Bora lá,
bora cá,
bora fazer,
bora sair...
podemos borar juntos,
quem sabe borar a vida inteira,
até a hora de ir embora.
Bora logo que atrás vem gente,
borando incessantemente,
desesperados para borar por cima de tudo e de todos.
E que tudo e todos também borem.
Borem e corroborem a cada dia a boração.
Não vão me importar, esses boradores.
Bora?
Eis o meu convite indecoroso...
(que chegue em boa hora.)
GUIA DE LEITURA
Se você me perguntasse quais textos ler, eu diria para CLICAR AQUI e achar uns 20 e poucos que eu classifiquei como os melhores. Mas vão alguns de que eu particularmente gosto (e que fizeram algum sucesso):
Caritas et scientia
(as saudades da minha escola)
(as saudades da minha escola)
A-Ventura de Novembro
(o retrato de um coração partido)
(o retrato de um coração partido)
Vigília
(os sonhos nos enganam...)
(os sonhos nos enganam...)
Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida
(ou "elucubrações esperançosas")
(ou "elucubrações esperançosas")
(a afeição por desconhecidos)
A tentação de Mãe Valéria
(trago a pessoa amada em três dias)
(trago a pessoa amada em três dias)
A nostalgia do que não tive
(a nostalgia do que não tive)
(a nostalgia do que não tive)
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domingo, 16 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
pas.encore
Porque já chegou agosto e eu nada escrevi.
Porque já estou de férias e pouco sorri.
Porque se espalhou a gripe e eu ainda não adoeci.
Porque já passou a época do caqui e eu não comi.
Porque veio a crise e eu não desinvesti.
Porque repetiram e eu não entendi.
Porque tocou a campainha e eu não ouvi.
Porque terminou e eu não aplaudi.
Porque foi sutil e eu não senti.
Porque já fiz 20 anos e pouco vivi.
Porque foi há duas semanas e eu não percebi.
Porque a vida passa rápido e ainda não a compreendi.
Porque a divagação veio, mas vai parar por aqui.
Porque já são quase cinco da manhã e eu ainda não dormi.
Porque, amanhã, a manhã já vai ter chegado...
e eu ainda não vou ter acordado.
Se para rimar com -ado não serve f**ido,
estarei, , então que seja!, atrasado...
Porque já estou de férias e pouco sorri.
Porque se espalhou a gripe e eu ainda não adoeci.
Porque já passou a época do caqui e eu não comi.
Porque veio a crise e eu não desinvesti.
Porque repetiram e eu não entendi.
Porque tocou a campainha e eu não ouvi.
Porque terminou e eu não aplaudi.
Porque foi sutil e eu não senti.
Porque já fiz 20 anos e pouco vivi.
Porque foi há duas semanas e eu não percebi.
Porque a vida passa rápido e ainda não a compreendi.
Porque a divagação veio, mas vai parar por aqui.
Porque já são quase cinco da manhã e eu ainda não dormi.
Porque, amanhã, a manhã já vai ter chegado...
e eu ainda não vou ter acordado.
Se para rimar com -ado não serve f**ido,
estarei, , então que seja!, atrasado...
domingo, 31 de maio de 2009
POEMA PARA O AMIGO PARTIDO
(para o querido amigo Edson Boia do Nascimento)
Que ora encontres teu descanso merecido,
e mergulhes na derradeira paz de espírito.
Sê vivo em nossos dias, jamais esquecido,
e por nossas mentes, aparece à noite, onírico.
Partiste, amigo, e repartiste nossos corações,
esfacelados em luto por ti, que só foste luta,
destruídos em sentimento ao revolver tantas emoções,
e desconfortados em nossos âmagos com angústia bruta.
Afundados estamos, porque perdemos nosso porto seguro.
Não mais temos a ti para nos ancorarmos na tormenta diária.
E, agora sós, vagamos, navegamos e navagamos pelas tempestades.
Zarpaste dessa vida, mas não naufragaste: ainda és futuro!
Sabe que bóias, Boia, acenando sobre uma jangada solitária,
que se afasta, paulatina e serena, em nosso mar de saudades.
Que ora encontres teu descanso merecido,
e mergulhes na derradeira paz de espírito.
