplo, desisti de entrar na loja com "medo" de ser atacado por um dos mil atendentes que se enfileiram como em linha de tiro na entrada da loja para atender o cliente. O pior é quando eu não estou procurando nada na loja e entrei só para ver o que tem de novo. É tão frustrante para o vendedor: ele, ali, esperando sua vez no rodízio de receber o cliente para ao fim receber talvez uma comissão e eu, também ali, praticando o famoso "só olhando". Melhor não passar da vitrine.
E QUEM NÃO PASSA O NATAL COM A FAMÍLIA?
Creio que deve ser das horas mais penosas para a vida de um trabalhador ter que estar em atividade na noite do dia 24 de dezembro. Tudo bem que pode haver uma compensação financeira que valha a pena o sacrifício, ou simplesmente é o plantão dele, mas... como fica? Os garçons, que têm que ficar servindo festas alheias, os porteiros, cuidando da portaria, os policiais, preparados para na noite natalina atirarem a qualquer hora, os médicos, lidando com a vida e com a morte na data de celebração máxima da primeira,... Fazer o quê?
E A CHATICE DOS RITUAIS...
Não me convencem mais os mil rituais e superstições de ano novo. Na verdade, nunca me convenceram direito, mas lá vai que alguma coisa eu fazia com medo dos sete anos de azar.  Pular ondinha, levar flores, entrar com o pé direito, comer uvas e por aí vai. Esse ano passei a virada normalmente: virou 2009 numa contagem regressiva vários uníssonos e eu gritei como se me aliviasse de ter acabado a tal contagem. Bastou-me, e foi bom estar sem nenhuma preocupação em pisar primeiro com um dos pés ou em entrar no mar assim ou assado. Tudo isso é muita perda de foco. Ah sim... e passei de verde, porque não tinha camisa laranja para vestir na virada.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

RAPIDINHAS

TEMPERO CARIOCA
Saiu no Anselmo Gois, do jornal O GLOBO, em 15/4/2008:
"Alô, madames!
Acaba de nascer no Leblon, Zona Sul do Rio, uma grife especializada em roupas para...empregadas. É a Tempero Carioca, das sócias Astrid e Sara Rua. Só vai vender uniformes fashion para domésticas, babás, acompanhantes e afins."
P*** que pariu! Daqui a pouco essas madames vão fazer disputinha para ver quem tem a babá mais bem vestida da parada... só têm que tomar cuidado para a doméstica não despertar a atenção libidinosa do marido, ou na Zona Sul do Rio de Janeiro vai surgir uma loja feita para madames com aquele par de acessórios na cabeça: uma loja especializada em aumentar a altura das portas e o pé-direito dos apartamentos.


ESPELHO ÍNTIMO
Após longa caminhada pela Lagoa, surgiu uma boa idéia de ir a uma famosa rede de sorveterias do Rio de Janeiro. Juro que não esperava rir tanto lá dentro. Foi o seguinte: eu e meu amigo que é testemunha dessa história pedimos nossos picolés e ficamos matando o calor divagando o olhar pela loja, até que em certa hora nossos olhos, quase que simultaneamente, foram de encontro à seguinte plaquinha presa acima de uma geladeira:
"VEJA AQUI O TAMANHO DA SUA BOLA".
Era uma referência a um mostruário com imitações plásticas das bolas de sorvete.
Não conseguimos segurar o riso, que foi estrondoso e vexativo. Saímos correndo da loja e rimos por um quarteirão inteiro, igual dois loucos na rua. Mas isso não importa.
E então eu estava pensando: e no dia em que uma granja resolver colocar mostruários de frangos recém-natos. Nem o Siguimundo explica.


ELEVADOR DE MATERNIDADE
Um fenômeno da criação publicitária:
"Cursos para casais grávidos"
Poderiam expressar de uma forma menos bizarra a idéia de que a gravidez passa pela esfera do homem e da mulher né?
"Cuidado com o seu animalzinho no elevador!" (informe da fabricante do elevador)
Puta merda, where in hell alguém vai levar animalzinho para a maternidade e ainda precisar ter cuidados como "mantenha-o no seu colo", "não deixe que ele suje o ambiente" e etc?

sábado, 1 de março de 2008

RAPIDINHAS

IMPACIÊNCIA.
- Vó... vó... eu preciso comer comida árabe.
- Por que?
- Porque eu to grávido e se não comer meu filho vai nascer com cara de esfirra.

