<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463</id><updated>2012-01-25T14:25:59.369-02:00</updated><category term='nostalgia'/><category term='rapidinhas'/><category term='poemas'/><category term='brainstorms'/><category term='orkut'/><category term='bad'/><category term='auto-notas'/><category term='dissertações'/><category term='os melhores'/><category term='metalinguagem'/><category term='crônicas'/><category term='amor'/><category term='nonsense'/><category term='ensaios'/><category term='memórias'/><category term='fotos'/><category term='cotidiano'/><category term='humor'/><title type='text'>So What's Beyond?</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>137</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7309627747044202200</id><published>2011-10-25T20:11:00.001-02:00</published><updated>2011-10-25T20:11:46.546-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nostalgia'/><title type='text'>Souvenir de mim mesmo</title><content type='html'>Hoje quebrou a escova de cabelo que eu usava desde que eu era bebê. Isso mesmo, eu tinha uma escova pequena verde-bebê que me acompanhava desde que eu cheguei ao mundo. Sei até de quem foi o presente, pelo que minha mãe contou: se não lhe falha a memória, foi de um tio.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu devo ser a pessoa mais nostálgica desse mundo e juro que estou chateado. Por mais que a escova estivesse toda ferrada, desgastada, com as cerdas imprestáveis e prestes a não servir para mais nada, ainda era a minha escovinha verde. Por pior que ela estivesse, se um dia eu viesse a desistir dela, eu jamais a jogaria fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O fato de a escovinha ter me acompanhado por toda a vida fez desenvolver entre mim e ela uma relação de afeição e companheirismo que eu ainda estou para explicar. Acontece que a partir dela eu conseguia lembrar de vários momentos da minha vida, várias ocasiões especiais em que eu me arrumei. Ela era uma espécie de portal para a minha própria história.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro da minha mãe me penteando quando pequeno para ir para a escola, explicando porque meu cabelo não ficava direito: é que eu tinha um tal de redemoinho. Lembro de eu mesmo me penteando (e mal), achando que já era um homenzinho, e logo vinha minha mãe ajeitar tudo e reclamar (Dona Linda, sempre ela...). Lembro também de quando eu estava fazendo quimioterapia e, um dia, fui pentear o cabelo e ele veio junto com a escova... eu chorava diante do espelho com um tufo numa mão e a outra mão na escova.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca levava essa escova para viagem: se você em viagem me viu despenteado, aí está explicado. Eu tinha vergonha da minha escovinha. Hoje eu levaria ela para viajar, mas já está tão velhinha que preferi deixá-la aqui, no mesmo pote de vidro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje aconteceu o que eu não queria: após um banho pouco solene, um pouco apressado, arrumando-me para algo nada extraordinário, minha escovinha quebrou. Partiu-se em duas, partindo meu coração junto. Uma parte caiu no chão, estatelando-se e a outra ficou em minha mão. Olhei-me no espelho desolado, como quando meu cabelo também havia caído... Dessa vez não chorei, óbvio, mas não sei se foi pior eu ter vindo aqui escrever,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinceramente, espero que o SuperBonder resolva. E se resolver, prometo não mais usar a bendita escova. Vou deixá-la guardada, no mesmo pote em que ela sempre esteve, com as cerdas para fora, como se estivesse a me observar. Ela vai sempre ficar no meu banheiro, acompanhando-me a cada etapa da minha vida, como uma testemunha ocular da minha vida. Quero que ela me veja ir para o trabalho, ir morar sozinho, casar, ter filhos e tudo o mais.&amp;nbsp;Vou guardá-la com carinho, como quem preserva a própria memória, como um &lt;i&gt;souvenir&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7309627747044202200?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7309627747044202200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7309627747044202200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7309627747044202200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2011/10/souvenir-de-mim-mesmo.html' title='Souvenir de mim mesmo'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2612943113384440592</id><published>2011-09-04T21:27:00.004-03:00</published><updated>2011-09-06T21:17:48.017-03:00</updated><title type='text'>o digital não envelhece</title><content type='html'>Há um fenômeno novo com que os nostálgicos de minha geração terão que aprender a conviver: fotos digitais não envelhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava esses dias vendo umas fotos de 2004 e tal foi minha surpresa ao cair na real de que - caramba!- &amp;nbsp;as fotos eram de 2004. Fotos digitais não envelhecem, não ficam amareladas. Sua cor é sempre viva, sua definição é sempre exata. Seu tempo é estático perante o próprio tempo: não bastando a própria foto congelar um momento, o registro ainda fica imune ao passar dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma foto digital é uma burla aos nossos corações para que continuemos nos enganando quanto ao voar dos dias no rastejar de nossos passos, no doloroso descompasso entre o tempo sentido e o tempo passado. Não adianta o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Exif"&gt;EXIF &lt;/a&gt;dizer que a foto é de tal ano, nem a própria data estar impressa no canto inferior esquerdo, nem a imagem estar um pouco pixelizada, sugerindo que a câmera usada é das antigas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se nossa nostalgia só compreendesse como linguagem o sépia, esse tom marrom um pouco amarelado que enverniza o passado. Nossa ponte visual para com o passado depende desse amarelo indeciso, e tanto já aprendemos isso que não à toa temos aplicado essa tal "cor das saudades" a fotos recentes, de modo a lhes forçar uma estética nostálgica que ainda não cabe. Agindo como grileiros digitais na era do Photoshop, ludibriamo-nos quanto à percepção do tempo, como se tentássemos - em vão - nos vingar do golpe duro que a era digital nos desfere no momento em que as fotos naturalmente não ficam amareladas, nem desbotam, nem se indefinem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dia inventem um amarelamento natural, digital, progressivo e automático para esse amontoado de jpegs, de modo a nos sinalizar, de cara, que se trata de velharia. Mas, com toda honestidade, não sei se eu gostaria disso. Parte da graça nostálgica - e isso pode soar esquizofrênico - está em ver o ontem como fosse o agora, mesmo que por um infinitésimo de segundo, para que logo em seguida se dê conta, como quem cai na real - ou nela despenca - de que aquilo é virtual e inalcançável. A nostalgia tem seu quê de auto-engano e, ao menos nesse aspecto, pode ser que o digital tenha algo a lhe somar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_uX0hI1NH8w/TmQVWeIdCdI/AAAAAAAACC0/XiZKIIINOTQ/s1600/14+myself.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-_uX0hI1NH8w/TmQVWeIdCdI/AAAAAAAACC0/XiZKIIINOTQ/s200/14+myself.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;2004&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-libQZkYsMUw/TmQV_gV0fCI/AAAAAAAACC4/jufC0F5HSTk/s1600/DSC_0209-48.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-libQZkYsMUw/TmQV_gV0fCI/AAAAAAAACC4/jufC0F5HSTk/s320/DSC_0209-48.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;mês passado&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2612943113384440592?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2612943113384440592&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2612943113384440592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2612943113384440592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2011/09/o-digital-nao-envelhece.html' title='o digital não envelhece'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_uX0hI1NH8w/TmQVWeIdCdI/AAAAAAAACC0/XiZKIIINOTQ/s72-c/14+myself.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-9100181086989300516</id><published>2011-06-22T19:24:00.001-03:00</published><updated>2011-06-22T19:26:01.600-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><title type='text'>metametalinguagem</title><content type='html'>Sempre que me falta inspiração digna, escrevo um texto sobre o ato de escrever ou sobre a própria falta de inspiração. Mas hoje eu quero escrever sobre a minha falta de saco para escrever de metalinguagem e aqui escancarar minha raiva desse subterfúgio criativo, ao qual não raramente apelo, mas raramente não execro.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A metalinguagem é oficialmente o fim de feira dos estilos literários: é tudo o que sobrou, o pouco que sobrou, um verdadeiro nada. É o produto que você só leva se estiver no desespero. E se precisar mesmo levar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que escrevendo&amp;nbsp;sempre posso ficar em silêncio (até me arrependo de ter começado esse texto, mas vamos lá), opção que tenho exercido com frequência recentemente (por que não continuei exercendo então?). Às vezes, porém, a frustração de escrever algo e não achar digno de postar ou de não conseguir escrever me força a essa escrita metalinguística residual, pois somente o sentimento de ódio à improdutividade literária é capaz de me despertar a verve que me faz bater dedos fortemente nesse teclado, sentindo essa energia que preciso sugar como uma prova diária auto-dirigida de que um coração ainda pulsa e se emociona.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A metalinguagem é maneiríssima à primeira vista e parece uma grande sacada do autor, afinal, como alguém que tem uma sensibilidade tão grande que consegue sair do próprio processo e ver a si mesmo como um terceiro? Não dura muito esse sentimento: &amp;nbsp;tal qual um doce enjoativo, seu sabor logo se degrada superado o ineditismo, ficando suas palavras impalatáveis. A paciência logo se esgota em ouvir o autor falar de sua inspiração, de sua escolha de palavras e da arrebatação em si, em vez do sentimento que o arrebata.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Metalinguagem é a saída pela tangente da própria frigidez literária. É uma pausa sonora num hiato que deveria ser silencioso. É o esforço de negação, a autodefesa diante da decepção em não se ter nada melhor a dizer. Perdoem-me a incompreensão daqueles que, no entanto, sempre têm algo mais interessante a dizer e escolhem ser metalinguísticos: esses o fazem só para não perder a dimensão da realidade, como alguém que come Batom quando pode ter um Lindt. Não entendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se metalinguagem já é o que sobrou, fico me perguntando o que é a metametalinguagem. Só um esforço de impressionar a mim mesmo? O ponto fora da curva de uma curva fora do plano? A potenciação quadrática do fracasso criativo? O réquiem para um sepultamento extemporâneo do eu-criativo? A certidão de óbito desse blog?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez - espero - seja só mais uma fase... e que fase!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-9100181086989300516?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=9100181086989300516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9100181086989300516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9100181086989300516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2011/06/metametalinguagem.html' title='metametalinguagem'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-8930681700733367278</id><published>2011-02-18T16:22:00.002-02:00</published><updated>2011-02-18T16:22:19.544-02:00</updated><title type='text'>novo template</title><content type='html'>versão 2011.... e agora com direito às novidades do blogger.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-8930681700733367278?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=8930681700733367278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8930681700733367278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8930681700733367278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2011/02/novo-template.html' title='novo template'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-9147358201348391871</id><published>2011-02-17T19:00:00.001-02:00</published><updated>2011-02-18T16:36:50.413-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>facebook</title><content type='html'>o vazio do facebook é o vazio da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uns começam a namorar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as amigas dizem "ai que fofo", como se a vida fosse um filme da disney.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os amigos lamentam um a menos na guerra... mas daqui a pouco voltará.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outros terminam o namoro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as amigas dizem "ai que pena", como se o filme da disney agora virasse uma comédia romântica e essa fosse só uma entrecena rumo ao final feliz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os amigos comemoram, ou bebemoram, se o cara precisar afogar as mágoas: já aconteceu com todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uns reclamam de futebol... isso quando UFC não tá na moda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uns reclamam da vida... conheço um bem reclamão até.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uns reclamam do próprio facebook: sempre tem espaço para ser &lt;i&gt;meta&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outros postam fotos, quantas viagens...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas tem que ser para europa ou para nova iorque.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se botar foto da disney, é porque tem 15 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;facebook virou a alternativa não-paraíba frente à popularização do orkut.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas por quê? agora tem nojinho virtual?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uns trocam a foto para aderir a movimentos fofos: personagem de desenho animado, êba!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uns curtem causas: tem que parecer engajado até aqui, né!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outros ficam no batepapo... puta que pariu: faltou inventar a função invisível e inventar um som melhor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a boa do facebook é curtir. você clica e pronto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;ainda fica parecendo reservado ou um dropador de tiradas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(não sei de onde tiraram que ser lacônico é chique).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tédio e facebook parecem feitos um para o outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ainda mais se tiverem inventado o F5.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vira uma compulsão!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assinado: quem não vive sem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-9147358201348391871?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=9147358201348391871&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9147358201348391871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9147358201348391871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2011/02/facebook.html' title='facebook'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6039234368487179327</id><published>2011-02-16T01:30:00.002-02:00</published><updated>2011-02-18T16:33:49.436-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>epílogo epistolar</title><content type='html'>&lt;div&gt;(setembro / 2010)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;engraçado ver como você saiu mesmo da minha vida. hoje vi sua foto e olhei lá no fundo do brilho dos teus olhos: eles não mais me comovem, por mais enigmáticos que ainda possam parecer. &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez você ainda me inspire este texto, mas sou só alguém que ri de uma desgraça superada. este texto não rende homenagens a você. ele é na verdade uma homenagem a mim mesmo: acho-me bom por ter saído fora do poço que você me significou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tuas músicas não mais me tocam, nossos lugares não mais me mexem, tuas lembranças são neutras. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;convivo com teus fantasmas como se ordinários fossem. também nunca esperei os esquecer de vez. eis que de repente, você está ali me olhando... mas eu só volto a viver. emito uma auto-nota de "i see dead people" sem me alterar em um batimento cardíaco sequer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;meu coração ainda se debate - ainda bem! -  por mais que combalido: sinto-o pulsar como um ex-combatente que bem conheceu os horrores da guerra e hoje anda com mais calma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;minha sensação é a de final de filme, e agora me coloco a resenhá-lo, como se o fade out estivesse a se aproximar. fui o protagonista e - acredite! - o antagonista do meu próprio enredo, uma trama de romance que virou superação, exatamente no dia em que percebi que não era você a atriz principal, mas limitava-se a uma mera coadjuvante. a história era toda minha. o roteiro era todo meu. o conflito era todo meu, o conflito era todo eu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem mais delongas, esse óscar eu dou a mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6039234368487179327?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6039234368487179327&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6039234368487179327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6039234368487179327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/02/epilogo-epistolar.html' title='epílogo epistolar'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4367495516344471351</id><published>2010-12-27T16:16:00.004-02:00</published><updated>2011-02-18T16:49:12.160-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='auto-notas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><title type='text'>respeito</title><content type='html'>respeito a mim mesmo quando não escrevo, assim, feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4367495516344471351?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4367495516344471351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4367495516344471351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4367495516344471351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/12/respeito-mim-mesmo-quando-nao-escrevo.html' title='respeito'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7417461293134137083</id><published>2010-11-24T23:51:00.002-02:00</published><updated>2011-02-18T16:34:06.524-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='auto-notas'/><title type='text'>solidão</title><content type='html'>se na vida só sobra você,&lt;br /&gt;&lt;div&gt;soçobra você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7417461293134137083?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7417461293134137083&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7417461293134137083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7417461293134137083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/11/solidao.html' title='solidão'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5687120594662875133</id><published>2010-11-02T04:11:00.001-02:00</published><updated>2011-02-18T16:34:47.117-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>ué mas eu não sei</title><content type='html'>&lt;div&gt;certezas e incertezas me assolam...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não preciso da verdade:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu preciso é da certeza. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outro dia eu fiz uma pergunta e uma proposta...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e me tascaram de resposta:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"ué, mas eu não sei..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o silêncio se instaurou nas reticências&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fui eu quem não soube o que fazer!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nem o que dizer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas na dúvida alheia produzi uma certeza:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tô fora de gente indecisa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;doeu um pouquinho, devo dizer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o "não sei" na verdade era só para atenuar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a impossibilidade cabal de interação&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entre quem tem certeza de querer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e quem tem certeza de não querer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas não tem coragem de falar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5687120594662875133?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5687120594662875133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5687120594662875133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5687120594662875133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/11/ue-mas-eu-nao-sei.html' title='ué mas eu não sei'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3393642481706199345</id><published>2010-09-06T15:55:00.002-03:00</published><updated>2011-02-18T16:49:52.130-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><title type='text'>desaprendi a curtir uma fossa</title><content type='html'>Desaprendi a curtir uma fossa e hoje me vejo no dilema: a fossa é melhor curtindo ou não curtindo?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por muito tempo eu pensei que curtir uma fossa era algo que me tornava mais digno: era a solenidade moral de suportar a própria humanidade. Vítima da própria tragédia, sofrer enobrecia e me tornava altivo, e, como um título de capitalização, acreditava que cada lágrima derramada me contaria créditos para depois, na justiça divina das compensações, trocar por momentos de alegria. Escravo da fantasia, nada era tão alegre quanto imaginar um momento de alegria quando eu estava triste: um sorriso esboçado é como uma gargalhada, as cores são mais vívidas e o mundo é fluido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei mais o que é curtir uma fossa. Talvez porque a fossa mais fosse problema bioquímico do que os fatos e os acidentes da vida. Estar na fosssa hoje para mim é raro, o que é muito bom. Mas a mesma humanidade que eu suporto - e admiro - é inexorável em não fazer da felicidade uma constante. Do contrário, a própria felicidade não faria sentido ou não teria enlevo, pois que parâmetro haveria para ela se sobressair?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei mais o que é curtir uma fossa. Simplesmente não sei mais escolher aquela música que me deixa reflexivo, complexo e mergulhado nos meus pensamentos. As baladas funestas de outrora hoje me soam artificiais: não consigo mais me enganar. O lirismo da poesia é forçado: o amor romântico é superado pela realidade, como se um filme de drama tivesse virado um documentário em primeira pessoa, nu e cru. As memórias não mais me comovem, os traumas estão bem resolvidos e as esperanças frustradas do passado viraram uma lembrança neutra de uma ingenuidade superada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje sofro como quem cumpre uma formalidade e enfrenta os ossos do ofício da própria vida, como alguém que encara o tráfego para voltar para casa ou que espera a fila do restaurante para conseguir uma mesa... Sofro de bom-humor, quase zombando de mim mesmo, como quem vive um pesadelo com a certeza de que é só um pesadelo. Como quem assiste agoniado um filme de terror, mas não perde a noção de que está diante de um filme. Sofro pelo suspense da vida, só para ter um pouquinho de emoção. Se antes curtir a fossa significava um momento estranho de alegria dentro de uma tristeza maior, hoje a fossa é a própria imperfeição da boa vida, a contingência triste da própria felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sofro sendo feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3393642481706199345?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3393642481706199345&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3393642481706199345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3393642481706199345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/09/desaprendi-curtir-uma-fossa.html' title='desaprendi a curtir uma fossa'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6866088790747964894</id><published>2010-09-03T01:05:00.003-03:00</published><updated>2011-02-18T16:37:21.489-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='auto-notas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><title type='text'></title><content type='html'>eu quis escrever um texto. fiquei quinze minutos tentando e nada saiu.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;foi por auto-censura? um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;foi por expectativa de hetero-censura? também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;foi por falta de inspiração? de leve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a frustração é tamanha e dessa vez não pude deixar de compartilhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6866088790747964894?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6866088790747964894&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6866088790747964894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6866088790747964894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/09/eu-quis-escrever-um-texto.html' title=''/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7070176594967102098</id><published>2010-08-14T23:59:00.005-03:00</published><updated>2011-02-18T16:37:38.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>o futuro é auspicioso</title><content type='html'>&lt;div&gt;(ou crise de pouca idade)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;o futuro é auspicioso&lt;br /&gt;&lt;div&gt;morar bem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;casar bem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ter belos filhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ganhar bem...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;viajar para itaipava nos fins de semana&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e para a europa nas férias de julho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;comer fora com a família aos domingos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ler o jornal numa confortável poltrona&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os dias cinzas serão prosaicos. não tem problema!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nos dias quentes darei voltas na lagoa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tomarei água de coco no mirante,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;passearei pelo parque lage.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a noite verei o fantástico, sem neuras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;depois, terei um sono dos anjos, finalmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;acordarei na segunda-feira com um puta café da manhã,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o qual eu degustarei com a fome de começar uma nova semana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dirigirei um carro automático grande&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e passarei pelo Aterro, de óculos escuros,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;do jeito mais "little joy" possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(de terno, indo para o trabalho)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;trabalharei poucas horas, mas farei muita diferença no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se voltar cedo para casa e for horário de verão, ainda dá tempo de ir à praia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou só tomar um suco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem medo da rotina. sem medo da velhice.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ah sim, aposentadoria integral para morrer bem!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não sei se é pedir demais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas graças a deus que ainda posso sonhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7070176594967102098?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7070176594967102098&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7070176594967102098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7070176594967102098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/08/o-futuro-e-auspicioso.html' title='o futuro é auspicioso'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6430625757229755300</id><published>2010-08-14T12:43:00.002-03:00</published><updated>2011-02-18T16:39:14.621-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>A-VENTURA DE NOVEMBRO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;&lt;i&gt;(nota: estou abrindo o baú)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;&lt;b&gt;(DEZEMBRO/2008)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;A ventura de novembro mais foi uma aventura, ou, talvez, um devaneio do ingrato acaso, ao qual hoje rendo minhas homenagens por tamanha engenhosidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Fui flamenguista por um mês. E isso já diz muita coisa, embora nada houvesse de futebol no meio disso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;O prólogo da aventura se desenrolou num armazém em clima de luto pós-eleitoral que de pronto se reverteu tão logo foram despertadas as paixões íntimas, introvertidas, mas controversas. E depois, o encontro casual nos pirineus franceses da praia rubro-negra, lá do décimo andar, em que tudo era branco e macio sob uma bandeira do Brasil, com dores nas costas e olhares que se prolongavam em não quererem se desencontrar, pedindo o que depois, não tão depois, viria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Um não tão depois que durou pouco menos que uma semana, algum tédio, e muita gastação de francês e cultura de cinema Estação. E tudo começou a acontecer numa sexta em que quase chovia, ainda que ninguém quisesse ir à praia ou à piscina, coisa de quem anda de mal com São Pedro, sempre a lançar suas maldições meteorológicas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Uma sexta que não teve cinema no Estação, mas a distância das cadeiras azuis nocivas à coluna, ah minha coluna, e os papos alheios que envolviam viuvez, barcos e o tempo. Uma distância que foi se superando quando as mãos se aproximaram, quando a conversa convergiu e quando os olhares novamente se encontraram não mais querendo se desencontrar, exceto por uma vergonha boba, daquelas bem singelas, que encerram os sentimentos mais sutilmente gostosos que o ser humano gosta de viver, o que nos distrai e nos alimenta o inquieto comboio de cordas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Por fim, e era só o começo, os olhos novamente se encontraram, sintonizaram-se como antenas da alma e fecharam. Fecharam porque se fizeram prescindíveis quando tudo o mais já estava junto, juntinho, e os óculos se encostavam, se tocavam, se estalavam e se embaçavam, como uma metonímia para dois intelectos que convergiam em carne. E dali foram para um céu de diamantes cafeinado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;O domingo estava de um sol maravilhoso, porque ninguém levou roupa de banho. A contradição estava no ar condicionado, na biblioteca e nos livros, que se venceram pelos sucos, pela pizza, pelo calor do outro, pelas obras da lanchonete, e pelo centro preto e seu sofá cultural, muito melhor, embora menos simbólico, que o banquinho de madeira duvidosa dali não muito distante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Os dias seguintes foram os maravilhosos dias seguintes. Ora chuva, ora sol, algum descontentamento de São Pedro e de outro não tão santo assim. Vivia, sem me dar conta, uma contagem regressiva previamente anunciada, a qual eu ignorei em achando que comigo seria diferente. Uma contagem regressiva rumo a não se sabia quando, que degenerou em não saber como.