Sê vivo em nossos dias, jamais esquecido,
e por nossas mentes, aparece à noite, onírico.
Partiste, amigo, e repartiste nossos corações,
esfacelados em luto por ti, que só foste luta,
destruídos em sentimento ao revolver tantas emoções,
e desconfortados em nossos âmagos com angústia bruta.
Afundados estamos, porque perdemos nosso porto seguro.
Não mais temos a ti para nos ancorarmos na tormenta diária.
E, agora sós, vagamos, navegamos e navagamos pelas tempestades.
Zarpaste dessa vida, mas não naufragaste: ainda és futuro!
Sabe que bóias, Boia, acenando sobre uma jangada solitária,
que se afasta, paulatina e serena, em nosso mar de saudades.
domingo, 17 de agosto de 2008
O LIVRO EM CIMA DA ESTANTE
Coitado do livro em cima da estante.
É projeto frustrado em lembrança lancinante.
Sonho levado que se deixou adiar,
quando o sonhador permitiu-se vadiar.
Foi-se o tempo livre que seria tempo livro,
pois incapaz foi o papel na arte da sedução.
Trocado sem dó por filme, sono ou canção,
pereceu na vitrine de inquebrável vidro.
Vidro figurado, mas fronteira intransponível,
entre livro aproveitado e livro figurante.
A missão sempre e sempre preterível,
para a qual por fim me mostro hesitante.
É projeto frustrado em lembrança lancinante.
Sonho levado que se deixou adiar,
quando o sonhador permitiu-se vadiar.
Foi-se o tempo livre que seria tempo livro,
pois incapaz foi o papel na arte da sedução.
Trocado sem dó por filme, sono ou canção,
pereceu na vitrine de inquebrável vidro.
Vidro figurado, mas fronteira intransponível,
entre livro aproveitado e livro figurante.
A missão sempre e sempre preterível,
para a qual por fim me mostro hesitante.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
desperta-a-dor.
Ah, desliga meu despertador,
que hoje meu sono vai até mais tarde.
Desliga meu despertador, segura essa palavra,
palavra não-verbal, ferina, audaz e truculenta,
não digas mais esse acorda com tanto alarde,
não mais, nunca mais.
Desliga meu despertador e acerta meu relógio,
deixa que as horas passem e eu continue a sonhar.
O sonho é tão lindo, maravilhoso e perfeito,
é a ilusão tão doce de que não quero me privar.
Despertador, tenho um aviso a te dar
Vai-te embora, meu corta-barato,
demora-te longe, pedra no sapato.
Não dês em minha quimera seu nocaute sonoro,
não faças com que toda a água me saia de cada poro.
Despertador, teu nome é maldito.
Despertas a dor.... mas que faniquito!
Não te quero mais, deixa-me em paz.
Inimigo, salafrário e algoz, vai!
E sem demora, cala logo essa tua voz! Ai.
que hoje meu sono vai até mais tarde.
Desliga meu despertador, segura essa palavra,
palavra não-verbal, ferina, audaz e truculenta,
não digas mais esse acorda com tanto alarde,
não mais, nunca mais.
Desliga meu despertador e acerta meu relógio,
deixa que as horas passem e eu continue a sonhar.
O sonho é tão lindo, maravilhoso e perfeito,
é a ilusão tão doce de que não quero me privar.
Despertador, tenho um aviso a te dar
Vai-te embora, meu corta-barato,
demora-te longe, pedra no sapato.
Não dês em minha quimera seu nocaute sonoro,
não faças com que toda a água me saia de cada poro.
Despertador, teu nome é maldito.
Despertas a dor.... mas que faniquito!
Não te quero mais, deixa-me em paz.
Inimigo, salafrário e algoz, vai!
E sem demora, cala logo essa tua voz! Ai.
domingo, 11 de maio de 2008
que se dane
Que se dane a tristeza dos que não fazem,
o atraso dos que não se anteciparam,
o passo em falso de quem não olhou,
o impossibilidade de quem se esqueceu,
a palavra atravessada de quem não cuidou.