COAXO.
Casal de uns 16 anos passeando pelo shopping em clima romântico pára em frente da loja de utensílios domésticos e de presentes para casamento, quando a menina aponta muito animada e saltitante para várias coisas na vitrine. Vira-se para o rapaz impetuosamente e fita-o com cara de "eu quero", no que é respondida pelo moço com uma fisionomia desconcertada, como se o pedido fosse extremamente inoportuno. O rapaz coaxou.

Ok, relatado.

PARONÍMIA
Sinto cinto quando sento.
Sinto que aperta no assento.
Cinto que aperta com acento.
Da cintura, há perto aperto.

OLIMPÍADAS
li no informe: "rio 2016: cidade aspirante"
1. viva a cocaína.

DISNEY 2008
É impressão minha ou eu fui o único que não foi pra Disney nessas férias?
Tô quase fazendo um álbum "Disney 2008" no meu orkut e colocando uma foto com um zero cortado, tipo um conjunto vazio. Talvez seja o bolso que esteja vazio.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

a moda engajada do próximo reveillon

lançarei moda:
ano que vem, passem o ano novo de laranja.
façam uma homenagem a quem desfaz o que fazem no ano novo.
façam uma homenagem a quem cata as garrafas caídas e as garrafas arremessadas.
façam uma homenagem a quem limpa os caroços das uvas e os bagaços de um ano velho.
façam uma homenagem a quem recolhe todos os cigarros e as cervejas da ebriedade alheia.
façam uma homenagem a quem não estoura o champanha, mas cata a rolha.

ano que vem, passem o ano novo de laranja.
pode não ser a cor da paz, mas é a cor da limpeza, mais do que o branco.
e sem superstições.

sábado, 5 de janeiro de 2008

O COPO

O copo é objeto fundamental das às vezes etílicas confraternizações sociais, nas quais bater os copos um nos outros é a apoteose do momento.

O copo é um objeto democrático. Todos usam, mesmo que diferentes copos reproduzam as estruturas sociais vigentes, indo desde o copo de requeijão ao cálice da mais nobre vidraria.

O copo é curioso. Em sua lascívia fálica, materializa a promiscuidade. Uma cópola plural. Passa de boca em boca deliberadamente. Experimenta de tudo, em todos. O copo é a via da dispersão: dispersa micróbios, dispersa angústias.

E depois de tudo, quando há copos vazios, de tanto que a cara encheram, o copo vai para a purificação hídrica remir-se de seus pecados.

"Em mão de bêbado, copo fora do escopo é certeza de ex-copo."

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

SÓ FALTOU A SUÁSTICA.

(rapidíssima)

Não sei se vocês acham humilhação entrar nessa loja popular, mas eu vou numa boa. E compro. No entanto, eles sempre estão lançando umas camisetas cujas estampas me deixam irritados demais. Em geral, são temas políticos que poucas pessoas conhecem e acabam usando a camisa sem ter a mínima idéia do que seja. Há um tempo atrás, eles lançaram uma camisa onde havia escrito CCCP. Para quem ainda não sabe, CCCP era a abreviação, em russo, de URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Quem sabia disso? Garanto que poucos. Quem conhece a história da URSS? Quem tem uma mínima idéia do que foi a experiência soviética? Quem sabe o que é socialismo, comunismo, Marx, Lenin, Stalin,...? Quem aceitaria desfilar conscientemente com o nome de uma das potências da Guerra Fria? Eu lá sei.

Mas isso não é nada. Ontem a Renner me reservou uma surpresa especialmente desagradável. Há agora uma linha de camisetas com temas alusivos à Alemanha, não sei se é coisa desse ano ou se é sobra de estoque do ano passado, quando houve a Copa em terras germânicas. Estava lá passeando pela loja, quando vejo uma Cruz de Ferro estampada, com uma águia atrás. Para quem não sabe, a cruz é um dos símbolos da Wehrmacht, o exército nazista alemão responsável por uma série de atrocidades notórias. A águia não estava no formato nem na posição utilizados nos tempos nazistas, mas perceptivelmente era uma águia. Em volta da imagem, a inscrição "STARKER MANN", que quer dizer homem forte. Uma alusão ao Reichsführer - "guia do império" -, título ao qual Adolf Hitler atendia?
Mais a frente, outra camisa da mesma série. Dessa vez, só havia a Cruz de Ferro, com as inscrições circundantes: "Blue Steel - Revolutionary Culture".
Sinceramente, acho que só não estamparam a suástica porque é crime ostentá-la.

domingo, 29 de abril de 2007

RAPIDINHAS 4

ESPECIAL CRIMINALIDADE.

