GUIA DE LEITURA

Se você me perguntasse quais textos ler, eu diria para CLICAR AQUI e achar uns 20 e poucos que eu classifiquei como os melhores. Mas vão alguns de que eu particularmente gosto (e que fizeram algum sucesso):

Caritas et scientia
(as saudades da minha escola)
A-Ventura de Novembro
(o retrato de um coração partido)
Vigília
(os sonhos nos enganam...)
Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida
(ou "elucubrações esperançosas")
(a afeição por desconhecidos)
A tentação de Mãe Valéria
(trago a pessoa amada em três dias)
A nostalgia do que não tive
(a nostalgia do que não tive)
Mostrando postagens com marcador orkut. Mostrar todas as postagens
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sábado, 23 de dezembro de 2006

CLICHÊS DE ORKUT II - O RETORNO

Não é porque são clichês que eles estão imunes à ação do tempo. Clichês vão e vêm, a medida que novos surgem também. (rimou!)
Por conta disso, os clichês de Orkut que eu listei nos primórdios do blog estão, em certa parte, defasados. Nada melhor do que atualizar o catálogo para a primavera-verão 2006-2007 no Orkut, não?

Agradecimentos ao Marco Tulio e à Ligia, que citaram alguns desses clichês nos comentários do Clichês I e também ao poeta RUBEL BRISOLLA pela mesma ajuda. (Vale lembrar que o Rubel criou há pouco um blog e sua leitura está recomendadíssima ;-)


Ahhhhh, o verão...
Essa é para aqueles que realmente curtem a vida, tiram onda legal e aproveitam ao máximo todos os momentos, situações e experiências novas, sacou lek? Carpe diem pô!
Ahhh, o verão!
Enfrentar as praias lotadas, com cheiro de maconha pra tudo que é lado. Besuntar-se de protetor solar, para não ficar igual um camarão. Ser vítima de arrastões, crime mais frequente nessa época do ano. Chegar em casa e estourar a conta de luz por ter que ligar o ar condicionado. Dormir seco e acordar suado. Assistir à proliferação de mosquitos transmissores de doenças e, por que não pegar uma dengue, já que a onda é aproveitar todas as novas sensações da estação?
O pior do verão, porém, é aturar o mais novo clichê de Orkut, "Ahhh, o verão!"
Tenham piedade.
(essa foi para o meu "about" do Orkut)

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". Fernando Pessoa
Deturparam a frase de um grande poeta transformando-a em símbolo do ideário imediatista e "de momento" que andam vivendo. Acho que essa é candidata ao grande clichê do ano, afinal, é o coringa das legendas de fotos e dos "quem sou eu".

"O topo é meu" (na ridícula briguinha por prevalência em testimoniais)
Certa vez, li a seguinte frase"Virei alpinista, só o cume interessa".
Ok.

GÊMEAS (em legendas de fotos)
Audaz. Exagerado. Só não sei se é pior que o já manjado "bff". Será que é uma influência do mais novo filme da Xuxa sobre a população juvenil, num revival da infância desúditos da Rainha dos Baixinhos? Acho que não. Mas já que insistem, só me resta uma pergunta: são bivitelinas, né?

QUARTETO
Essa legenda geralmente acompanha foto de quatro meninas em posições alusivas ao filme "As Panteras", metidas a formar uma trupe perigosa. Não esqueçam, jovens meninas, que mais de três já é crime por formação de quadrilha, segundo o Art. 288 do Código Penal, aqui transcrito: "Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes".

INCOMPARÁVEIS, INSUBSTITUÍVEIS
Até que se arrume um(a) melhor, é claro. Freud diria que é uma denegação, isto é, inconscientemente a pessoa quis dizer "descartável".

NOVAS TENDÊNCIAS...
1.Ficar com álbum zerado
Recurso utilizado por muitos que gostam de parecer reservados, difíceis e recatados. Quase um charme a mais. Alguns diriam que é c*-doce.

2. Colocar fotos sem legenda.
Para os seguidores da máxima "uma imagem vale mais que mil palavras". (Como não concordo nem discordo dessa frase, fiz um blog e um fotolog, tá?)

3. Ficar em no máximo 9 comunidades.
Será que é porque 9 é o quadrado de 3, que significa plenitude? Ou é apenas uma tentativa de dar visibilidade às comunidades mais importantes?