Que se dane, que muito se dane,
quem fez pouco para o inexplicável,
quem ao explicar esbulhou a inocência,
quem ao inocentar imbuiu-se de culpa,
quem ao culpar não mais fez jus ao perdão.
Que se dane, e continue a se danar,
quem para gritar não teve culhão,
quem para amar faltou emoção,
quem para pensar preteriu a razão,
quem para falar perdeu a entonação.
Que se dane, que finalmente se dane,
quem por causa do quinhão perdeu-se do todo,
quem parou no tempo para a vã contemplação,
quem na ambição foi vítima do próprio engodo,
e quem queimou a língua por tanta afobação.
CESSE! Que não mais se dane aquele que
no sofrimento encontrar a estabilidade,
que na esperança encontrar a salvação,
esperando o tempo em sua morosidade,
para salvá-lo, então, num gesto último de redenção.
o atraso dos que não se anteciparam,
o passo em falso de quem não olhou,
o impossibilidade de quem se esqueceu,
a palavra atravessada de quem não cuidou.
Que se dane, que muito se dane,
quem fez pouco para o inexplicável,
quem ao explicar esbulhou a inocência,
quem ao inocentar imbuiu-se de culpa,
quem ao culpar não mais fez jus ao perdão.
Que se dane, e continue a se danar,
quem para gritar não teve culhão,
quem para amar faltou emoção,
quem para pensar preteriu a razão,
quem para falar perdeu a entonação.
Que se dane, que finalmente se dane,
quem por causa do quinhão perdeu-se do todo,
quem parou no tempo para a vã contemplação,
quem na ambição foi vítima do próprio engodo,
e quem queimou a língua por tanta afobação.
CESSE! Que não mais se dane aquele que
no sofrimento encontrar a estabilidade,
que na esperança encontrar a salvação,
esperando o tempo em sua morosidade,
para salvá-lo, então, num gesto último de redenção.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
EPOPÉIA.
Marcílio era de família pobre,
era mais um que não tinha o que comer.
Não tinha terra, mulher ou cobre,
quase um nada, só entendia de sofrer.
Tendendo a zero, sabia esse Marcílio,
que seu caminho teria de traçar.
Não contava com ninguém para auxílio,
à própria sorte, decidiu se lançar.
Foi pra cidade, onde a terra era mais "fértil".
Mas sua enxada, não soube onde deixar.
Pegou em armas, carregou-as de projétil.
Seu negócio, ali, era matar.
O dedo no gatilho era senhor de destinos,
para trabalhar, era só o bolso inchar.
Nessa vida de final de intestino,
o clandestino pensou em prosperar.
De pé na rua descobriu a loteria,
onde com sorte poderia se acertar.
Aquela vida de bandido largaria,
em sua a terra a todos iria ajudar.
Eis que a sorte bateu à porta,
e a Marcílio resolveu premiar.
Largou o moço de vez a vida torta,
pelo sertão voltaria a se enfiar.
Quando então voltava ao velho chão,
a Dona Sorte resolveu evaporar.
Bateu o ônibus num minicaminhão,
e o desastre foi um baita de um pesar.
Na colisão espalharam-se vários corpos,
e o tal dedo de Marcílio foi pelo ar.
Se o rabecão veio levar toda a tragédia,
um gavião o pobre dedo fez devorar.
E o dinheiro da ventura de Marcílio,
não conseguiu em ajuda se converter.
Seus conterrâneos que precisavam de auxílio,
na fome grande permaneceram a esmorecer.
Foi enterrado como indigente num cemitério próximo ao local do acidente. Andava sem documentos, pois era criminoso procurado pela polícia da cidade onde tentou fazer carreira no mundo sinuoso que preferiu à honestidade insustentável dos miseráveis. Ninguém se interessou por saber quem era para lhe dar um enterro digno. Até a faculdade de medicina mais próxima dispensou o cadáver desfigurado e sem um (mortífero - não sabiam eles) dedo.
era mais um que não tinha o que comer.
Não tinha terra, mulher ou cobre,
quase um nada, só entendia de sofrer.
Tendendo a zero, sabia esse Marcílio,
que seu caminho teria de traçar.
Não contava com ninguém para auxílio,
à própria sorte, decidiu se lançar.
Foi pra cidade, onde a terra era mais "fértil".