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;As mensagens, as entonações, os olhares, os beijos, os carinhos, os segredos, os "te adoro" e "psius" não ditos, mas sussurrados a um coração efervescente e enfeitiçado... tudo indicava o caminho de uma crescente entorpecedora, capaz de distrair, capaz de, por conta da dedicação exclusiva, fulminar o olhar atento de quem cria, como se a função poética tivesse sido emprestada a mais nobre serventia e em seu lugar entrasse, como mero tapa-buraco, a infrutífera e egoísta função metalingüística.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Os encontros no meio da semana, no corre-corre das semanas de provas, os almoços apressados, a ventania entre os dois grandes prédios anunciando o tempo a mudar... O namoro num dos parques da cidade, num sábado sabático que dormiu pouco para acordar cedo sobre os cacos da sexta que avançou incauta pela madrugada. O namoro nos banquinhos de madeira verdadeira, à sombra de um dia nublado e das árvores que o espírito pueril ousou escalar, sob uma chuva rala e fria que pedia licença poética para cair em tão caloroso momento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;O bolo estava pronto e nele faltava uma cereja. A cereja do pedido em namoro, que eu entendi como ato declaratório quando a todos, e a quem realmente importava, parecia ato constitutivo. A cereja da minha hesitação, que deveria ser posta em cerimônia, em grande momento... no grande momento que não chegou a acontecer. Hesitei porque estava certo demais de que aquilo derradeiramente aconteceria. Inundei-me por essa certeza e acanhei-me pela prudência da muita certeza: estava tão certo que eu duvidei. Foi esse o equívoco? Restará a duvida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Novembro encaminhava-se para seu final e junto levava minha aventura a seu desgaste. O antepenúltimo dia do mês foi estranho. Era sexta, chovia e algo havia se desencontrado. Havia a gripe, o vírus, o RNA, o DNA e minhas palavras se desencontraram entre a suposta graça da piada e a frustração de uma lembrança. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;O penúltimo dia do mês, que era para ser o sábado tão esperado de ir à praia, da praia a que São Pedro legaria todas as bênçãos, foi o dia da espera pela ligação, pela mensagem... o dia da ansiedade enlouquecedora que pôs na cabeça caraminholas como que em prenúncio ao que não muito depois se seguiria, como se "o deserto da espera tivesse cortado os fios".&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;O último dia de novembro foi o último em que as coisas estiveram bem, ou assim pareceram estar. É como aquelas melhoras súbitas do quadro clínico logo antes da morte. Um cinema, um passeio, um andar juntos sob um sol gostoso e uma brisa fresca, um passeio no aterro à procura dos banquinhos. Quando finalmente se achou um banquinho, dessa vez de pedra, vieram os beijos e os carinhos, que se deixaram constranger pelos olhares alheios, pelos cachorros passeando a esmo e por um batuque bate-lata de projeto social que perturbava os ouvidos e impedia - impediu - de se ouvir no coração do outro o batimento acelerado &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;tuntz-tuntz&lt;/i&gt;, a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;rave&lt;/i&gt; cardiológica extasiada chamada paixão. E aí, quem sabe, surgiu a dúvida de se tudo isso ainda existia... é que no fundo pareceu haver só um silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Entramos em dezembro juntos, no computador. Um olhando a cara do outro, separados por um abismo chamado internet, sob uma certa estranheza que não se explicava. Um olhar perdido, uma palavra que não encontrava eco, um sorriso que não alcançou lugar, um encanto a esmorecer, como se o que se tinha de melhor estivesse escorrendo implacável por mãos fechadas. Fomos dormir, talvez fosse só uma fase.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Em dezembro não haveria mais ventura nem aventura. A segunda-feira de primeiro de dezembro teve cara de hiato: o dia que antecedeu o fim, que antecedeu a terça e nada mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;E a terça, enfim... a terça em que a velhinha de que mais gostava no meu prédio morreu, o dia em que se completaram vinte anos da morte do meu tio, o dia em que eu armei pela primeira vez uma árvore de natal na vida, numa ironia do destino, do ingrato não-tão-ingrato acaso ao qual eu novamente rendo minhas homenagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;A terça-feira encerrou o último capítulo e iniciou o epílogo da aventura não mais venturosa: um dia lindo, um passeio lindo... o sal foi até o açúcar. Fingindo-se gringos e destilando nosso francês mais uma vez, fomos às alturas, e lá do alto, tão distante da cidade, dos carros e das pessoas, foi-se vendo o quão distante também estávamos um do outro. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;De repente, não mais que de repente&lt;/i&gt;, as mãos não mais se achavam, os olhares se encontravam e logo se perdiam e as palavras doces não mais reverberavam. O sal fizera-se amargo, azedo, intragável. Depois, um almoço no lugar dos barcos, da viuvez e do tempo. Comi risoto e ela foi nos salgadinhos mistos, então para quê mais o sal? Fui feito redundante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;E depois bateu um sono e uma preguiça de tudo, até de irmos até o banquinho de madeira duvidosa onde tudo havia começado. E aí fomos para os pirineus franceses, de táxi, um ao lado do outro, íamos para o mesmo endereço, mas já trafegávamos caminhos diferentes.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Saltamos e caminhamos paralelos, mas separados por um muro invisível, estranho, que instigou a dúvida e culminou na pergunta: "o que aconteceu?" &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;e na resposta: "não sei." E o silêncio. Havíamos chegado e eu esperava que ela subisse para trazer minha mochila que eu preferi não carregar (talvez já soubesse que o dia seria pesado demais) para então poder ir para casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Minha mochila veio junto com um pedido de tempo. Um tempo que eu não entendi. Um tempo que não era grandeza primitiva da física e talvez mais fosse uma sutileza literária, um eufemismo para outra coisa que ali não era evidente.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Um tempo para resolver toda uma confusão na qual eu não conseguia acreditar. Conversamos brevemente e nos entreolhamos no que não parecia um término, mas um entreato. Seguimos em direções opostas, às vezes olhando para trás. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Nos dias seguintes... ah, deixa para lá. Os dias seguintes já mostravam um dezembro consumado, uma tragédia em que eu não quis acreditar: episódios almodováricos demais para minha hollywoodiana previsibilidade do inusitado e conversas perdidas em um palácio do governo sobre uma situação já tão desgovernada, com direito a batuque bate-lata perdido e a uma curiosa, simultaneamente literal e figurada, pedra no meio do caminho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.55pt"&gt;Os dias seguintes foram a esperança se esvaindo a cada dia, à medida que o acaso se revelava mais irreverente, ingrato, confuso, louco... ou talvez o louco não fosse o acaso... ou o acaso nada mais fosse do que loucura. Ou nada era verdade. Não sei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6430625757229755300?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6430625757229755300&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6430625757229755300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6430625757229755300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/08/ventura-de-novembro.html' title='A-VENTURA DE NOVEMBRO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6769649460576666861</id><published>2010-08-08T14:40:00.002-03:00</published><updated>2011-02-18T16:48:59.334-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>"PODERIA TER SIDO VOCÊ"</title><content type='html'>O pombo morto - atropelado - no meio da rua vai muito além de despertar nojo: é o retrato vivo da morte e retrata como obra de natureza-morta o fatídico da vida.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Sua aparência expõe suas entranhas e não por acaso nos embrulha o estômago. Carne e sangue misturados, deformados. Reduzido a 2D,  planificado contra sua vontade e carimbado no preto do asfalto, como uma efígie fúnebre num museu a céu-aberto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cerca-se dos mais variados públicos, entre os passantes que caminham apressados. Alguns nem percebem, porque distraídos. Outros percebem e desviam o olhar, enojados. Alguns percebem primeiro pelo tato: infortunados. Outros percebem e seguem admirando com certa curiosidade mórbida. A indiferença exige um esforço: a morte é muito distinta para se assimilar à paisagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Velado publicamente com a notoriedade que não tem um animal e muito menos um indigente, o pombo é finalmente recolhido para não se sabe lá onde e some na complexidade da cidade, depois dos seus 15 minutos de fama póstuma. Deixa com o mundo sua mensagem e, por meu intermédio, sai da vida para entrar numa história.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6769649460576666861?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6769649460576666861&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6769649460576666861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6769649460576666861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/08/poderia-ter-sido-voce.html' title='&quot;PODERIA TER SIDO VOCÊ&quot;'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5918613231185132790</id><published>2010-08-08T13:35:00.003-03:00</published><updated>2010-08-08T13:52:40.189-03:00</updated><title type='text'>O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSES OLHINHOS?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/TDdc6xQPaoI/AAAAAAAAB3Y/OlShRt-jtEY/s1600/bebe+eliza+samudio.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/TDdc6xQPaoI/AAAAAAAAB3Y/OlShRt-jtEY/s320/bebe+eliza+samudio.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491960435325233794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A foto é de "Bruninho", filho de Eliza Samudio com, supostamente, o goleiro Bruno do Flamengo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não consegui desgrudar, ainda que somente em pensamento, meus olhos dos olhinhos desse bebê. Seu olhar curioso, como o de todo bebê, ainda um pouco assustado com o mundo novo que se revela, ainda meio sem entender a si próprio e ao que lhe cerca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Descobrir o mundo talvez seja uma das melhores experiências, em qualquer momento da vida. Um bebê que vê as coisas pela primeira vez, absolutamente inéditas, um adolescente que passa a ver o mundo potencialmente sob suas rédeas, um adulto já desbravador de suas próprias descobertas, ou um idoso, na serenidade da releitura da vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Temo o que será a descoberta do mundo para esse menino. Saber que é filho de um acidente, nascido na contingência de uma orgia, rebento de um arrebentamento: desejado pela mãe, indesejado pelo pai, que comandou inclusive sua tentativa frustrada de aborto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saber - e o quanto dói escrever essas linhas - que sua mãe nunca mais poderá lhe dar um carinho, um cheirinho, um abraço gostoso ou falar-lhe naquele tom carinhoso-fofo-brincalhão, tipíco de quem conversa com bebês... aquele tom que, se de certa forma nos remete ao ridículo não-ridículo de ser criança, é também uma lembrança inefável da infância, das mais gostosas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saber que a ausência da mãe não é por acaso, embora inelutável. Nem a do pai, embora não inexorável. Saber que se hoje está vivo também não é por acaso, como pode parecer, e nem por sorte. Sobreviveu por um ato de clemência do pai, que não lhe permitiu o mesmo destino da mãe. Agradece seu existir ao gesto humanitário de um monstro, que lhe deu vida duas vezes: ao conceber e ao conceder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bruninho não por acaso tem esse nome. O que se pretendia uma homenagem de sua mãe, agora é um estigma, um monumento macabro que ele carrega compulsoriamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo lhe é pesado desde cedo e seus olhinhos assustados parecem viver um pesadelo. Se eles não choram porque ainda não se deram conta, eis aqui as minhas lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5918613231185132790?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5918613231185132790&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5918613231185132790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5918613231185132790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/07/o-que-esta-por-tras-desses-olhinhos.html' title='O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSES OLHINHOS?'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/TDdc6xQPaoI/AAAAAAAAB3Y/OlShRt-jtEY/s72-c/bebe+eliza+samudio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-9145528892799460968</id><published>2010-05-18T14:54:00.006-03:00</published><updated>2011-02-18T16:44:56.275-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>DIGLET DIGLET, TRIO TRIO TRIO</title><content type='html'>Há coisas na vida que nos marcam para valer. Alguns vão falar de um grande amor, uma grande dor, uma viagem espetacular, um período sabático, um abraço de despedida, uma morte inesperada, um show inesquecível, ... Não tenho dúvidas de que isso tudo é marcante, afinal são coisas que tem uma capacidade admirável de abrir as gavetas mais protegidas das nossas memórias e ali se arquivarem, isso para não falar de quando esses grandes fatos são capazes de mudar o próprio curso de nossas vidas...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Admira-me, na verdade, é como certas coisas irrelevantes também ficam gravadas indelevelmente pelas paredes do túnel do tempo. A memória não tem boas razões para arquivá-la, os sentimentos não foram atingidos por aquela vivência, pode ter sido só mais um dado cotidiano da vida... não se sabe. Lembrar dessas coisas é quase indiferente à nossa existência, se não pelo fato de que, quando lembramos, ficamos pasmos por termos rememorado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confesso que sou nostálgico. Lembrar é tornar-se um expectador sensorial, sensível e anacrônico anacrônico de si mesmo. Às vezes é péssimo, mas, em geral, eu gosto. E gosto também quando trago à memória algumas coisas bestas e irrelevantes, que eu não sei porque ficaram armazenadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu e meus amigos lembramos - e o mesmo já havia acontecido com outros amigos - de um episódio de Pokémon situado em nossas vidas há mais de uma década. Não é um episódio dramático, decisivo, emblemático, nada. Era só mais um episódio, em que apareciam os Digletts e os Dugtrios. Você está lembrado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O barulhinho que ambos faziam vinha na minha cabeça com perfeição e se repetia em coro. "Diglett, diglett, TRIO TRIO TRIO". A entonação era perfeita e eu era capaz de reproduzir. Ficamos algum tempo imitando os Digglets e Dugtrios em seu canto mágico, um pouco perplexos de termos lembrado de tal bobagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recebi o vídeo no youtube da cena referida e minha maior surpresa foi ver os comentários. Acho que não fui o único a ter emoções com essa lembrança estranha. Houve um cara que escreveu "&lt;i&gt;I'll probably remember this little tune until the day I die&lt;/i&gt;" e outro que colocou "&lt;i&gt;I want it played on my funeral&lt;/i&gt;". Disseram também "&lt;i&gt;everytime Pokemon is mentioned, someone has to sing this&lt;/i&gt;" e "&lt;i&gt;this has been stuck﻿ in my head since it was first aired, memories&lt;/i&gt;". Teve ainda "&lt;i&gt;Thanks for this video! It was stuck in my fiance's head so I got to annoy him﻿ with it.