4. Definir-se enquanto apolítico ou libertário (essa é velha, mas...)
Apolítico porque "política virou coisa de nerd, já que o Brasil não tem mais jeito e é todo mundo corrupto mesmo, vou mesmo é me mudar para os Estados Unidos. É sempre a mesma pilantragem e nada se resolve, odeio política". Assim se desperta um ataque de pelanca rebordosa em Aristóteles.
Libertário porque "po lek tem que liberar mesmo, tem que ser todo mundo na paz, sem conflito, só na harmonia. Paz e amor, bicho. Libera geral mesmo." A inspiração? Acho que veio de Viva La Revolucion do For Fun, a música dos revolucionários de butique da geração MTV, que querem pagar de politizados e socialmente conscientes. Para esses, um professor meu diria, sem mais delongas: "tolinhos".

Chega. Cansei.
Volto na próxima estação com a sátira de "ahhh, o inverno...", quem sabe...


(Ouvindo: Ronco da minha avó. Barulho da digitação no teclado. De vez em quando alguns cliques e também fungadas... resquícios de um recente resfriado. E só.)

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

10 mudanças que o Orkut provocou na minha vida.

Ele realmente mudou minha vida.
Entrei no Orkut no final de julho de 2004 e logo me deparei com aquela mensagem profética, embora eu não tenha dado me conta disso na hora:

Orkut é uma comunidade online que conecta pessoas através de uma rede de amigos confiáveis.
Proporcionamos um ponto de encontro online com um ambiente de confraternização, onde é possível fazer novos amigos e conhecer pessoas que têm os mesmos interesses.
Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social.

Passados mais de dois anos desde a primeira vez que dei de cara com o azulzinho do qual desde então sou frequentador assíduo, farei um balanço das mudanças na minha vida que ele me proporcionou.

1. Descobri que não sou o único a gostar de certas coisas e a ter certos hábitos dos mais banais possíveis que antes eu considerava bizarros e "extremissimamente" raros entre a população. Não sei se isso me consolou quanto às minhas loucuras e manias, mas que me fez rir muitas vezes, fez. Aliás, para isso até criaram a comunidade: "sou normal, descobri no Orkut".

2. Virou a primeira coisa que eu acesso tão logo entro na internet. Não é a página inicial, porque a tenho em branco, mas é sempre o primeiro site que eu abro.

3. Percebi ainda mais o carinho e a consideração que algumas pessoas nutrem por mim, através, é claro, dos testimoniais, e também pude demonstrar o mesmo em relação a elas.. Por mais que às vezes os depoimentos soem hipócritas e descaradamente posers, na maioria das vezes eles têm seu valor. É como dizer "eu te amo" para a sua esposa. Ela já sabe, mas nunca custa reforçar.

4. No Orkut, encontrei gente da minha família, primos próximos, aos quais me aproximei mais e mais através da internet. Quem diria?

5. Vagando de profile em profiles, encontrei muitas pessoas do meu colégio com gostos muito parecidos e também afinidade, e de muitas dessas pessoas eu virei amigo mesmo. Quem diria... se não fosse o Orkut, continuaria naquele "Fulano? Só conheço de vista." De fato, o Orkut me permitiu e muito aumentar meu círculo social, de maneira que, uns 50% dos amigos que eu mais prezo hoje, eu conheci pelo Orkut.

6. Muitas comunidades me propiciaram discussões bastante inteligentes e enriquecedoras. O Orkut tem isso: é um imenso fórum de discussões. Pena que com sua extrema popularização ele venha perdendo esse caráter, haja vista que os fóruns estão lotados de publicidades vazias e exaustivas.

7. Fuxicar. Sem dúvida, o Orkut é prato cheio para quem gosta de dar uma olhadinha na vida e nos contatos do próximo. Seria hipócrita em dizer que eu não faço isso, mas esse lado paparazzi do Orkut, para mim, não é uma doença.

8. Apresentar pessoas pelo Orkut é bastante prático. Quando você está falando de alguém para algum outro amigo que não conhece essa pessoa, nada melhor do que enviar enviar o profile do indivíduo referido. O kit já vem completo: interesses, auto-descrição e fotos. Sim, fotos!

9. Fotos! É mesmo! Talvez uma das grandes graças do Orkut seja o álbum fotográfico. Quem não gosta de ver álbuns de fotos? (Todos digam que sim, vai!) Virtualmente, o Orkut dá conta desse recado.