SINAL DOS TEMPOS
Vinha conversando com o taxista, quando surgiu o assunto criminalidade. Ele disse que já havia sido assaltado muitas vezes, mas que já havia bastante tempo desde o último assalto: dezembro de 2006.

ESSAS COISAS...
Assistia a TV, coisa que raramente faço, quando apareceu um repórter ao lado de alguns elementos com a face borrada. Em seguida, ele disse: "estão aqui os menores que foram apreendidos pela polícia". Ele não disse isto, mas eu concluí que as apreensões do dia juntaram-se às armas e drogas que serão destruídas em breve no Aterro do Flamengo. Bem que muitos gostariam.


EGOÍSMO SALUTAR
Roubaram de um amigo meu, além da paz e de algum dinheiro, o MP3. Abordaram-no de bicicleta em Ipanema e ele teve de entregar tudo, sob pena de levar um tiro. E ele entregou aquela caixinha musical recheada de preciosidades como Jethro Tull, Muse, Pink Floyd e outras maravilhas.
Eu não quero, de jeito algum, que aquele energúmeno se deleite nos mesmos sons que me fascinam. Não quero que ele fique exuberado com os solos fantásticos do Pink Floyd, nem com a flauta contagiante do Jethro Tull. Não quero! Imagina se ele vai em direção à próxima vítima assobiando Bourée, crássico do J.T.? Não dá, é quase como ver, ou melhor, ouvir o paraíso antes de chegar ao inferno.

PESADELO
Sonhei que estava andando por Copacabana com minha máquina fotográfica. Sabe-se lá por que, estava com ela na mão. Caminhava reto, quando me aproximei de um grupo de meliantes, tentando esconder a máquina. Fazia uma força incrível, mas não conseguia colocá-la em sua respectiva bolsinha. Eles viram a máquina e me lançaram um olhar diferente, algo como "olha o cara aí". Apertei o passo, mas eles vieram atrás, e depois ficaram me circulando em espiral, cada vez mais se aproximando de mim e aí não sei mais o que aconteceu. Foi mal, gente.

VONTADE
Gostaria de ter um rifle de longo alcance, com aqueles scopes potentes, para ficar o dia inteiro plantado em algum lugar, esperando a hora certa de estourar a cabeça de algum pilantra que aterroriza essa cidade. E já tem dois anos que não jogo Counter-Strike!

REGIME SEMI-ABERTO
Eu e meus amigos vivemos em regime semi-aberto. Habitamos o complexo penitenciário Zona Sul, cada um em pavilhão (Copacabana, Ipanema, Leblon, ...) e respondemos ao artigo I do Código Quemal Brasileiro: possuir mais dinheiro que o necessário para fazer um lanche. No entanto, temos a grande regalia de poder sair para estudar durante a semana, sempre sujeito a algum tipo de coerção das forças superiores, como furtos, ameaças, seqüestros-relâmpago, entre outros. Mas é preciso voltar para a cadeia antes das 10, sob pena desses processos coercivos se acentuarem, chegando a custar a nossa vida. No fim-de-semana, temos o banho de sol, o banho de chuva (eita tempo maluco!) e as visitas íntimas. Mas o horário para voltar ao cárcere permanece. Estamos presos sem condenação formal e não sabemos qual será nossa pena. Tem alguns que acabam levando pena de morte ao acaso (convencionaram chamar de bala perdida), mas enquanto isso ou outra coisa não acontece, parece que estamos sob prisão perpétua.

(Ouvindo: Banda - Musica)

domingo, 8 de abril de 2007

PRISÃO DE CÉREBRO.




