GUIA DE LEITURA

Se você me perguntasse quais textos ler, eu diria para CLICAR AQUI e achar uns 20 e poucos que eu classifiquei como os melhores. Mas vão alguns de que eu particularmente gosto (e que fizeram algum sucesso):

Caritas et scientia
(as saudades da minha escola)
A-Ventura de Novembro
(o retrato de um coração partido)
Vigília
(os sonhos nos enganam...)
Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida
(ou "elucubrações esperançosas")
(a afeição por desconhecidos)
A tentação de Mãe Valéria
(trago a pessoa amada em três dias)
A nostalgia do que não tive
(a nostalgia do que não tive)

terça-feira, 15 de julho de 2008

a saga de um trident

O chicletinho estava se sentindo traído. Depois de estar na boca por algum tempo, fora jogado para ser trocado por coisa melhor. Ficara de lado, esquecido em lugar não muito oportuno, em lugar traiçoeiro. Não fora para o lixo por preguiça. Não fora de volta para o papelzinho, porque o papelzinho não mais era àquela altura. Ficara à espreita, tramando vingança.

Seu orgulho estava ferido. Depois de ter sido descartado, nem ao menos um lugar feliz o destino lhe reservou. Dali, assistia a tudo. Assistia ao deleite de que não podia participar, ao jogo das bocas que não mais lhe pertenciam. Ao jogo da oralidade verbal, da oralidade não-verbal. Ao jogo da oralidade que é de fato oralidade e dispensa formalidade.

Decidiu o chicletinho que por fim poria fim àquela brincadeira toda e, sabe-se lá como, jogou-se no meio de campo. Quase um mosh numa platéia de dois.

Suicídio. O chiclete partiu-se em vários. Grudou em tudo. Pegajoso, chicletoso e horroroso. Demorou um pouco a ser percebido e por pouco não foi confundido. Surpreendeu como se fosse uma punhalada nas costas e, como um balde de água fria, fez a alma despertar de uma ebriedade não-alcóolica.

O chiclete, no seu zero a zero que só marca um ponto na tabela, sacrificara seu corpo para lavar sua alma e restaurar seu orgulho. Ascetismo, sacrifícios, loucura,... Mas ele é que foi lavado, em derradeira instância, com água quente e gelo. Fani puro.

2 comentários:

Julia Leal disse...

O termo mais engraçado q você inventou "chicletoso" =P
;*

samanta fonseca disse...

creio que os neologismos sejam antônimos das metalinguagens, portanto, gosto muito deles.