GUIA DE LEITURA

Se você me perguntasse quais textos ler, eu diria para CLICAR AQUI e achar uns 20 e poucos que eu classifiquei como os melhores. Mas vão alguns de que eu particularmente gosto (e que fizeram algum sucesso):

Caritas et scientia
(as saudades da minha escola)
A-Ventura de Novembro
(o retrato de um coração partido)
Vigília
(os sonhos nos enganam...)
Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida
(ou "elucubrações esperançosas")
(a afeição por desconhecidos)
A tentação de Mãe Valéria
(trago a pessoa amada em três dias)
A nostalgia do que não tive
(a nostalgia do que não tive)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

epílogo epistolar

(setembro / 2010)

engraçado ver como você saiu mesmo da minha vida. hoje vi sua foto e olhei lá no fundo do brilho dos teus olhos: eles não mais me comovem, por mais enigmáticos que ainda possam parecer.

talvez você ainda me inspire este texto, mas sou só alguém que ri de uma desgraça superada. este texto não rende homenagens a você. ele é na verdade uma homenagem a mim mesmo: acho-me bom por ter saído fora do poço que você me significou.

tuas músicas não mais me tocam, nossos lugares não mais me mexem, tuas lembranças são neutras.

convivo com teus fantasmas como se ordinários fossem. também nunca esperei os esquecer de vez. eis que de repente, você está ali me olhando... mas eu só volto a viver. emito uma auto-nota de "i see dead people" sem me alterar em um batimento cardíaco sequer.

meu coração ainda se debate - ainda bem! - por mais que combalido: sinto-o pulsar como um ex-combatente que bem conheceu os horrores da guerra e hoje anda com mais calma.

minha sensação é a de final de filme, e agora me coloco a resenhá-lo, como se o fade out estivesse a se aproximar. fui o protagonista e - acredite! - o antagonista do meu próprio enredo, uma trama de romance que virou superação, exatamente no dia em que percebi que não era você a atriz principal, mas limitava-se a uma mera coadjuvante. a história era toda minha. o roteiro era todo meu. o conflito era todo meu, o conflito era todo eu.

sem mais delongas, esse óscar eu dou a mim mesmo.

Um comentário:

Pedro Gabriel disse...

Sentimentos que todo ser humano tem em algum ponto de sua vida foram retratados aqui.
palavras muito fortes e convincentes de uma pessoa que conseguiu superar o que muitos pensam, inclusive eu, ser insuperável.
Curti!