&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebo que não sou o único a lembrar, nem a se estupefazer diante da lembrança...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/oCsayJJg4iQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/oCsayJJg4iQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-9145528892799460968?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=9145528892799460968&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9145528892799460968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9145528892799460968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/05/diglet-diglet-trio-trio-trio.html' title='DIGLET DIGLET, TRIO TRIO TRIO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5604348865657482779</id><published>2010-05-01T16:45:00.015-03:00</published><updated>2011-02-18T16:36:01.117-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><title type='text'>caritas et scientia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yed0p0OsI/AAAAAAAAB2s/X_z1ddh3xFA/s1600/1121_131518.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9ycjLRP6qI/AAAAAAAAB2M/JKK0KtxFxKI/s1600/foto+026.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9ycjLRP6qI/AAAAAAAAB2M/JKK0KtxFxKI/s400/foto+026.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466416175855430306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O azul do céu virou nostalgia desde que eu te deixei - daqui a não muito vai fazer três anos!&lt;div&gt;Como são tão parecidos, às vezes...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tua foto colada em meu mural é a melhor máquina do tempo que eu já vi e vivi. Uma máquina do tempo sensorial, algumas vezes sinestésica. Não olho nos teus olhos, porque não tens olhos. Não vejo o teu sorriso, porque não sorris. Mesmo assim te encaro. Contemplar-te é, na verdade, ver a mim mesmo, um eu congelado no passado, mas que dialoga com o que aqui escreve. Tua imagem é como um espelho, estático, e por ser assim me serve de referencial: vejo como mudei... Entretanto, o menino que lá entrou aos 7 anos muito guarda em comum com o rapaz de 20 anos e algum juízo que aqui te escreve: te admira e te ama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu primeiro dia entre seus muros, não me custa tanto lembrar, serviu-me para dimensionar o quão grande e imponente eras - e ainda és. Colossal em espaço para uma criança que só conhecia quintal: aquele pátio era um novo horizonte. Eu que havia sido o mais velho no jardim, virei o mais novo na imensidão daquela floresta de um só coqueiro, que dali a não muito nem mais existiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqueles onze anos foram da descoberta mais genuína que eu já vivi. Descobri a mim mesmo. Descobri a ti e a teus corredores. Descobri - e daí o meu amor - o quanto de ti existe em mim. Descobri até um pouquinho - se assim me permitir a modéstia - do quanto de mim também existe em ti.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conheço cada um dos ladrilhos de tuas salas: azuis, verdes e brancos. Conheço tuas carteiras, os chicletes que elas guardam por debaixo, os rabiscos e desenhos daqueles que não conseguiram deixar suas marcas de outras formas, teus atalhos e teu (complicado) &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt;. Conheço cada um de teus bebedouros e sei até qual tem a melhor água. Ah, a tua água...! Não há água melhor no mundo, confesso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conheço tua história, teus ritos, teus maneirismos institucionais e teus problemas - não são poucos, eu sei. Sei que se fosses perfeito, não serias perfeito para mim: não seria eu mesmo se não fossem teus problemas. Com eles aprendi e cresci. Também com meus problemas também cresci: superá-los foi muito mais fácil porque pude contar com as tuas soluções e tua dedicação determinada. A ti serei grato eternamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;És ao mesmo tempo casa e família. Abrigas sob teu teto os que se amam (e te amam) e serves para sempre de pretexto - e contexto - para que se amem (e te amem) e se conheçam mais. Nos teus corredores quentes e em tuas salas gélidas (o ar-condicionado era sempre um problema...) fiz os melhores e mais fiéis amigos, e fiz a presunção esperançosa de que a amizade durará transcendentalmente pela existência. Quanto aos amigos que não fiz, sei que se esbarrar com eles pelos caminhos da vida teremos um traço comum muito marcante, que significará muito mais do que termos frequentado um mesmo lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se as amizades ficaram, ficarão e virão, não posso dizer o mesmo quanto às paixões. Ora fulgazes, ora longevas, não sei se pela adolescência ou pela essência do conceito de paixão, marcaram a poesia do meu sentimento. Nenhuma correspondida de verdade, eu lamento, mas vividas na intensidade que lhes é própria: tu eras para ser o cenário de meus romances nunca encenados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A foto ainda me transporta. Só vejo tuas paredes, teu concreto, teus vidros do último andar e o corte que promoves no céu pela perspectiva que busquei. É... não imaginei quando te enquadrei em minha lente que dali sairia o teu retrato oficial para meu coração. Mas só capturei tuas paredes e teu concreto, opacos à primeira vista. Não é verdade: teu concreto é transparente e através dele eu vejo todos aqueles que eu aí conheci, para além dos colegas: vejo meus mestres, não apenas os de sala-de-aula, vejo os funcionários. Alguns já partiram, mas não tem problema. Tu também já partiste em alguma medida e nem por isso exististe menos para mim. Olho-os por através das paredes e é como se eles estivessem acenando para mim e eu para eles, todos nós emocionados. Consigo imaginar alguns sorrisos e sentir o carinho, embora pareça haver alguma distância (sei que estou imaginando) entre nós. Tenho vontade de dizer "quanto tempo!".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda me lembro do último dia em que estive aí na qualidade de aluno. Foi dia 30 de novembro de 2007. Não que eu tenha deixado de ser teu aluno: hoje sou "antigo aluno". Foi um dia de nostalgia antecipada: por tanto que eu te amava, sabia o quanto doeria te deixar. Mas era uma dor gostosa, uma dor de missão cumprida, de sucesso e de plena satisfação. Chegara a hora de me irradiar para fora de teu domínio restrito, de teu ninho quentinho que nunca me deixou em apuros. Sabia - e reitero diariamente esse saber - que mesmo as águias mais altaneiras têm para onde voltar. És minha referência, minha melhor referência, porque és necessária, e não contingente. És essência, e não circunstância.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A foto é espelho e o seria do mesmo jeito ainda que o papel não refletisse a luz do dia ou o brilho dos meus olhos que se avolumam de água. Contemplo-me em ti e vejo meu coração, onde resta gravada indelevelmente a tua nobre divisa: amor e ciência. Os dias passam e ela só faz cada vez mais sentido em minha vida. Entôo teu emocionante hino, emocionado. Amor e ciência. Minha nostalgia é minha identificação: no que te sei, me sei. E por te saber, te amo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yecvIBnFI/AAAAAAAAB2U/spMCHGmk9Jw/s1600/1997.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yecvIBnFI/AAAAAAAAB2U/spMCHGmk9Jw/s320/1997.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466418264244591698" style="width: 320px; height: 252px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;1997&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yedIN1DEI/AAAAAAAAB2c/wI91a1j7HOE/s1600/fototurmaoficial.jpg"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yedIN1DEI/AAAAAAAAB2c/wI91a1j7HOE/s320/fototurmaoficial.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466418270979820610" style="width: 320px; height: 231px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;2007&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yedpdILkI/AAAAAAAAB2k/ugoRJ0rLm04/s1600/convite_red.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yedpdILkI/AAAAAAAAB2k/ugoRJ0rLm04/s320/convite_red.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466418279902359106" style="width: 320px; height: 187px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Formatura&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yed0p0OsI/AAAAAAAAB2s/X_z1ddh3xFA/s1600/1121_131518.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9yed0p0OsI/AAAAAAAAB2s/X_z1ddh3xFA/s320/1121_131518.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466418282908367554" style="width: 240px; height: 320px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Esse cartaz se direcionava aos futuros alunos, mas a mensagem me serviu 110% bem.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5604348865657482779?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5604348865657482779&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5604348865657482779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5604348865657482779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/05/caritas-et-scientia.html' title='caritas et scientia'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/S9ycjLRP6qI/AAAAAAAAB2M/JKK0KtxFxKI/s72-c/foto+026.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2924594440319889108</id><published>2010-04-12T00:59:00.002-03:00</published><updated>2011-02-18T17:06:26.888-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><title type='text'>boa pergunta</title><content type='html'>(setembro/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seria uma boa saber o porquê de tudo isso. O porquê de o tempo parecer demorar, quando dele se suspeita ação cicatrizante. Na verdade, o tempo vem e só me impõe uma distância que cresce conforme os dias passam. É a distância do eu hoje para o eu que ficou perdido no passado. Um eu que é quase uma referência para o descompensado que me tornei. Um eu que de tão longe está virando um outro. É como se não mais me identificasse plenamente com ele porque tenha mudado de identidade. Perdi minha essência e virei uma circunstância, quase que caótica. Ou é só o humor? Entre o ser e o estar, pergunto-me a diferença: seria só uma questão de amostragem? Não sei. Vivo na marginalidade do segundo seguinte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2924594440319889108?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2924594440319889108&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2924594440319889108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2924594440319889108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/04/boa-pergunta.html' title='boa pergunta'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2183532185408027399</id><published>2010-04-07T00:07:00.000-03:00</published><updated>2010-04-07T00:08:29.286-03:00</updated><title type='text'>template novo</title><content type='html'>oh yeah!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2183532185408027399?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2183532185408027399&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2183532185408027399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2183532185408027399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/04/template-novo.html' title='template novo'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2245695868039328118</id><published>2010-04-01T16:09:00.005-03:00</published><updated>2011-02-18T16:49:28.548-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><title type='text'>NO MORMAÇO DE UM DIA NUBLADO</title><content type='html'>Há dias cinzentos na vida: esse não é um problema. A vida é meio cinzenta. Nem sempre vamos para a cama com o cansaço gostoso de final de um dia maravilhoso, da mesma forma que nem sempre a cama, em gesto de resignação, se mostra a melhor solução para virar a página.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A graça dos extremos é o cinza. Porque o preto é o preto, o branco é o branco. E o cinza é só uma indeterminação entre pólos determinados: nunca se é um, nunca se é outro. Na verdade, se é um pouco de um, um pouco do outro... no fim, um pouco de si mesmo. Equilibradamente desequilibrado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cinza é o resultado de uma balança com ponteiros trêmulos. Engana-se e se traveste pela luz que nele incide. Nebuloso é percebê-lo. Ora é tão escuro que é preto, ora é tão claro que é branco. Nunca se revela por inteiro e deixa nos olhos uma dúvida sutil: faltou ver algo, porventura apagado pela escuridão ou ofuscado pela claridade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O céu encoberto é a melhor paleta de cinzas que há. Um grande espelho a céu aberto, digo, a céu fechado. Neles se enxergam - e enxergam os seus dias - aqueles que não estão enebriados por júbilo nem afogados em penar, pois esses não conhecem os meios-termos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cinza é a virtude dos sãos, dos comedidos, dos côngruos, dos sóbrios, enfim, dos chatos para quem a vida nem sempre é sonho ou pesadelo. A virtude dos que conseguem ver seja o sol tentando aparecer por entre as nuvens, seja as nuvens carregadas encobrindo o brilho do sol, pois, mais do que sol ou chuva, vêem o mormaço perene e uniforme que queima, esquenta e ilumina. Sabem a obviedade - e por isso não sofrem por antecedência - de que, enquanto não escurecer de vez, ainda é dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2245695868039328118?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2245695868039328118&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2245695868039328118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2245695868039328118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/04/no-mormaco-de-um-dia-nublado.html' title='NO MORMAÇO DE UM DIA NUBLADO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5999703477541978277</id><published>2010-03-26T15:43:00.003-03:00</published><updated>2011-02-18T16:39:57.917-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>invejinha...</title><content type='html'>&lt;div&gt;Andar sem olhar em volta. Atravessar de uma margem à outra passando despercebido. Não se deixar abalar pelo olhar insolente por trás dos óculos de armação grossa do estilo posto. Não se deixar pisar por baixo dos all-stares de vários estilos da jovialiade de vanguarda. Não se deixar desbotar pelas milhares de cores em disposição caótica de uma criatividade que todos ali têm igual: autênticos? Não meter a cara na pilastra que está no meio marcando quem vai de quem vem. Não esbarrar nos pés para fora de quem se esparramou no banco. Não se deixar emudecer pelos &lt;i&gt;tititis &lt;/i&gt;que ensurdecem: o que será que eles tanto têm para conversar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nadando num rio de concreto bege, com muitas piranhas, peixes-boi e outras espécies mais ou menos relevantes, eu me sinto como um peixe fora d'água. Não que o ambiente me seja estranho ou desconhecido - muito pelo contrário -, eu só não lhe pertenço &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;(mais)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para atravessar aquilo lá, não basta andar. Tem que saber desfilar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;It's not for me, baby...