GUIA DE LEITURA

Se você me perguntasse quais textos ler, eu diria para CLICAR AQUI e achar uns 20 e poucos que eu classifiquei como os melhores. Mas vão alguns de que eu particularmente gosto (e que fizeram algum sucesso):

Caritas et scientia
(as saudades da minha escola)
A-Ventura de Novembro
(o retrato de um coração partido)
Vigília
(os sonhos nos enganam...)
Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida
(ou "elucubrações esperançosas")
(a afeição por desconhecidos)
A tentação de Mãe Valéria
(trago a pessoa amada em três dias)
A nostalgia do que não tive
(a nostalgia do que não tive)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

MOMENTO POEMA.

Poema... coisa que raramente faço. Então vão dois escritos recentemente.
Gostaria de dizer que o primeiro, por mais incrível que isso possa parecer, foi escrito num dia em que estava muito feliz e animado. Sei lá como ele apareceu.


CAMINHO ATÉ A BEIRA DO PENHASCO
(mas sem coragem de dar o último passo)

Quando tudo parecia dar errado,
surgiu o milagre.
Quando tudo parecia dar certo,
surgiu o imprevisto.
Quando tudo tendia a fúria,
surgiu a palavra.
Quando não havia mais palavra,
fez-se o silêncio.

Quando tudo era silêncio,
fez-se o escuro.
E aí, tudo pareceu perdido,
e não surgiu um norte,
e não surgiu a sorte.
Também não surgiu a morte,
e ficamos a ver navios,
porque não deu pra soltar as amarras.



NÃO É NO GOOGLE
Procure espaço,
procure o compasso ,
procure o escasso,
procure um traço.

Procure o ócio,
procure negócio,
procure o sócio,
procure consórcio.

Procure conforto,
procure o porto,
procure torto
procure o horto.

Procure o fio,
procure o Rio,
procure no cio,
procure o plantio.

Procure, enfim,
procure assim,
procure o fim...
Procura sem fim.

3 comentários:

Paula disse...

Gostei muito dos dois poemas, como já te disse, Drummondzinho. Principalmente do primeiro. Acho engraçado o fato de a maioria das pessoas terem medo da morte sem considerar a possibilidade de que, apesar de trágica, ela poderia livrar-nos de tudo o que ainda nos prende nesse mundo e nessa vida. A vida pode ser algo superficial, quem sabe? Só sei que amo viver, mas nem por isso morro de medos da morte. Muito interessante a idéia do abismo. Enfim, beijo enorme, querido.

Luiza Arcuri disse...

Drummond, fico mto feliz que vc tenha tomado coragem de colocar a poesia no blog! Eu sei que vc acha que não é mto vc, mas se lembre de que foi vc que escreveu, algo seu veio à tona, ou senão nem viria. Tem vezes que a gente faz mesmo umas coisas que não acredita (eu outro dia fi um texto feliz!), mas se fizemos é porque em algum canto perdido a coisa está lá... Fico mto feliz de ter podido ler as duas poesias, achei que vc não as colocaria aqui! Ambas ficaram excelentes, muito íntimas, elas tocam em alguma corda qualquer dentro de nós, que não se pode identificar qualquer. Despertam vários sentimentos (principalmente a primeira) que entram em conflito e concorrem, mas no fim se harmonizam. A segunda traz várias imagens que passam como borrões meio difusos e depois pára subitamente, muito interessante. Entendo agora pq vc disse que não costuma escrever poesias, mas que só havia essa forma de escrevê-las. Já passei por isso tb... Estão ótimas (sei que o comentário ficou meio intelectualóide, mas tudo bem)! Amei o seu comentário no meu blog sobre a minha poesia, ficou excepcional!

Julia disse...

Ha gostei xD
profundos
te amo bebe
;*