GUIA DE LEITURA

Se você me perguntasse quais textos ler, eu diria para CLICAR AQUI e achar uns 20 e poucos que eu classifiquei como os melhores. Mas vão alguns de que eu particularmente gosto (e que fizeram algum sucesso):

Caritas et scientia
(as saudades da minha escola)
A-Ventura de Novembro
(o retrato de um coração partido)
Vigília
(os sonhos nos enganam...)
Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida
(ou "elucubrações esperançosas")
(a afeição por desconhecidos)
A tentação de Mãe Valéria
(trago a pessoa amada em três dias)
A nostalgia do que não tive
(a nostalgia do que não tive)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

E O CALENDÁRIO DE 2020

Hoje é 24 de agosto de 2007. Diga-se de passagem, completam-se 53 anos do suicídio de Vargas. Pegue o calendário de seu celular ou do PC e veja o dia 24 de agosto de 2020. O que você vê? Um dia em branco? Uma nebulosa?

Futuro, meu caro futuro, ele está lá. Coisa estranha ver o dia ali, ver todos os dias ali, saber que eles existirão, mas não saber se você estará lá para ver tudo acontecer e, caso esteja, não saber como acontecerá. Mas imagine-se lá, acordando e vendo no relógio ao lado, estampado, 24/8/2020. Você, como bom conhecedor de história, há de se lembrar que é dia de celebrar a morte do mais importante presidente do Brasil (se nenhum outro à altura aparecer até lá... acho difícil).

Mas e daí? Você se levanta e toma café? Você beija sua mulher e vai trabalhar? Você está entrevado numa cama sem poder andar? Você está rico? Você está pobre? O dia está chuvoso ou o tempo está aberto? As pessoas falam com você? Você está em que cidade? Seus amigos de hoje ainda são seus amigos? Muitos de seus parentes já são falecidos?

Dúvida que instiga, dúvida que fascina, dúvida que angustia. Esses dias estava observando o dia 16 de julho de 2049, o dia em que, com a graça das graças, completarei meu sexagésimo aniversário. Já serei eu vovô nesse dia? Já serei pai? Serei alguma coisa na vida? Terei motivos para ter orgulho? E para ter satisfação? Já terei vivido o triplo de tempo que já vivi... por que experiências terei passado? Garanto que muitas agradáveis, e muitas desagradáveis. Quais?
O que me espera para que eu chegue até lá?

Não aguento mais apertar o botão do ponto de interrogação. Aliás, fazer isso é tão fastidioso quanto povoar a cabeça com essas suposições sobre o futuro. Também não adianta planejar em minúcias algo que depende de tantas variáveis que me fogem ao controle. E... veja bem... futuro para ser futuro tem que surpreender. Mas uma surpresa que só pode ser percebida quando nos lembramos dele já enquanto passado. Algo do tipo:
"Caraca, jamais pude imaginar que tudo isso fosse acontecer, e ainda mais dessa forma!"

Encerro, e peço que não me apedrejem, com o maior dos clichês, embora o mais verdadeiro, desde que interpretado convenientemente.

carpe diem.
(amanhã vou à praia)

2 comentários:

Paula disse...

Futuro = algo realmente intrigante. Serei sincera com você. Nunca fui muito de carpe diem, acho que muita gente se perde nesse conceito. Não acho que a essência da expressão esteja no fato de "esquecermos o futuro e vivermos o presente". Na minha opinião, a beleza do carpe diem está em aproveitarmos o máximo que pudermos de nossos dias, vivendo cada um como se fosse o último, por mais longe que este possa estar. Nunca se sabe. Mas é sempre bom vivermos intensamente sonhando sim com o futuro. Quem sabe nossos planos não se concretizam? O sentimento de realização de qualquer um se isso acontecesse também seria máximo. Beijos amorzinho.

joão m. disse...

Aproveito seu post pra falar de algo que postei no meu blog. O tempo anda passando rápido demais!
Quanto ao futuro... Acho mágico pensar nele, me faz um bem... Apesar de poder ser inútil, às vezes. E apesar de, em certas ocasiões, o futuro te desapontar quando ele é já o presente. Entende? Mas aí que tá a mágica, o friozinho na barriga, de pensar em algo, desejar algo, sabendo que o leque de possibilidades é bem maior que aquilo... E, pior (melhor?), você não sabe qual é a possibilidade certa!