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5999703477541978277?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5999703477541978277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5999703477541978277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5999703477541978277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/03/invejinha.html' title='invejinha...'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2679698929101731645</id><published>2010-02-26T16:10:00.013-03:00</published><updated>2011-10-06T21:50:42.957-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><title type='text'>GENIAL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(co-autor telepático e não-autorizado: João Manoel Nonato)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que têm de especial os grandes gênios da humanidade? Indaguei-me sobre isso esses dias ao ver o mundo dos gênios cultuados (Paris é o antro!) em contraste com os cultuados gênios dos submundos (a internet é um grande submundo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os gênios cultuados - sinto-me à vontade para não me estender - respondem por padrões artísticos, filosóficos, religiosos, políticos - culturais de uma maneira geral - que vão além do seu tempo e da sua localização espacial. É possível dizer que Picasso, Monet, Rousseau, Beethoven, Platão, Aristóteles, isso para não citar outros, são uns quaisquer? Discorde-se da teoria rousseauniana ou se odeie a Nona Sinfonia, algo é inegável: o valor social e a projeção temporal-espacial que elas têm. Essa genialidade dos grandes, portanto, é um aspecto de intersubjetividade, para além não apenas de uma objetividade externa à apreciação, como se a genialidade estivesse na própria obra ou idéia, como também de uma subjetividade "achista",  como se a genialidade dependesse diretamente dos "eu gosto" caprichosos do receptor da obra, à vontade para "achar" toda e qualquer coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cultuados gênios dos submundos - é sobre esses que eu quero falar - é que me suscitam uma boa reflexão sobre a tal da genialidade. Escrevem, falam, fotografam, pintam, compõem, têm espasmos volitivos, mijam, peidam... como qualquer um pode fazer, mesmo os gênios. Se outrora eram os artistas e pensadores dos círculos restritos, da cultura alternativa, dos guetos urbanos, hoje se expõem nas mídias da contemporaneidade: youtube, twitter, blogs, flickrs, etc. Colocam ali o que quer que seja, o que depois pode de fato se mostrar a oitava maravilha do mundo, e se jogam na multidão, à espera, quem sabe, por serem pinçados e alçados à fama viral. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse atacadão de coisas sujeitas à apreciação coletiva, alguns começam a ser chamados de gênios e outros são simplesmente desprezados. Por que alguns são gênios e outros não? Não sei. Fato é que quando alguém começa a ser chamado de gênio, o efeito dominó se instala. É a &lt;i&gt;hype&lt;/i&gt;. Se tão dizendo, então é porque é. Não importa o que a arte ou a idéia do cara é. Importa é que seja incompreendida. Muitos são chamados instantaneamente de gênios por receptores (leitores/ouvintes/espectadores/...) que não entendem a obra. Mais do que um problema de incompreensão, é um problema de auto-estima e com possibilidade dupla de resultado. Ou se cultua ou se destrói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensa o receptor que a incompreensão de que ele sofre deve ser um sinal da genialidade do autor ou de sua completa mediocridade: o cara deve ser bom demais e complexo demais (ou apenas simples e óbvio demais, e por isso deve-se estar entendendo algo errado, pois se espera uma interpretação grandiosa - lembram-se da pedra no meio do caminho?) para pertencer a esse mundo dos mortais e a ele se fazer entender, então vamos cultuá-lo ou destruí-lo, a depender da &lt;i&gt;hype&lt;/i&gt;.  Mais uma vez, é um exercício de intersubjetividade, tão volúvel quanto tributária, de sobremaneira,  da "lógica tostines": considera-se bom porque dizem que é bom ou dizem que é bom porque considera-se que é bom?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo, eis um grande desafio à sinceridade. Um desafio eterno, parte inconsciente, parte consciente, de dizer ao mundo a própria impressão sobre a coisa sem levar em conta a impressão geral. A parte inconsciente traduz a dificuldade (alguns, eu inclusive, diriam a impossibilidade cabal) de se desimpregnar do que se enraizou ao longo da vida. A parte consciente, por sua vez, é a questão de se peitar o resto e bancar ser a voz dissonante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais engraçado é quando "bancar ser a voz dissonante" passa a ser a &lt;i&gt;hype &lt;/i&gt;da vez. Aí, discordar vira um automático, criticar vira uma obrigação e ser diferente torna-se um imperativo. O problema é que, quando todo mundo fica igualmente diferente, a aleatoriedade passa a ser previsível. E aí, quem então vai bancar ser o rebelde entre os rebeldes? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me da chamada na sala de aula nos primórdios escolares. Muitos falam "presente", alguém resolve falar "presidente", outro fala "presunto", o cara do fundo fala "penitente". Um teimoso voltará a falar "presente" e, não tem jeito, sempre vai ter alguém mais engraçadinho que falará "demente" para semi-ofender um coleguinha ou o professor. Geralmente é aquele mais socialmente saliente, para quem as meninas costumam se derreter. É porque elas ainda não aprenderam a dizer que é genial...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2679698929101731645?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2679698929101731645&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2679698929101731645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2679698929101731645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/02/genial.html' title='GENIAL'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4505557328698007208</id><published>2010-01-07T20:10:00.001-02:00</published><updated>2011-02-18T16:44:56.276-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>O OI-TCHAU</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Hay La, Hey Hello-a,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Hay La, Hey Hello-a,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Hay La, Hey Hello-a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Hay La, Hey Hello-a,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;color:#555555;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 16px;font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O oi-tchau é uma das espécies mais curiosas de cumprimento que há. Acontece quando você é apresentado a alguém no exato momento em que está se despedindo de outrem e indo embora. Às vezes é aquela pessoa que você evitou a festa inteira, por não ter ido com a cara. Pode ser também quem você não percebeu entre a multidão. Ou é a amiga do fulano que acabou de chegar na festa. Pode ser aquela pessoa que você sempre espia pelo orkut, mas nunca falou pessoalmente. Não importa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O oi-tchau é um flash disparado ao céu: só há efeito tyndall. Um aceno que logo se retrai: parece que nem foi com você. É um bom dia às vésperas de escurecer. Um gol depois que o árbitro já apitou o término.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O oi-tchau, me permitam, é a função fática - a merda da função fática! - natimorta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nascimento e óbito na mesma certidão. Início e fim na mesma linha. Letra maiúscula e ponto final lado-a-lado. Se ao menos houvesse alguma certeza quanto ao parágrafo seguinte...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif;color:#555555;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: -webkit-xxx-large; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; line-height: normal; "&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Hay La, Hey Hello-a,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Hay La, Hey Hello-a,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Hay La, Hey Hello-a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Hay La, Hey Hello-a,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4505557328698007208?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4505557328698007208&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4505557328698007208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4505557328698007208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/11/o-oi-tchau.html' title='O OI-TCHAU'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3954266012037820103</id><published>2010-01-06T20:10:00.005-02:00</published><updated>2011-02-18T16:38:21.915-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>VACILO</title><content type='html'>abati-me porque sou humano. e nem o ano novo me fará mudar. e nem uma roupa nova me fará mudar. e nem um carro novo. e nem uma viagem maravilhosa. e nem uma menção honrosa. e nem a mega-sena acumulada (há quem duvide...). e nem um texto libertador. e nem um filme esclarecedor. e nem uma nova profissão de fé. e nem um novo deus.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;abati-me porque sou humano: pleno na consciência de um vazio... que às vezes parece cheio por já conformado ou por inconsciente, distraído.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;abati-me. e nem as drogas me farão mudar. e nem as farras me farão mudar. e nem as gatas me farão mudar. e nem os amores antigos, mesmo que ressuscitados ao auge. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;já os amores novos, quem sabe...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e o tempo, talvez...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que até lá eu não tenha perecido, pelo menos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3954266012037820103?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3954266012037820103&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3954266012037820103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3954266012037820103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/01/vacilo.html' title='VACILO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5482743195020041762</id><published>2009-11-25T16:44:00.010-02:00</published><updated>2011-02-18T16:37:50.435-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>A velhinha da xerox</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui no Centro do Rio, do lado do prédio onde meu pai trabalha, tem uma lojinha muito pequena onde funciona uma minipapelaria, na qual fazem xerox, vendem canetas, papéis, filmes fotográficos e tiram fotos 3x4 instantâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa minipapelaria, trabalhava uma velhinha, seu marido (eu acho) e seu filho (eu acho). Sempre estava algum dos três trabalhando, e a senhora costumava ficar numa cadeira na porta da papelaria, pois lá dentro não havia ar condicionado e ela parecia sentir calor. Era de pele branca e possuía os cabelos branquinhos. Nem magra, nem gorda. Sempre sorridente. Era fofinha, por mais que dizer isso soe redundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os meus 14 anos, quando eu comecei  a me aventurar pelo Centro da cidade, exorbitando do eixo Copacabana-Ipanema-Leblon, eu  inevitavelmente passava por essa minipapelaria. Sempre fazia questão de olhar para dentro da loja e ver se a velhinha estava lá. Por alguns anos foi assim e sempre estava ela lá, sentada na tal cadeira, entre a rua e a loja, vendo as pessoas passarem e falando com os clientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente só se falou uma vez na vida e isso já deve ter uns cinco anos. Eu estava com meu pai e ele foi fazer uma foto para tirar o passaporte. Ela acompanhou o outro moço que ali estava a fazer a foto na cabine instantânea. Disse, ao fim, que meu pai era lindo. Ganhou pai e filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ficava realmente feliz a cada vez que passava pela loja e constatava a presença tão agradável daquela senhora, ainda que a gente não se falasse, ainda que eu a olhasse sem retorno, ainda que eu não comprasse nada naquela loja humilde, ainda que eu nunca fizesse minhas fotos 3x4 naquela máquina suja onde diariamente dezenas de pessoas deixavam estampadas suas faces pouco (falsas) ou nada sorridentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada vez que eu passava pela loja e via a velhinha com suas bochechas levemente coradas rindo e interagindo com os que ali estavam era como se eu marcasse um item positivo  dentre os vários que constam do check-list de estabilidade de vida. Era como uma confirmação de que as coisas continuavam no seu lugar, do mesmo jeito que se entra no seu colégio antigo e as pessoas ainda usam o mesmo uniforme e reclamam dos mesmos professores, ou que depois de longos e tenebrosos invernos o telefone da sua ex-namorada ainda é o mesmo ou que no Natal ainda farão aquela sobremesa com receita especial que há tantas ceias aguça os apetites. Posso fazer uma lista de coisas mais óbvias,  ou nem tanto, que dão essa sensação de que o mundo ainda é mundo e de que você ainda está no seu tempo. Um dos meus marcos era passar pelo Centro e olhar a velhinha na sua cadeira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu era um estranho para ela, só mais um dos &lt;em&gt;trocentos&lt;/em&gt; que transitavam diariamente pela Cinelândia, ela não era uma estranha para mim. Era a velhinha fofinha da xerox. A presença dela, silenciosa, ali bastava. Se ela estivesse ali, como sempre, estava bom para mim. Ela não precisava saber que eu existia, que eu me importava com ela, que ela fazia alguma diferença no meu dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que comecei a estagiar no Centro, meu trânsito pela lojinha da velhinha passou a ser diário. Comecei a sentir sua falta depois que por muitos dias eu passava por lá e ela não estava. Andando rápido, como sempre, eu passava pela loja e procurava a velhinha. Demorava mais no passo para conseguir olhar lá dentro, pois na porta ela não estava. Em vão. Pensei se ela estaria meio doente, se estaria cansada de ir para o centro todo dia, ... Por alguns dias eu quis entrar na loja e perguntar para o senhor que ali continuava trabalhando diariamente o que havia acontecido com a velhinha. Achei, porém, que seria &lt;em&gt;freak&lt;/em&gt; demais. E eu talvez não suportasse muito bem ouvir da boca dele, tendo que lhe dar alguma resposta, que algo de muito ruim havia acontecido, se esse fosse o caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixei para perguntar para o meu pai, afinal, ele está sempre por ali e deveria estar melhor informado. Segunda-feira agora, perguntei para ele, enquanto tomávamos café-da-manhã na lanchonete que fica ao lado da lojinha. Ele falou que estava tudo bem com a velhinha e que ela sempre estava por lá.  Aliviei-me por um segundo, confiando na inconfiável noção de tempo do meu pai. A garçonete, porém, interrompeu nossa conversa e falou, um tanto desolada, que aquela senhora falecera já havia três meses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até hoje não sei seu nome, não sei sua origem, não sei sua idade e nem especulo sobre a sua &lt;em&gt;causa&lt;/em&gt; &lt;em&gt;mortis&lt;/em&gt;. Não preciso saber e sabê-lo talvez tornasse as coisas mais corriqueiras, mais desimportantes e menos simbólicas. Se ainda puder me redimir desse não-saber, que no fundo só serviu a tornar a senhora ou a história mais interessantes, resta aqui uma homenagem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Post mortem&lt;/i&gt;, ainda que seja, infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5482743195020041762?