Há três textos que quero concluir. Tenho todas as idéias e estruturas mentalizadas, num bolo cerebral, mas não consigo expurgá-las de maneira satisfatória ou não entediante. Elas tão quase saindo, quase lá.
Só hoje, já tentei quatro vezes produzir alguma coisa, esta é a quinta. Nem sei qual dos três continuo a escrever. Se abro um, prefiro o outro, e assim sucessivamente. Agora criei um quarto texto, que talvez não passe de um rascunho. Essa meta-texto está mais para uma mera enrolação para encher linguiça e não deixar a semana passar em branco no SWB. Vale realmente a pena postar toda essa baboseira?
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Estou no quarto dia de não conseguir escrever nada. Mas hoje não adianta reclamar, terei que escrever, de bom grado ou não, a redação de trinta linhas para a escola. Redação essa que já vem em uma forma, pronta, intocável, onde se coloca, apenas, um fluido de idéias de maneira sucinta , mas persuasiva. Quem disse que é bom persuadir assim? Por que não posso criar um texto aberto, que se limite a conduzir o leitor à reflexão, não ao convencimento?

E os três textos que estão na marca do pênalti continuam lá. Faço deles meu "goal", mas se continuar nesse ritmo, vejo que eles em breve serão chutados para escanteio.

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Essa páscoa foi, em termos de escrita, improdutiva. Bem, acho que preciso comer mais chocolate, ou qualquer outra coisa que solte.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

RAPIDINHAS 3

PAZ: OBJETIVO OU SOLUÇÃO?
Passeatas pela paz ou contra a violência geralmente me trazem uma dúvida existencial. A paz é um objetivo ou uma solução? Sinceramente, por mais que Gandhi tenha dito que "não existe caminho para a paz, a paz é o caminho", tenho que discordar do sábio mestre, pois não acredito que, ao menos em termos macro-sociais, isso funcione. É preciso estabelecer rumos concretos para que se consiga a paz tais como políticas de educação que diminuam a criminalidade ou, nos casos em que o problema já se consumou, policiamento ostensivo. Será que pedir paz é como ficar apenas gritando "aprovação, aprovação, aprovação!" em ano de vestibular?

ONDE ENFIARAM AQUELAS PULSEIRAS?
Não, certamente não foi naquele lugar. Ainda assim, me pergunto onde foram parar todas aquelas pulseiras de várias cores, ressaltando-se as amarelas, que, por entre 2005 e 2006, constituíram uma das maiores e mais efêmeras modinhas já vistas na história?
Para cada causa, uma pulseira. Bem, esse foi o título de uma matéria da época sobre o tema. Lembro que havia as pulseiras com as cores de times de futebol, as que eram contra o racismo e outras formas de preconceito e, claro, a principal e pioneira pulseirinha: a que encabeçava a luta contra o câncer, mais conhecida como LIVESTRONG. Essa sem dúvida foi a mais vendida e a mais clonada no mercado negro, e provinha de um projeto do ciclista Lance Armstrong, vitorioso na batalha contra essa trágica doença. Ganhei uma de presente de uma saudosa grande amiga e usei-a até o dia em que vi uma igual no pulso de um infeliz que fumava soberbamente. Em outras palavras, um tremendo paga-pau, tal qual outros que usavam a pulseira só para aparecer. Bem, onde foram parar aquelas pulseiras? Aliás... onde está a minha?

SALADA DE ESTILOS (ou mais uma fantasia, apenas?)
Transitava por Cabo Frio, região litorânea do RJ, em plena segunda-feira de carnaval quando me deparei com uma cena no mínimo estranha. Um homem de uns 50 anos, com aqueles bigodes grandes, usava um chapéu de cowboy imenso e trajava uma camisa - acredite -da banda de symphonic power metal com temas medievais e mitológicos Rhapsody Of Fire. Seria uma fantasia de carnaval? Ou só mais um preconceito de minha parte?


Terminei as 3 rapidinhas com perguntas. Que estranho.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

A razão de tanta ausência. E as RAPIDINHAS 2.

Não acredito que consegui ficar pouco mais de um mês sem colocar absolutamente nada nesse blog. Quase entrando em depressão, confesso que minha criatividade e pensatividade não andam em suas melhores épocas. Mas não foi só por isso. Para você que leu o título dessa postagem e está ávido por saber qual foi de fato a razão de tanta ausência, prepare-se.

Penso com meus botões... caí em minha própria crítica e agora estou aqui com uma pontinha de arrependimento de ter esculachado tanto um clichê, que, apesar dos pesares, até que faz sentido. Bem... erm... digamos que o verão me tirou desse blog. Ahhhh, o verão...