Mas sua enxada, não soube onde deixar.
Pegou em armas, carregou-as de projétil.
Seu negócio, ali, era matar.
O dedo no gatilho era senhor de destinos,
para trabalhar, era só o bolso inchar.
Nessa vida de final de intestino,
o clandestino pensou em prosperar.
De pé na rua descobriu a loteria,
onde com sorte poderia se acertar.
Aquela vida de bandido largaria,
em sua a terra a todos iria ajudar.
Eis que a sorte bateu à porta,
e a Marcílio resolveu premiar.
Largou o moço de vez a vida torta,
pelo sertão voltaria a se enfiar.
Quando então voltava ao velho chão,
a Dona Sorte resolveu evaporar.
Bateu o ônibus num minicaminhão,
e o desastre foi um baita de um pesar.
Na colisão espalharam-se vários corpos,
e o tal dedo de Marcílio foi pelo ar.
Se o rabecão veio levar toda a tragédia,
um gavião o pobre dedo fez devorar.
E o dinheiro da ventura de Marcílio,
não conseguiu em ajuda se converter.
Seus conterrâneos que precisavam de auxílio,
na fome grande permaneceram a esmorecer.
Foi enterrado como indigente num cemitério próximo ao local do acidente. Andava sem documentos, pois era criminoso procurado pela polícia da cidade onde tentou fazer carreira no mundo sinuoso que preferiu à honestidade insustentável dos miseráveis. Ninguém se interessou por saber quem era para lhe dar um enterro digno. Até a faculdade de medicina mais próxima dispensou o cadáver desfigurado e sem um (mortífero - não sabiam eles) dedo.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
MOMENTO POEMA.
Poema... coisa que raramente faço. Então vão dois escritos recentemente.
Gostaria de dizer que o primeiro, por mais incrível que isso possa parecer, foi escrito num dia em que estava muito feliz e animado. Sei lá como ele apareceu.
CAMINHO ATÉ A BEIRA DO PENHASCO
(mas sem coragem de dar o último passo)
Quando tudo parecia dar errado,
surgiu o milagre.
Quando tudo parecia dar certo,
surgiu o imprevisto.
Quando tudo tendia a fúria,
surgiu a palavra.
Quando não havia mais palavra,
fez-se o silêncio.
Quando tudo era silêncio,
fez-se o escuro.
E aí, tudo pareceu perdido,
e não surgiu um norte,
e não surgiu a sorte.
Também não surgiu a morte,
e ficamos a ver navios,
porque não deu pra soltar as amarras.
NÃO É NO GOOGLE
Procure espaço,
procure o compasso ,
procure o escasso,
procure um traço.
Procure o ócio,
procure negócio,
procure o sócio,
procure consórcio.
Procure conforto,
procure o porto,
procure torto
procure o horto.
Procure o fio,
procure o Rio,
procure no cio,
procure o plantio.
Procure, enfim,
procure assim,
procure o fim...
Procura sem fim.
Gostaria de dizer que o primeiro, por mais incrível que isso possa parecer, foi escrito num dia em que estava muito feliz e animado. Sei lá como ele apareceu.
CAMINHO ATÉ A BEIRA DO PENHASCO
(mas sem coragem de dar o último passo)
Quando tudo parecia dar errado,
surgiu o milagre.
Quando tudo parecia dar certo,
surgiu o imprevisto.
Quando tudo tendia a fúria,
surgiu a palavra.
Quando não havia mais palavra,
fez-se o silêncio.
Quando tudo era silêncio,
fez-se o escuro.
E aí, tudo pareceu perdido,
e não surgiu um norte,
e não surgiu a sorte.
Também não surgiu a morte,
e ficamos a ver navios,
porque não deu pra soltar as amarras.
NÃO É NO GOOGLE
Procure espaço,
procure o compasso ,
procure o escasso,
procure um traço.
Procure o ócio,
procure negócio,
procure o sócio,
procure consórcio.
Procure conforto,
procure o porto,
procure torto
procure o horto.
Procure o fio,
procure o Rio,
procure no cio,
procure o plantio.
Procure, enfim,
procure assim,
procure o fim...