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5482743195020041762&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5482743195020041762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5482743195020041762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/11/velhinha-da-xerox.html' title='A velhinha da xerox'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-1056015941156067841</id><published>2009-11-14T12:55:00.003-02:00</published><updated>2011-02-18T16:45:17.401-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>o brócolis</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu olhei para o brócolis e tive vontade de escrever um texto, mas fiquei me indagando sobre o que meus caros leitores teriam a dizer sobre isso depois de mais de um mês que eu fiquei sem escrever, digo, sem publicar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O brócolis não tem lá muitos atributos que mereçam ser poeticamente entronizados, se lá é verdade que a poesia é capaz disso tudo. O brócolis é verde como qualquer planta, é relativamente macio, como qualquer alimento e é saboroso como qualquer coisa que se põe à boca quando se está com fome. E ele também é rugoso. Rugoso de um jeito que chega a incomodar, mas na aula de biologia a gente aprendeu que é só para aumentar a superfície de contato, então vamos relevar essa marca da mãe natureza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o brócolis hoje foi digno de um texto. Do mesmo jeito que outros assuntos frequentemente aqui o são. Não porque sejam em si dignos ou indignos, românticos ou não-românticos, tocantes ou não tocantes. Amor em si não é poesia. Decepção em si não é poesia. Nem poesia em si é poesia, oras!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O brócolis também não é poesia em si. E para que se torne, não basta que eu fique aqui elogiando suas curvas, seu sabor, seu traço geométrico, ... É preciso que eu tire dele algo para além dele mesmo. Talvez seja essa a graça da poesia: não estar em si, não ser ínsita ao objeto poético. Ela dialoga com quem lê ou com outra coisa qualquer que quem lê percebe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O brócolis hoje talvez não faça sentido nenhum a vocês. Nem a mim faz muito, para dizer a verdade. Mas foi fantástico olhar para o brócolis e ter o ímpeto de fazer com que ele não fosse só mais um brócolis comido, digerido e expurgado na minha vida. Foi fantástico fazer com o brócolis o mesmo que eu faço com outras coisas mais nobres da vida. Tudo bem que o brócolis não é tão nobre nem tão inspirador quanto a paixão, a desilusão e esses sentimentos arrebatadores que comumente me encantam. Fato é que esses sentimentos são tão mais brócolis do que eu pensava quanto o brócolis é tão mais esses sentimentos quanto eu supunha. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No "papel", tudo cabe...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-1056015941156067841?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=1056015941156067841&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1056015941156067841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1056015941156067841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/11/o-brocolis.html' title='o brócolis'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-190124904369044505</id><published>2009-10-10T03:30:00.007-03:00</published><updated>2011-02-18T16:45:29.883-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><title type='text'>A ESPERANÇA E A CERTEZA</title><content type='html'>&lt;p&gt;A esperança deve ser algo como uma versão mais modesta da certeza. Quase um artifício retórico para não soarmos tão pretensiosos. Digo isso porque a esperança também convence nosso querer e nosso pensar... é a grande fomentadora de ilusões. E porque a certeza é uma grande desilusão, embora, sem se perceber, seja também um pouco iludida: pensa-se não haver mais dúvidas em relação a um futuro ou a um quase-presente... mas o futuro é o reino do incerto, nele o que fazemos é passear nas nebulosas aléias da &lt;em&gt;alea&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A esperança e a certeza, ambas trazem um certo frisson: uma é a expectativa da confirmação e a outra é o medo de dar errado. Mudando o que se deve mudar, é um pouco como aquela história de copo meio cheio e meio vazio. Tudo depende do ponto de vista, que por sua vez depende de como acordamos no dia, o que pode inclusive estar relacionado a como o dia está: a quantidade e a posição das nuvens são variáveis desse resultado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E a vida às vezes me parece um pouco como a previsão do tempo, na verdade. Nenhuma relação entre o presente-vivido e o amanhã-esperado é conclusiva. Sempre há alguma esperança ou alguma certeza de que amanhã vai fazer um sol maravilhoso, quer se anuncie o dilúvio, quer se anuncie a calmaria. Fato é que a nossa vontade e o nosso agir também contam um pouquinho para mudar o rumo das coisas. O quanto, eu não sei. Eu ainda não acho que sou São Pedro, mas já venho lá reduzindo minha emissão de CO2 para o tempo não ficar tão catastrófico. E diante da tempestade, sempre tem a possibilidade de se ir para uma cidade onde está fazendo muito sol. As vezes ela nem é tão distante...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-190124904369044505?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=190124904369044505&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/190124904369044505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/190124904369044505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/10/esperanca-e-certeza.html' title='A ESPERANÇA E A CERTEZA'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5768822816972113682</id><published>2009-10-03T13:23:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T17:06:52.169-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>cortar as unhas</title><content type='html'>Percebo que está tudo muito corrido na vida quando eu vou cortar as unhas e elas estão grandes, mas parece que foi logo ontem que eu as cortei pela última vez.&lt;br /&gt;Explico e é fácil de entender: cortar as unhas é um momento de reflexão, igual à hora em que se fica debaixo do chuveiro, &amp;nbsp;ao lapso em que se coçam as costas ou ao ínterim ("vareia" de um segundo a algumas horas", vide o que eu escrevi sobre insônia) entre encostar a cabeça no travesseiro e efetivamente dormir.&lt;br /&gt;Cortar as unhas é mais do que um ato de higiene. É um ato de auto-preservação e, também, de preservação alheia. Você destrói uma de suas armas, tolhe suas garras em nome de o tiro não sair pela culatra.&lt;br /&gt;Cortar as unhas é um ato de auto-conhecimento. E não é a toa que as manicures têm seu lado psicóloga...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5768822816972113682?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5768822816972113682&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5768822816972113682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5768822816972113682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/10/cortar-as-unhas.html' title='cortar as unhas'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4011281935932363154</id><published>2009-09-29T21:39:00.000-03:00</published><updated>2009-09-29T21:40:25.259-03:00</updated><title type='text'>@morse</title><content type='html'>&lt;p&gt;..-. .. --.- ..- . ..   -.-. --- --   -.-. ..- .-. .. --- ... .. -.. .- -.. .&lt;/p&gt;&lt;p&gt;quem ser?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4011281935932363154?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4011281935932363154&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4011281935932363154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4011281935932363154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/09/morse.html' title='@morse'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4901925574770146853</id><published>2009-09-27T15:55:00.008-03:00</published><updated>2011-02-18T16:50:37.418-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>E SE HOJE ACONTECESSE UMA TRAGÉDIA?</title><content type='html'>E se hoje acontecesse uma tragédia? O que seria do meu amanhã auspicioso? E dos meus livros ainda não lidos? E das minhas roupas ainda não usadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje acontecesse uma tragédia, o que seria do meus sonhos vividos e dos meus pesadelos evitados? E do futuro promissor? E das promessas não pagas? Quem cumpriria minhas metas? Quem me substituiria na ciranda da vida? Quem beberia no meu copo, quem herdaria minhas roupas, quem vagaria com as minhas ilusões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem exorcizaria meus medos legados? Quem contaria meus dramas e minhas angústias adiante? Quem colocaria na sua própria estante, como se seus fossem, os souvenires de meus amores pretéritos? E se lá não os colocasse, quem ousaria descartá-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se hoje acontecesse uma tragédia? Quem me vestiria o terno de cerimônia que eu levaria para a eternidade? Quem recitaria o poema de partida? Quem acolheria em seu aconchego meus amados e minhas amadas e lhes secaria o choro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje acontecesse uma tragédia, quem iria dormir desejoso de acordar no dia seguinte e ver que nada havia ocorrido? E quem não iria sequer dormir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria de mim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4901925574770146853?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4901925574770146853&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4901925574770146853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4901925574770146853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/09/e-se-hoje-acontecesse-uma-tragedia.html' title='E SE HOJE ACONTECESSE UMA TRAGÉDIA?'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3623684056410237632</id><published>2009-09-25T17:00:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T16:50:48.645-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>A LUTA CONTRA O SONO PELO SONO</title><content type='html'>É absolutamente desesperador o domingo à noite, quando chega aquela sensação infeliz de que o fim de semana acabou. O que tinha que ser curtido já foi curtido, e o que se deixou adiar, agora só daqui a cinco dias.&lt;br /&gt;A noite vai terminando declarada pelo "boa noite" do Fantástico, e é aí que bate o desespero: "preciso me divertir um pouquinho mais!". Convencer-se de que simplesmente é hora de ir pra cama é algo muito árduo. Por mais que haja algum sono, há aquela esperança de que algo maravilhoso ainda irá acontecer, e essa espera ansiosa mantém a vontade de dormir distanciada da necessidade que se torna mais evidente a cada minuto.&lt;br /&gt;É a hora desesperada em que se lê algo que já deveria ter sido lido durante a semana. Ou em que se entra no &lt;em&gt;orkut&lt;/em&gt; para vasculhar a tragédia alheia. É a hora em que se reza: agradecemos e pedimos, ou pedimos e agradecemos (nesse caso a ordem importa), se só depois é que nos dermos conta de que podemos estar sendo um pouco abusados com a divindade.&lt;br /&gt;A idéia de deitar na cama e simplesmente dormir é mera utopia. Você deita na cama &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; dormir. &amp;nbsp;Não deita na cama e dorme. Ver a cama como meio é colocar-se no abismo de angústia entre o ato e resultado, a angústia de que a cama não é o fim. A angústia que suscita o eco da semana inteira ressonando por completo em apenas alguns minutos, com as lamúrias do passado e os auspícios do futuro. Mas sempre angústia. Há, inclusive, a angústia de não se tolerar angustiado naquele momento: a meta-angústia. E aí a meta-meta-angústia. A meta-meta-meta-angústia. E por aí vai: uma frustração por conta de outra frustração! E essa relação infinita, em que dentro da angústia você vê a própria angústia, o fractal da angústia (!), é o que faz você viajar.&lt;br /&gt;Eis que em algum momento, do qual você não se lembra, mas que certamente acontece, tudo para e você dorme &lt;em&gt;(ou não, né...)&lt;/em&gt;. Dorme porque se cansou de se perceber cansado. Dorme simplesmente porque se distraiu, angustiado ou não, pensando em dormir ou não, pensando em pensar ou, simplesmente, nada pensando. Dorme e só. E sem se dar conta se isso é bom ou ruim, se é feliz ou triste, se foi o fracasso e a resignação diante do fim do fim-de-semana, ou se foi a vitória de se pôr a descansar para mais uma semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3623684056410237632?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3623684056410237632&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3623684056410237632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3623684056410237632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/09/luta-contra-o-sono-pelo-sono.html' title='A LUTA CONTRA O SONO PELO SONO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5356996865884237060</id><published>2009-09-22T21:24:00.004-03:00</published><updated>2011-02-18T16:50:58.066-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>SIMPLES ASSIM</title><content type='html'>Deixaram um bilhete por debaixo de minha porta. Era azul claro e continha os dizeres "oi =)".&lt;br /&gt;Deixaram um &lt;em&gt;post-it&lt;/em&gt; dentro do meu livro. Era amarelo e continha os dizeres "oi =)".&lt;br /&gt;Mandaram uma SMS de número desconhecido. Tinha 5 caracteres (espaço é caractere?): "oi =)"&lt;br /&gt;Enviaram-me um e-mail de remetente anônimo e seu conteúdo era: "oi =)".&lt;br /&gt;Mandaram-me um scrap de profile falso e ele dizia: "oi =)".&lt;br /&gt;Deixaram recado na secretária eletrônica, &lt;em&gt;shout&lt;/em&gt; no &lt;em&gt;last.fm&lt;/em&gt;, aviso na comunidade da turma, &lt;a href="http://www.twitter.com/ffad1989"&gt;@ffapd1989&lt;/a&gt; no &lt;em&gt;twitter&lt;/em&gt;, avisos telepáticos inesperados, cartazes na janela do vizinho da frente, sussurros de desconhecidos enquanto eu andava pela Av. Rio Branco, filipeta no para-brisa do carro, pop-up no meu navegador, ... E tudo dizendo: "oi =)".&lt;br /&gt;E eu queria conhecer quem era essa tal pessoa que me mandava "oi" e uma carinha feliz. Ela queria algum contato? Mas por que eu? Seria um psicopata à minha espreita? E esse oi... o início de uma aproximação? Ou alguém querendo dizer "cuidado, estamos de olho"?&lt;br /&gt;Eu fiquei com a dúvida e achei que fosse levá-la para o caixão. Não me aguentava de curiosidade, mas fazer o quê?&lt;br /&gt;Um dia, entretanto, o telefone tocou. Falaram oi. Mas com outra entonação. Não foi aquele oi sutil, como se esperasse um outro oi e dali a conversa corresse normalmente.&lt;br /&gt;Foi um oi envolvente, como se estivesse saudando todo mundo no recinto. Um ôiii, com chapéuzinho do vovô no "o" e "i" prolongado.&lt;br /&gt;E aí, sem mais nem menos, eu descobri que era só uma estratégia publicitária da companhia telefônica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5356996865884237060?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5356996865884237060&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5356996865884237060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5356996865884237060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/09/simples-assim.html' title='SIMPLES ASSIM'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5173347725342687875</id><published>2009-09-13T22:48:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T16:41:47.258-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>MONOSSÍLABO TÔNICO</title><content type='html'>(resíduos do último eu-apaixonado...)&lt;br /&gt;Espero seu monossílabo tônico e quero que ele venha com mais força do que sua tônica habitual, para me arrebatar de vez, seja de entusiasmo, seja de frustração.&lt;br /&gt;Seja seu monossílabo tônico a resposta binária que distinguirá o nunca do pra sempre, ainda que no fundo eles sejam a mesma coisa: detêm a mesma certeza, que no fundo é a pretensão humana quanto a um futuro do qual se pensa senhor, e se destroem facilmente em face de alguma ou qualquer novidade, daquelas que, com o perdão da redundância, não se estão realmente esperando.