Sim, fui curtir o verão e as minhas férias. Arrisquei-me, fiz coisas novas, algumas estrepolias, mas nada extravagante, como já era de se esperar. Estava em ritmo de festa e de viagem e só hoje parei com um instinto quase avassalador de escrever alguma besteira. E cá estou.

RAPIDINHAS 2.

PAPOS ESCATOLÓGICOS À MESA

Eu não participo desta opinião, mas há tanta gente que se irrita com papos escatológicos à mesa. Concordo que a bomba de metano ou substâncias pastosas castanhas podem não ser o melhor assunto enquanto se degusta alguma iguaria sem igual, mas, já que esses assuntos são tão naturais ao ser humano quanto comer, chegando a constituírem o início e o fim do mesmo processo metabólico, qual o problema em se falar neles? Como diria Kléber Bam Bam, que atualmente ganha a vida animando festinhas de 15 anos, "faiz parte, gente".
Por falar nisso, estou colecionando eufemismos para o ato de defecar. Só não posto aqui, pois posso ser acusado de racismo, e isso não seria muito legal. Aliás, nunca fiz coleção de nada, essa é a primeira. Comecei bem, não?

METRÔ. (merdô)
A cada vez que ando de metrô pela cidade, impressiono-me ainda mais com a falta de respeito e cidadania dos usuários desse serviço público. Algumas pessoas levam ao máximo a cultura do querer tirar vantagem sobre qualquer coisa, utilizando-se de qualquer meio.
1.Acho intolerável as pessoas que entram apressadamente no vagão do metrô assim que a porta abre sem esperar que os querem sair saiam. Por que diabos vão se atropelando uns aos outros igual a uma horda de esfomeados que, no deserto, vislubram um oásis?
2.Pior do que isso são aqueles infelizes que ocupam a escada rolante inteira com seus volumes (geralmente traseiros) esparramados pelo já curto espaço, impedindo quem está com pressa de subir a escada rolante pelo lado vago. Por favor, fiquem do lado direito da escada rolante!
3.O que mais me mata de raiva, porém, são os vagabundos, pilantras, desumanos e sem-vergonhas que sentam nos assentos especiais destinados a deficientes, idosos, gestantes e lactantes, e simplesmente ignoram a presença de algum desses beneficiários no vagão. Com fones de ouvido, livros e outras artimanhas, fingem que não vêem nem o sofrimento daquelas velhinhas e velhinhos, já cansados pelo trabalho de uma vida inteira, em se manterem de pé nem a complicação que é viajar com criança de colo num coletivo lotado. Emissários do desrespeito, aqui vai minha mensagem: tirem seus fones de ouvido que os alienam, parem de ler o livrinho que parece torná-los cultos, e, finalmente, levantem essa cauda folgada e cedam o lugar. Quem realmente precisa, agradece. Mesmo.


SACODINDO O LEGO NA CAIXA
Tão bom quanto presenciar o nascer do sol (prefiro-o ao pôr do sol) ou vislumbrar uma bela paisagem é ouvir sons agradáveis. Há gente que delira ao ouvir canto de pássaros, o bater das ondas ou, usando um exemplo bem fácil, ouvindo uma boa música.
Enquanto criança, as pecinhas de Lego eram o que me proporcionava esse prazer. Poucas coisas se comparavam a pegar a caixinha do brinquedo, encostá-la no ouvido e chacoalhá-la sem parar para ouvir aquele barulhinho tão gostoso. Fazia isso sempre que ganhava um novo, aliás, esse era o método que eu usava para perceber, sem desfazer o embrulho do presente, que ali havia Lego, na época meu brinquedo preferido. Método infalível: Lego sacodido tem um som único, inconfundível.

(Ouvindo: AC/DC- Back in Black)

sábado, 18 de novembro de 2006

RAPIDINHAS 1.

Não é o que vocês estão pensando.
Bem, senti a necessidade de postar algumas coisas breves, que não exigem comentários longos nem análises profundas. São apenas pensamentos rápidos, instantâneos, que passam pela minha tela mental e dela saem rapidamente, mas que eu gostaria de relatar. Na verdade, eu deveria criar um blog paralelo chamado SO WHAT´S ABOVE? (valeu pela idéia, Zé), mas a preguiça me impediu e só me restou esse pífio recurso.
Com vocês, as rapidinhas (prometo ser breve - ou não).


