GUIA DE LEITURA

Se você me perguntasse quais textos ler, eu diria para CLICAR AQUI e achar uns 20 e poucos que eu classifiquei como os melhores. Mas vão alguns de que eu particularmente gosto (e que fizeram algum sucesso):

Caritas et scientia
(as saudades da minha escola)
A-Ventura de Novembro
(o retrato de um coração partido)
Vigília
(os sonhos nos enganam...)
Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida
(ou "elucubrações esperançosas")
(a afeição por desconhecidos)
A tentação de Mãe Valéria
(trago a pessoa amada em três dias)
A nostalgia do que não tive
(a nostalgia do que não tive)

terça-feira, 15 de julho de 2008

19 anos

Estou prestes a completar 19 anos. É daqui a pouquinho. Dessa vez, nada mudará.

Meus primeiros anos de vida tinham o empenho de ir aumentando o número de dedos na mão que eu levantava quando alguém me fazia a pergunta da idade. Fiz uma mão aos 5, fiz as duas aos 10. Para informar a idade, depois das mãos completas, passei a apenas falar: era ridículo ficar mostrando as mãozinhas.

Depois das mãos completas, vieram as aspirações progressivas de adolescente. A primeira delas é a de chegar aos 12 anos. Idade de virar adolescente e de já poder entrar nos filmes com essa censuras.

Os pulos de aspirações daí em diante passariam a vir de dois em dois. Aos catorze, pude ir desacompanhado a grande parte dos shows e, claro, ver os filmes dessa censura.

Os dezesseis mais marcaram uma contagem regressiva para os dezoito do que outra coisa. Ah, claro, como esquecer? Ganhei o tão esperado direito de votar. Lembro do dia em que tirei o título. Devo ter sido dos poucos de minha geração a me sentir um pouquinho mais importante por poder, em proporção gota/oceano, influir nos destinos políticos do meu país.

Os dezoito anos, caraca, os dezoito anos! Merece um tratado à parte. Boate, carro, abrir conta, assinar os próprios documentos, viajar para o exterior sozinho sem autorização do Juizado, identidade verdadeira para tudo, enfim, é o mundo que abre as portas. Um début total, também cercado de responsabilidades, tradução do juridiquês "fim da inimputabilidade".

E agora, os dezenove. Os dezenove não são os dezenove anos. Os dezenove são os dezoito mais um. Nada muda. Só vou ficar mais velho e nada receberei em compensação. Qual a graça?

Todas as conquistas posteriores aos dezoito, não mais são/serão conquistas por mera mudança da idade. Serão minhas próprias conquistas, advindas unicamente do meu mérito, do meu esforço e dos meus destinos. É também a sensação de que ao mesmo posso tudo e ao mesmo tempo nada posso. Sobra a possibilidade, mas me falta a viabilidade. Faltam-me experiência, dinheiro, até audácia... Procuro-os.

Vêm os dezenove, que venham os vinte, que venham os trinta, que venham os quarenta, que venham os mil... os mil desejos traduzidos em um, que farei na hora de apagar a velinha. Que venham os sonhos, que venham em sonhos, que venham de sonhos e que venha o sono quando eu dele precisar.
Que venham as vontades, que venham de trator, que me derrubem em momento oportuno, mas que me façam crescer.
Que venham os ventos e em todas as direções, o que eu quero é me mexer.

A todas as coisas: que venham vindo, que venham quicando, que venham implacáveis, que venham como quiser.
Da vida eu não quero fugir, mas um dia dela me farão escapar. Que venha tudo, que venham todas e que tudo isso e tudo aquilo me façam viver em curtição infinita cada infinitésimo de segundo.

5 comentários:

Boninha disse...

É legal ter 19 anos!!!

Eu, particularmente, gosto mais do que eu gostava de ter 18.

By the way, eu também nunca roubei nas Lojas Americanas. Mas acho que se eles realmente se importassem com isso, não iam deixar tudo espalhado lá de qualquer jeito.

Eduardo disse...

Felipe, sou irmao da Kaplan, que estudou com voce.
Voce deve lembrar.
Vim pela segunda vez a seu blog, como quem nao quer nada ou nao tem nada pra fazer, e, mais uma vez, me interessei pelos textos.
Queria te dar os parabens, pelos textos e, principalmente, pelo texto lido na formatura (voce deve lembrar...)
É isso, um abraço.
Eduardo

Isadora disse...

Gosto muito dos seus textos, realmente, vir ao seu blog é sempre um bom passa tempo :)
Me identifiquei com muitas das atitudes inesperadas que as pessoas fazem quando sozinhas. Afinal, é tão divertido, não? Elaborar uma situação e começar a falar consigo mesmo, como numa peça de teatro, dançar alopradamente ao som de uma música que realmente te anima, rir de si mesmo quando sabe que se alguém estivesse assistindo, realmente acharia aquilo tudo uma boa piada. Isso tudo é muito divertido, todos nós adoramos rir e eu, particularmente, me sinto muito bem fazendo essas coisas digamos... mongois.
Ai ai, não sei nem porque disse isso tudo, mas o propósito deste comentário é agradecer por muitos textos legais e divertidos que você escreve.
Um beijo da sua leitora fiel.
(se vc aparecer pelo colégio, desta vez eu falo com você ;] )

brunot7 disse...

Já falei cara, tá na hora de um livro ô rapaz!

Luninha disse...

soh se mudar pra ca que ai voce vai querer fazer 21 anos uahuihahiua