&lt;br /&gt;Quero o monossílabo tônico, pode ser um ou o outro, como a expressão de uma vontade. Não uma vontade espasmódica, estabanada, dessas que sai por aí como mero capricho, mas uma vontade pensada. Tão pensada e repensada, que, de infinitas, complexas e impronunciáveis sílabas, conseguiu-se resumir a uma só, porta-voz de todas as razões que a motivam.&lt;br /&gt;Difira o defiro do indefiro. É tudo que peço. Sigo viagem ou me mudo para a sua vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5173347725342687875?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5173347725342687875&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5173347725342687875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5173347725342687875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/04/monossilabo-tonico.html' title='MONOSSÍLABO TÔNICO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7798245676742538928</id><published>2009-09-10T01:53:00.002-03:00</published><updated>2011-02-18T16:51:06.016-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>ENQUANTO A MENSAGEM NÃO CHEGA</title><content type='html'>&lt;em&gt;(postando textos esquecidos entre os rascunhos desse blog...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a mensagem não chega, não desgrudo do celular. Olho as horas, entro no joguinho, vejo fotos antigas (algumas tão nostálgicas), vejo as mensagens que recebi e as mensagens que enviei.&lt;br /&gt;Ponho o aparelho no bolso, mas a cada minuto me lembro de que eu posso não ter sentido a vibração e aí a SMS estaria lá, me esperando, depois de tanto que eu já a esperei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ainda, e isso é tudo o que me resta fazer, por mais que paciência não seja lá minha maior virtude. No auge de meu imediatismo a longo prazo, traduzido em querer para ontem o que se terá para o resto da vida, eis que o telefone vibra e quer chamar a atenção.&lt;br /&gt;Mas é minha mãe ligando. Ou é só um amigo perguntando qual é a boa. Ou é só a operadora oferecendo mais um serviço. Ou é engano. Nada relevante.&lt;br /&gt;No que espero, não vem. No que desisto de esperar com uma pontinha de esperança de que na distração acontecerá, também não vem. Mas se relaxo completamente e realmente me convenço de que nada acontecerá, aí ganho razões para ainda acreditar. Expectativas e esperanças não são exatamente sinônimos.&lt;br /&gt;A mensagem tão esperada chega, mas não traz nada de muito especial. Será que é melhor ligar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7798245676742538928?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7798245676742538928&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7798245676742538928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7798245676742538928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/09/enquanto-mensagem-nao-chega.html' title='ENQUANTO A MENSAGEM NÃO CHEGA'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5636384163838443772</id><published>2009-08-18T19:56:00.010-03:00</published><updated>2011-02-18T16:51:42.579-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><title type='text'>SAUDADES</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;(ou "evadir-se")&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;porque não ficaremos o dia inteiro sentados olhando a vida passar,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;enchendo o copo, conversando e ruminando o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;bebendo o líquido da fonte inesgotável,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;que o bom futuro não há de secar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;mas nossa saliva antes secará,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;deixando com sede os que nos amam.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e nossas pálpebras fecharão nossos olhos especulares,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(ou antes terão a clemência de fechar nossas pálpebras...)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e não mais seremos reflexos perambulantes,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;escancarando verdades a quem quer que nos veja,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;mas incapazes de vermos nossas próprias verdades.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;porque, agora, ainda estamos por detrás dos olhos, &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;vitrais brilhosos de círculos concêntricos e cores personalíssimas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e porque lá fora é mais claro: ainda é dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;mas o dia em crepúsculo anunciará o breu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;em conclamação tácita a que acendamos nossas luzes.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;porém, um dia, apagaremos...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e aí tentarão nos ver, mas nem sombra seremos,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e tentarão nos escutar, mas só ouvirão o eco minguante que restou ao ouvido,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e tentarão nos tocar, mas as mãos modelarão o ar em curvas corpóreas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e tentarão nos cheirar, mas enganar-se-ão com o perfume enfrascado,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e tentarão nos provar, mas as bocas restarão aguando.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;gritarão&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;chorarão&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;vão se comover...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;vão se lembrar?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;ou vão se esquecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e imaginarão, só imaginarão... sem perceber.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e isso, por ora, lhes bastará.&lt;br /&gt;pois seremos sem estar-aqui ou sem estar-aí.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;seremos estando-ali ou acolá, não importa onde será.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e inundar-se-ão de um "nós" impalpável, mas inebriante.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;pensarão que estarão conosco, quando na verdade estarão sozinhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;mas, certa hora, findará esse doce engano,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;que traveste em infinita a duração de infinitésimo do homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e aí nada mais seremos que saudades.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(e assim ficamos para a semente.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5636384163838443772?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5636384163838443772&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5636384163838443772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5636384163838443772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/08/saudades.html' title='SAUDADES'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3584327863716616648</id><published>2009-08-16T15:25:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T16:51:55.347-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Bora</title><content type='html'>Bora lá,&lt;br /&gt;bora cá,&lt;br /&gt;bora fazer,&lt;br /&gt;bora sair...&lt;br /&gt;podemos borar juntos,&lt;br /&gt;quem sabe borar a vida inteira,&lt;br /&gt;até a hora de ir embora.&lt;br /&gt;Bora logo que atrás vem gente,&lt;br /&gt;borando incessantemente,&lt;br /&gt;desesperados para borar por cima de tudo e de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tudo e todos também borem.&lt;br /&gt;Borem e corroborem a cada dia a boração.&lt;br /&gt;Não vão me importar, esses boradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bora?&lt;br /&gt;Eis o meu convite indecoroso...&lt;br /&gt;(que chegue em boa hora.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3584327863716616648?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3584327863716616648&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3584327863716616648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3584327863716616648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/06/bora.html' title='Bora'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-9039926818211277158</id><published>2009-08-04T04:45:00.005-03:00</published><updated>2011-02-18T16:52:08.530-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='auto-notas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>pas.encore</title><content type='html'>Porque já chegou agosto e eu nada escrevi.&lt;br /&gt;Porque já estou de férias e pouco sorri.&lt;br /&gt;Porque se espalhou a gripe e eu ainda não adoeci.&lt;br /&gt;Porque já passou a época do caqui e eu não comi.&lt;br /&gt;Porque veio a crise e eu não desinvesti.&lt;br /&gt;Porque repetiram e eu não entendi.&lt;br /&gt;Porque tocou a campainha e eu não ouvi.&lt;br /&gt;Porque terminou e eu não aplaudi.&lt;br /&gt;Porque foi sutil e eu não senti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque já fiz 20 anos e pouco vivi.&lt;br /&gt;Porque foi há duas semanas e eu não percebi.&lt;br /&gt;Porque a vida passa rápido e ainda não a compreendi.&lt;br /&gt;Porque a divagação veio, mas vai parar por aqui.&lt;br /&gt;Porque já são quase cinco da manhã e eu ainda não dormi.&lt;br /&gt;Porque, amanhã, a manhã já vai ter chegado...&lt;br /&gt;e eu ainda não vou ter acordado.&lt;br /&gt;Se para rimar com -ado não serve f**ido,&lt;br /&gt;estarei, , &lt;em&gt;então que seja!&lt;/em&gt;, atrasado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-9039926818211277158?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=9039926818211277158&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9039926818211277158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9039926818211277158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/08/pasancor.html' title='pas.encore'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2735984986241617423</id><published>2009-07-06T02:18:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T19:07:49.454-03:00</updated><title type='text'>EMPATIAS E CATARSES</title><content type='html'>&lt;p&gt;Escrevo não mais porque quero só me expressar e mostrar - demonstrar - o quanto eu posso ver o mundo igual de uma forma diferente. Como se eu pudesse ver esse tal do além, essa tal balela do "beyond", tão arrogante quanto o inglês nele impregnado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Escrevo hoje porque quero despertar empatias e catarses. Empatias, porque quero que o leitor, você, sinta-se no meu lugar. Sinta o meu sujeito que se materializa em emoção no objeto que eu projeto, no texto que se coloca.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Catarses, porque quero que você sofra junto, sofra daquilo que você também tem a partir do despertar do que estava latente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quero que você venha me dizer não que eu o tenha convencido de algo, mas que eu tenha feito você sentir algo que você já tenha sentido ou ainda sinta. Quero que você vibre comigo. Quero que você torça junto. E se for pra sentir de fato só depois, que se lembre do que já sentiu virtualmente por aqui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quero que o texto seja só o pretexto, a função fática, para a nossa intersubjetividade. Eu e você. Você e eu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Meus personagens são só canais. Minhas letras são pontes com diferentes contornos. Meu texto é só um texto, que não existiria sem mim... e nem sem você.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As coisas aqui são quase quase como um "So What's Between?". A última palavra do blog deveria ser um x, a ser preenchido com alguma preposição de lugar em inglês.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E omitir a preposição pode ser o melhor comentário para esse texto, se a insolência for a sua resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"So what?"&lt;br /&gt;E eu respondo: nada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2735984986241617423?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2735984986241617423&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2735984986241617423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2735984986241617423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/07/empatias-e-catarses.html' title='EMPATIAS E CATARSES'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-8039939614390347115</id><published>2009-06-09T12:13:00.006-03:00</published><updated>2011-02-18T17:08:06.354-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><title type='text'>DEVE HAVER ALGO DE ESPECIAL ME ESPERANDO LÁ FORA.</title><content type='html'>Deve haver algo de especial me esperando lá fora. Sei lá o que pode ser, talvez algo que vá mudar minha vida, meu dia ou meu minuto. O importante é que mude e que, de alguma forma, me faça sentir prestigiado por aquilo que eu não controlo: as oportunidades. Criar oportunidades não é possível exatamente. Na verdade, o que se faz é deixar a cisterna aberta e esperar que chova, ou tirar as roupas do varal por conta da mesma chuva. Sempre dependemos da chuva, mas nem sempre ela nos alcança. Pior é que, às vezes, ela até nos alcança, mas não estamos preparados para ela naquele momento, ou, se estivermos, ela pode vir numa dose que de remédio vira veneno. &lt;br /&gt;Alcançar a medida certa e sinérgica é um esforço colossal. Primeiro, tem-se o desespero de ficar olhando a todo minuto a previsão do tempo, achando que ela, como um oráculo, nos permitirá optar com antecedência pelo melhor caminho. Depois, é o peso de ter que carregar todo o dia o guarda chuva na mochila, pois aquele dia poderá ser o dia, ou de se ter que ter um protetor solar a mão, sempre, pois a possível trégua da chuva ao sol é convite tácito e irresistível à praia.&lt;br /&gt;Deve haver algo de especial me esperando lá fora... ah, deve! Banho de sol ou banho de chuva. Ah, deve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-8039939614390347115?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=8039939614390347115&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8039939614390347115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8039939614390347115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/06/deve-haver-algo-de-especial-me.html' title='DEVE HAVER ALGO DE ESPECIAL ME ESPERANDO LÁ FORA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3419236863763922863</id><published>2009-06-03T22:23:00.006-03:00</published><updated>2011-02-18T16:56:55.191-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>"(F)RIO" DE JANEIRO</title><content type='html'>Vai galera, ponha o xale. Não só ponha o xale, de preferência quadriculado, como também calce a bota. Vista sobretudo o sobretudo, sobre tudo. Coloque os óculos escuros e se olhe no espelho com olhar insolente, afinal, ser sorridente e simpático é muito tropical e latino. Dê um nó maneiro no xale, ponha o iPod no ouvido. Ponha o pé fora de casa e disfarce o algum calor que você inevitavelmente estará sentindo. Mas não dá para dar bandeira e começar a suar!&lt;br /&gt;Acenda um cigarro e tome um chocolate quente ou um café. De preferência, no Starbucks. Pare numa livraria e vá na seção de psicologia ou ciências sociais. Se for pra completar a total viagem, vale arrumar um guia de turismo.&lt;br /&gt;Nunca olhe de frente para as pessoas, só perifericamente. E não tire os óculos escuros da cara, nem desmonte o carão, é bom para parecer reservado.&lt;br /&gt;No auge do frio nesse Rio que congela, jogue-se na lareira, com tudo!