SUBMUNDO
Semana passada, a banda de uns amigos meus fez um show num lugar aqui na Zona Sul ao qual nunca havia ido. Quando vi o ingresso, pensei que o lugar teria uma fachada apresentável, uma porta grande, um mural com alvarás de funcionamento e telefones úteis (Disque Denúncia: 2253-1177), além de um armário, digo segurança, de traje passeio completo, verificando identidades e falando "Estou só fazendo meu trabalho" quando alguém tentasse romper a censura, se ela houvesse.

O fato é que quando cheguei ao endereço do local, o choque entre imaginação e realidade foi estupendo, voou x para tudo que é lado. (x = o que constitui pensamento e realidade). O que vi não foi fachada, não foi porta grande, não foi mural, não foi armário, ops, segurança!

O lugar era uma casa semi-abandonada, com paredes amarelas mal-pintadas, já descascadas, sem porta principal, e com resquícios de obra por tudo que é lado. Madeiras podres encostadas em degraus de uma escada, pregos enferrujados espalhados pelo chão com bactérias de tétano clamando por contato e poeira de obra no chão e no ar, como se tivessem acabado de ali marretar uma parede.

O lugar não possuía fachada, de maneira que passaria despercebido como mais uma obra de reforma inacabada, se não fosse pelas pessoas que se concentravam em sua entrada. Os que lá estavam pela primeira vez também olhavam meio espantados e comentavam incessantemente sobre o lugar esdrúxulo, para muitos também inóspito. A porta de entrada, discreta e estreita, mais parecia uma porta de fundos, daquelas por onde sai o lixo e transitam cargas pesadas.

No lugar não havia mural com alvarás de funcionamento. Talvez nem alvará tivesse, dadas as pífias condições de evacuação em caso de emergência, planejamento quase nulo de programas anti-incêndio, anti-pânico e etc. Telefone do Disque-Denúncia, então... seria auto-destruição! Nas paredes, só quadros quase eróticos, que mais despertavam risadas debochadas do que qualquer outra coisa.

O lugar não tinha armário, digo segurança, mas sim um dos organizadores do minievento, que era quem controlava a entrada de ingressos e de pessoas. Sujeito de média estatura, franzino, não mais que 20 anos, sorriso no rosto, traje casual, quase playsson, e vocabulário bastante jovem. E também estava só fazendo o trabalho dele.

Ah sim... e o show foi bem legal!

A CHAVE PEQUENA, A FECHADURA, A DISPUTA E AS LAMÚRIAS
Descera com um amigo para comer um cachorro quente e voltava para a casa do meu pai, onde estávamos fazendo p. nenhuma no MSN. Ao chegar à portaria, verifiquei que o porteiro não estava em seu posto habitual, mas sim fora do prédio conversando com entusiasmo com outros porteiros. Assim, decidi pegar minha chave para abrir o portão, a fim de não incomodar o momento de prazer do prezado funcionário. Como estava bastante enrolado, com um copo pendurado na boca, duas paçocas na mão, e tentando abrir uma delas para comer, peguei o chaveiro e dei-o para meu amigo abrir a porta. Por algum acaso do destino, entreguei-lhe o chaveiro segurando especificamente uma maldita chave, a da tranca da bicicleta, que é pequenina e tragicamente maleável. Não percebendo que era uma chave de bicicleta, meu amigo enfiou a chave na fechadura e tentou abrir. Quando rodou, a chave havia quebrado lá dentro, e um pedaço dela jazia no interior da fechadura, enquanto o resto ainda estava na mão dele, sendo observada com duas caras de espanto do tipo "e agora?".

Nessa hora, o porteiro veio ver o que havia acontecido e chamou sua esposa dentro do prédio para abrir a porta pelo lado de dentro. Constatando que um pedaço da chave estava ali entalada, tentou retirá-lo com as mãos, em vão. Depois, pegou a verdadeira chave daquela porta e catucou ali, também em vão. Quando olhei em volta, três outros porteiros da rua que com ele conversavam, também vieram ver o que ali se passava. Cada um deu seu palpite sobre o assunto, sugerindo uma maneira de resolver a questão. Pareciam disputar quem ia futucar primeiro a fechadura, para ali tentar sua vitória sobre os demais.