10. Reencontrar velhos amigos/conhecidos também foi uma excelente experiência que meu caro azulzinho me proporcionou. Retomei contato com várias pessoas com quem tinha estudado durante a pré-escola (há mais de uma década), e com outros que já saíram da minha escola atual. Sem dúvida alguma, esse foi o lance mais legal do Orkut, pois me permitiu (re)conhecer minha atual namorada e, por meio dela, dezenas de outras pessoas muito legais. Vale lembrar que ela havia estudado comigo há 10 anos atrás e, depois de reencontrá-la no Orkut num lance meio inusitado (digamos que rolou de primeira uma forte simpatia - os franceses diriam um coup en foudre -, já que, nos idos 1996, eu já tinha uma quedinha de criança por ela), começamos a conversar bastante e... deu no que deu!


É por essas e por outras que eu digo, sem titubear, que o Orkut mudou minha vida. E completamente pra melhor. A tal profecia da página inicial concretizou-se, enfim.


Trago à mesa outra questão: a Internet e seus serviços afastam as pessoas?
Não quero deixar a pergunta no ar e, portanto, darei minha singela opinião. Como diriam os Mamonas Assassinas, a Internet é uma faca de dois legumes.
Há quem usa a Internet e nela se fecha em um mundinho particular, virtual, de solidão, isolando-se do mundo e d"a tanta vida lá fora" (citando Pais e Filhos de Renato Russo), como também há quem sabe usar a Internet para conhecer novas pessoas, fazer novos amigos, conhecer novas maneiras de pensar, entre outros, e consegue trazer essas conquistas "virtuais" para a vida real, realíssima, de carne e osso, cara a cara, olho a olho e etc.

Make it worth =)

Felipe Drummond

(Ouvindo: Franz Ferdinand- Jacqueline)


PS2: Próximo post será coisa séria, eu espero.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Clichês de Orkut

(dando uma descontraída, já que foram muitos posts de assuntos relativamente profundos)


Já que o Orkut é o fenômeno social (ainda que virtual) mais interessante e badalado dos últimos tempos, vamos comentar alguns clichês orkutianos. Alguns são imperdoáveis, enquanto outros, aceitáveis.

Gostaria de agradecer ao Marco Túlio, ao Alvaro e ao João Manoel, pela ajuda em me apontarem outros clichês além dos que eu já havia relacionado.


"Friends by chance, sisters by choice"
Essa geralmente é preferida pelas meninas, em geral as "cocotinhas" (como li uma vez, elas se definem como patricinha estilo praiana), que escrevem essa bendita frase como caption de fotos nas quais se encontram elas com suas amiguinhas best friends forever (ler posts abaixo), em geral com poses wannabe-sensuais e sorrisos extremamente forçados, para variar um pouco.
(se alguém puder tapar minha ignorância, me diga de onde veio essa frase, se foi de algum filme, seriado, ...)


"Longe de toda negatividade... (a onda boa se propaga no ar)"
Diretamente importada de Hidropônica (alguém me explica o que esse título tem a ver com a música?) da diletíssima banda For Fun, essa frase também é usada como caption de fotos no Orkut, geralmente aquelas em que aparece a pessoa com uma pose wannabe pensativa junto a uma bela paisagem natural, geralmente ao entardecer. Para essa frase, também há a típica foto de pessoas de costas com os braços abertos para cima tipo um \o/


Frases que costumam usar no "quem sou eu?":

"Perguntem para os que tão ao lado"
Ah, estão brincando que eu vou fazer um levantamento sobre a pessoa a cada um dos amigos dela no Orkut...

"Difícil falar de mim mesmo"
Não diga... é mesmo?

"Leia meus testimonials e você saberá"
Nem rola.

"Deixe um scrap antes de adicionar"
É uma pena que seja necessário pedir isso, já que os orkuteiros costumam ser bem cara-de-pau.


Os comuns em testimonials:

"... o que falar de Fulano?"
Da série "pensando alto".

"só porque Fulano bla bla, só porque Fulano bla bla, ..."
Exposição dos únicos motivos pelos quais se gosta de Fulano.




A princípio, são esses. Quem lembrar de mais, não se acanhe em colocar nos comentários desse post. Coloque o clichê e, se possível, um ácido comentário sobre ele.

Cya.


(Ouvindo: Muse - City of Delusion)