Procura sem fim.
domingo, 1 de abril de 2007
Quando olho para frente.
Quando olho pra frente, sinceramente não sei
Não sei se virá, não sei se não virá.
Não sei se vou até lá, ou se fico por acá.
Não sei se corro ou se choro,
Não sei se respiro e revigoro.
Não sei se lá é claro ou escuro,
Não sei se para seguir estou maduro.
Não sei se lá há amor ou ternura,
nem se vale a pena essa procura.
Sei que nada sabem sobre
aqueles que tentam prever.
Se é só a Ele que cabe determinar,
quem sou eu para tentar advinhar?
Olhar para frente pode trazer um desvio,
que não ajuda, mas traz fastio.
Esse amanhã só me traz interrogação...
Bah! Melhor viver, com pé no chão.
Não sei se virá, não sei se não virá.
Não sei se vou até lá, ou se fico por acá.
Não sei se corro ou se choro,
Não sei se respiro e revigoro.
Não sei se lá é claro ou escuro,
Não sei se para seguir estou maduro.
Não sei se lá há amor ou ternura,
nem se vale a pena essa procura.
Sei que nada sabem sobre
aqueles que tentam prever.
Se é só a Ele que cabe determinar,
quem sou eu para tentar advinhar?
Olhar para frente pode trazer um desvio,
que não ajuda, mas traz fastio.
Esse amanhã só me traz interrogação...
Bah! Melhor viver, com pé no chão.
(e ** na mão, é claro)
terça-feira, 29 de agosto de 2006
O TEMPO EM CINCO TEMPOS
Em virtude da comemoração dos 60 anos de minha escola e do dia de Santo Agostinho, lançou-se no CSA um concurso de poemas, cujo tema a ser desenvolvido era o tempo.
Confesso que escrever poemas não é uma atividade que me atraia bastante, mas resolvi escrever alguma coisa. E saiu isso aí abaixo.
______________________________________
parar para pensar.
Tempo de pensar,
pensar no seu passar.
Se parar, porém, não poderei aproveitar:
o carpe diem, não terei como praticar.
Resta-me apenas pensar
no tempo que tudo há de trazer e de levar.
Há tempo para dar e receber amor,
esse que transforma instante em eternidade.
Há tempo para plantar e para colher,
e nesse ciclo perpetuar a continuidade.
Há tempo para se dar ao próprio tempo,
e ter, assim, o melhor remédio.
Cada um tem seu próprio tempo,
e, para aqueles que ele é lento, há o tédio.
O tempo passa e os dias vão.
O tempo passa e os dias vêm.
Sou um constante mutante na vida,
essa louca espera do dia em que irei também.
______________________________________
(A propósito, estou entre os dez finalistas do concurso, cujo resultado final sairá na quinta-feira, mas duvido que ganhe, pois os outros poemas no páreo estão bem melhores)
(Ouvi ao fazer o poema:
Angra - Time
Pink Floyd - Time ... sugestivo não?)
Confesso que escrever poemas não é uma atividade que me atraia bastante, mas resolvi escrever alguma coisa. E saiu isso aí abaixo.
______________________________________
O TEMPO
Tempo de parar,
parar para pensar.
Tempo de pensar,
pensar no seu passar.
Se parar, porém, não poderei aproveitar:
o carpe diem, não terei como praticar.
Resta-me apenas pensar
no tempo que tudo há de trazer e de levar.
Há tempo para dar e receber amor,
esse que transforma instante em eternidade.
Há tempo para plantar e para colher,
e nesse ciclo perpetuar a continuidade.
Há tempo para se dar ao próprio tempo,
e ter, assim, o melhor remédio.
Cada um tem seu próprio tempo,
e, para aqueles que ele é lento, há o tédio.
O tempo passa e os dias vão.
O tempo passa e os dias vêm.
Sou um constante mutante na vida,
essa louca espera do dia em que irei também.
______________________________________
(A propósito, estou entre os dez finalistas do concurso, cujo resultado final sairá na quinta-feira, mas duvido que ganhe, pois os outros poemas no páreo estão bem melhores)
(Ouvi ao fazer o poema:
Angra - Time
Pink Floyd - Time ... sugestivo não?)
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