Enquanto isso, a esposa do porteiro falava incessantemente palavras de desânimo. Deu uma senhora bronca no seu marido, em palavras quase incompreensíveis. "Que que ocê tava fazendo do lado di fora?" O marido respondeu: "Viajando, mulé!". A senhora retrucou: "Não podi ficá do lado di fora não". E depois ela insistiu em seu pessimismo, desencorajando também os demais a tentarem a sorte: "Vai tê qui chamá o chavêro memo, pódi desistir" "A porta vai ficá aberta i vai chamá ladrão". Confesso que sua cara amarrada e sua voz profética realmente me deixaram desacreditados quanto a uma rápida solução para tudo aquilo, mas, quando ia me afogar nessa descrença, fui subitamente surpreendido por um gritinho de orgulho do tipo eu-humilho.

Um dos porteiros havia conseguido, com um arame, colocar o toquinho de chave para fora, e iniciava uma dancinha de vitória fazendo com a boca um estranho barulho, quase um urro, como se quisesse dizer "sou vitorioso". De fato ganhara a guerra: vencera a disputa e suplantara a desesperança.

FÉRIAS!
Poucas coisas se comparam à sensação de falta de pendências, que é um dos prazeres que só consigo ter durante as férias. Aquela sensação de dever cumprido, de poder ficar de pernas pro ar, de poder respirar aliviado, enfim. Acho que a melhor parte é a de poder acordar tarde, sem ouvir o barulho desagradável do despertador, que anuncia o fim do descanso.
No entanto, lá para janeiro, essas e outras sensações começam a disputar espaço com o tédio e com o desejo de presenciar novas emoções durante o ano letivo, de rever os amigos, de voltar ao aprendizado, enfim, de voltar às aulas. E nem por isso o despertador deixa de ser odíavel.
Ai, se eu ainda estudasse à tarde...

(Ouvindo: Helloween - The Dark Ride)

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Dinheiro na mão é vendaval

Por que razão as pessoas costumam dar nomes especiais ao dinheiro? Há quem o chama de grana, trocado, bufunfa, cobre, tostão, ... Sem ele, estamos duros, quebrados ou até mesmo falidos. Com ele, temos bala na agulha (imagine!).

Mais engraçados ainda são os apelidinhos que as cédulas recebem. Abaixo, segue o nome de algumas, com fotos que tirei ontem, quando pus-me a clicar miudezas que via pela frente.

Ah, e claro... não venham me dizer que eu sou um porco capitalista ou que a ganância é minha parceira pessoal, porque não é verdade.


Cinqüentinha



Dez Mangos



Dôrreal



Por enquanto é só. Perdoem-me a superficialidade de hoje :-)

Felipe.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Apresentar-me-ei... ou não.

I. O porquê
Antes de mais nada, gostaria de esclarecer porque estou fazendo um blog.
Não, não é porque me rendi às modinhas de blogs e afins na internet, pois, afinal, meu primeiro já extinto blog foi criado do começo de 2003 e, além disso, eu possuo um fotolog desde o mesmo ano.
Ah, também não sei porque estou criando... deu na telha e simplesmente estou fazendo. Vai ver é porque estou precisando externar algumas maluquices (ou, por melhor dizer, concepções socialmente incompreendidas) que transbordam do meu eu-pensante. Aliás, é ele que me faz existir (cogito...).

II. E quem é você? (na verdade, quem sou eu?)
Como no orkut, pensei em colocar umas citações legais, tiradas de boas músicas ou de livros de provérbios, acompanhado de uns símbolos maneiros... ou, então, aquelas frases de efeito do tipo "pergunte para os caras aqui do lado =>", "veja minhas comunidades e descubra mais sobre mim" ou até mesmo "leia meus testimonials, lá estou eu". Mas não vai dar... não estou no orkut, não tenho amigos no canto direito da tela, nem comunidades abaixo... muito menos depoimentos!
Então, já que não tem para onde fugir, vou me descrever. É muito difícil dizer quem eu sou, mas eu sei muito bem quem eu não sou. Sei que não sou loiro, que não tenho 40 anos, que não moro em São Paulo, que não gosto de hip-hop, que não assisto TV com frequência, que não sou assíduo leitor, que não jogo futebol, e mais uma série de atributos que não estão associados a mim.
O que eu sou, então, deixo para vocês descobrirem. Ou pelo menos tentarem fazer isso.

III. Rotule-se!
Não, obrigado.