&lt;br /&gt;Eu ligo para o 193, relaxa. A neve não está tão alta para impedir os bombeiros de chegarem rápido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3419236863763922863?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3419236863763922863&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3419236863763922863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3419236863763922863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/06/frio-de-janeiro.html' title='&quot;(F)RIO&quot; DE JANEIRO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-207874775751855025</id><published>2009-05-31T12:48:00.009-03:00</published><updated>2011-02-18T16:42:24.425-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>POEMA PARA O AMIGO PARTIDO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;(para o querido amigo Edson Boia do Nascimento)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que ora encontres teu descanso merecido,&lt;br /&gt;e mergulhes na derradeira paz de espírito.&lt;br /&gt;Sê vivo em nossos dias, jamais esquecido,&lt;br /&gt;e por nossas mentes, aparece à noite, onírico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiste, amigo, e repartiste nossos corações,&lt;br /&gt;esfacelados em luto por ti, que só foste luta,&lt;br /&gt;destruídos em sentimento ao revolver tantas emoções,&lt;br /&gt;e desconfortados em nossos âmagos com angústia bruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afundados estamos, porque perdemos nosso porto seguro.&lt;br /&gt;Não mais temos a ti para nos ancorarmos na tormenta diária.&lt;br /&gt;E, agora sós, vagamos, navegamos e &lt;i&gt;navagamos&lt;/i&gt; pelas tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zarpaste dessa vida, mas não naufragaste: ainda és futuro!&lt;br /&gt;Sabe que bóias, Boia, acenando sobre uma jangada solitária,&lt;br /&gt;que se afasta, paulatina e serena, em nosso mar de saudades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-207874775751855025?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=207874775751855025&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/207874775751855025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/207874775751855025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/05/poema-para-o-amigo-partido.html' title='POEMA PARA O AMIGO PARTIDO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2237007105739751397</id><published>2009-05-21T21:59:00.004-03:00</published><updated>2011-02-18T16:45:51.842-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>VIGÍLIA.</title><content type='html'>Não pode mais ser você a &amp;nbsp;dignitária de meus sonhos, nem por seu veneno transformá-los de súbito em pesadelos, quando tomo a consciência de ser tudo aquilo quimera mera vivida como realidade sem verdade. Ou não seriam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não é mais você, porque sua pele não mais está encostada à minha, nem minhas mãos acariciam mais sua nuca quente, e nem meus dedos passeiam e se entrelaçam em seus fios de cabelo levemente suados. E não mais estamos levemente distraídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não é mais você. Você hoje é só o que eu guardei, o que eu lembro. Você não é mais física, é psicológica. Você não é mais objeto, é projeção. Você não é mais sujeito, você hoje é tão somente seus predicados que em mim restaram como um souvenir de desventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque você não é mais você, tornou-se mera experiência sensorial. Nessa linha tênue que separa o ser do sentir ser, o númeno do fenômeno, é que me deparo com a dúvida e o desespero de se estar sonhando ou se vivendo. Não porque não sonhamos enquanto vivemos, afinal, não somos somente matéria certa, localizada e determinada. Nem porque não vivemos enquanto sonhamos, pois ainda temos sensações, sentimentos e verdades durante o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é se mais vivemos ou mais sonhamos. E o ponto mais crítico é passar de um ao outro. Descobrir que o que achávamos que era vida era sonho, e que o que pensávamos ser devaneio era vida. Passear pelas esferas da realidade e da fantasia, conjugadas à da verdade ou à da mentira. São as quatro nebulosas e indeterminadas. E entre elas nós tão somente oscilamos, errantes, ainda achando que beliscar-nos a qualquer hora vai nos dizer em qual delas estamos: a realidade mentirosa, a realidade verdadeira, a fantasia verdadeira ou a fantasia mentirosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ignorância de onde estamos, simplesmente escolhemos onde queremos estar. Escolhi que ali estava sonhando com aquilo que em outro momento escolhera ser verdade. Mas porque hoje escolhi que não é mais verdade, o sonho virou pesadelo. Mas saber que se está sonhando ou pesadelando é como estar dentro de um simulador maravilhoso ou aterrorizante com a mão preparada para, a qualquer momento, apertar o botão de emergência. Apertei o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos se abriram, mas o coração continuava disparado. A luz entrou por minhas pálpebras cegando-me, mas ainda pairavam as imagens que estava vivendo. O cheiro da manhã buscou meu nariz, mas ainda era seu perfume que monopolizava meu olfato. Eu tentava ser eu, sozinho, na cama, mas ainda era eu, com você, dentro da minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso foi cessando e eu, que tentava atônito buscar seu perfume nos recônditos da pele macia de teu pescoço contorcido em júbilo, percebi que era eu que estava deitado, contorcido, retorcido e distorcido no meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertei, como quero despertar a cada segundo, e ainda vim glamorizar via palavras essa desgraça, partilhando-a. Quem sabe, com ela fora de mim, talvez seja mais fácil eliminá-la...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2237007105739751397?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2237007105739751397&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2237007105739751397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2237007105739751397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/05/vigilia.html' title='VIGÍLIA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-1813314417187823455</id><published>2009-05-07T00:05:00.003-03:00</published><updated>2011-02-18T16:56:34.482-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Postar ou não postar?</title><content type='html'>Eis que finalmente termino de escrever e vem uma dúvida ingrata: posto ou não posto?&lt;br /&gt;E aí fico pensando por que escrevo. Nunca gostei de escrever para mim mesmo, como alguns fazem. Tudo o que coloco no papel ou no monitor é para transmitir algo a alguém. Geralmente também serve para todos e aí eu simplesmente posto.&lt;br /&gt;Mas escrevo porque gosto, porque preciso, porque me ajuda a compartilhar uma parte do eu que deve trazer algo de bom aos que estão ao meu redor.&lt;br /&gt;Há textos que, no entanto, não são tão facilmente passáveis no crivo postagem. Não porque sejam ruins, até porque boa parte das porcarias vai sem mais delongas para o limbo, mas porque trazem alguma dose de sentimento e intimidade que eu talvez não goste de expor no blog. Não é por meus leitores não serem dignos de saberem minhas emoções, minhas angústias ou meus dramas (até porque não são, enquanto meros leitores), mas porque tudo o que vai para esse blog &amp;nbsp;pode ser lido por qualquer um conectado à internet.&lt;br /&gt;Na verdade, o problema não são os desconhecidos, para os quais eu sou só mais uma alma na imensidão digital em busca de ouvidos que olham. O problema são os semi-conhecidos ou semi-desconhecidos (depende da boa-vontade), que vivem no limite entre o ser e o não-ser, na situação indefinida entre a certeza e a dúvida, entre o confiar e o desconfiar.&lt;br /&gt;Aliás, há uma categoria pior: os &lt;em&gt;stalkers&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Stalkers&lt;/em&gt; são aqueles que ficam à espreita. Todo mundo tem um lado &lt;em&gt;stalker&lt;/em&gt;, mas em alguns isso aflora mais. Pode-se dizer que após o &lt;em&gt;boom&lt;/em&gt; do Orkut, proliferaram-se os &lt;em&gt;stalkers&lt;/em&gt; virtuais. Geralmente é aquela amiga do seu amigo, a pessoa da escola ao lado, aquela figurinha batida em boate ou algum vizinho que você sempre cruza no elevador, mas cujos detalhes simplesmente se ignoram. Você sabe o nome, você sabe a vida da pessoa inteira, você apenas nunca trocou uma palavra com ela para dizer que vocês se conhecem. Há casos de &lt;em&gt;stalkeamento&lt;/em&gt; recíproco e, nesses casos, tudo o que falta é função fática.Ainda escreverei sobre a função fática, que é o que mais falta na vida em certos momentos. Mas será que eu tenho algum stalker? Gostaria de conhecer. Pode se manifestar. Quem sabe eu ganhe alguma confiança...&lt;br /&gt;Postar ou não postar? Não volto à dúvida, felizmente. Claro que esse texto eu vou postar. Como se não bastasse metalinguagem de escrever sobre o processo de escrever, eu traria mais metalinguagem ainda ao duvidar de postar um texto sobre dúvida de postar? Não, não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-1813314417187823455?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=1813314417187823455&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1813314417187823455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1813314417187823455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/04/postar-ou-nao-postar.html' title='Postar ou não postar?'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2231008862004869654</id><published>2009-04-11T13:25:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T16:56:17.199-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>O INSETO QUE BATE CONTRA A JANELA</title><content type='html'>A aula era de direitos e garantias individuais e coletivos. Liberdade disso, daquilo, prestações negativas do Estado e esse juridiquês bonito que no final quer dizer que não viveremos numa ditadura.&lt;br /&gt;Preso dentro da sala gélida, porém, estava um inseto de porte médio que passeava livremente entre os alunos concentrados e o professor de oratória irretocável e mãos eloqüentes. Mas o bichinho simplesmente me desviou a atenção. Não que eu tenha ficado contemplando sua solidão, que no fundo também era um pouco a minha, mas principalmente saltou-me aos olhos seu desespero ao querer sair da sala rumo pela janela. Estava a janela fechada, e ficou o bicho esbarrando no vidro, várias e várias vezes. Buscava uma fresta, mas ela não existia. Batia cada vez com mais força e tentava subir para procurar outra escapatória, no que chegava ao ar-condicionado com um fluxo congelante que o jogava para longe, escorregando tridimensionalmente em movimento caótico.&lt;br /&gt;O inseto não desistia e tentava repetir o movimento, como se esperasse que em algum momento o ar condicionado simplesmente parasse, a janela simplesmente abrisse e ele pudesse conquistar sua liberdade assim facilmente. Afinal, a liberdade de um inseto não é direito fundamental. E quem vai garanti-la?&lt;br /&gt;Somente uma boa alma poderia livrá-lo de tanto sofrimento, embora com algum custo: levantar-se para abrir a janela desviaria a atenção dos vários alunos compenetradíssimos, quase que enfeitiçados, pela aula maravilhosa. O professor também poderia ficar chateado, se seu espírito não compreendesse a metáfora existente em dar liberdade ao bicho preso. Na verdade, seria mais que metafórico: seria metonímico!&lt;br /&gt;Mas simplesmente não aconteceu. O professor falou nas formas de avaliação e cobrança - uma prova e um trabalho&amp;nbsp; (talvez possa ser em grupo!) - e lá se foi toda a atenção no bicho, que simplesmente tornou-se invisível aos olhos ofuscados pelo vamos-ver de um futuro não tão distante.&lt;br /&gt;Não que o bicho seja menos importante, né...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2231008862004869654?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2231008862004869654&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2231008862004869654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2231008862004869654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/04/o-mosquito-que-bate-contra-janela.html' title='O INSETO QUE BATE CONTRA A JANELA'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4053385440181175632</id><published>2009-03-09T02:30:00.008-03:00</published><updated>2011-02-18T16:56:04.731-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>CÂMERAS NO ELEVADOR.</title><content type='html'>Não mais serei o mesmo diante do espelho: não farei caretas com língua para fora, olhos envesgados ou cara retorcida. Não espremerei espinhas, não farei pose para me sentir bonito, não expirarei ar quente perto do vidro para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;embaçá&lt;/span&gt;-lo e depois escrever ou desenhar alguma coisa com o dedo. Não ensaiarei mais discurso, e nisso se vai minha oratória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais apertarei todos os botões para ficar ali só mais um pouquinho, curtindo o momento de transgressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais pularei com os amigos e nem balançarei os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;quadris&lt;/span&gt; para que o elevador trema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais colocarei a mão entre as aberturas da porta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pantográfica&lt;/span&gt;, como se brincasse com a sorte diante do aviso em contrário "mantenha-se afastado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais apagarei as luzes sorrateiramente, para fingir-me num filme de terror ou para assustar minha mãe. Nem apertarei o botão de emergência para simular que o elevador parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais beijarei no elevador, aproveitando a privacidade e curtindo a adrenalina de o elevador poder parar e sermos surpreendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais me debulharei como um maníaco sobre a tal lei municipal de 1996 e as não sei lá quantas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;UFIRs&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cominadas&lt;/span&gt; aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;infratores&lt;/span&gt;, o que talvez tenha sido meu primeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;contato&lt;/span&gt; com algum texto legal, daí alguma obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais começarei a me despir antes de chegar em casa, quando o calor for muito, quando o desconforto da roupa for demais ou quando for preciso agilizar o processo para satisfazer o quanto antes imperativos fisiológicos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;invencíveis&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais encostarei a cabeça na parede do elevador olhando para baixo nos dias tristes, ou olhando para cima nos dias cansados, nos quais o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;trajeto&lt;/span&gt; do térreo até o nono andar é um precioso momento de descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais viverei genuinamente a solidão do elevador, nem sua introspecção típica ao olhar para o nada daquelas paredes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cubiculares&lt;/span&gt;, porque o nada estará me fazendo companhia e se fazendo perceber, apesar de ser nada. É que nessas horas o nada se faz tudo, e me olha,  e me observa, e me constrange.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentarei encará-lo. E, quando olhar para o nada materializado em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;câmera&lt;/span&gt;, verei ainda meu próprio reflexo, como uma tácita chamada de consciência: "se toca!!!".&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;E depois disso tudo ainda querem que eu sorria...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img border="0" height="15" src="http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/SbSsc9FPtlI/AAAAAAAABpo/n0a3tAMaA_w/s400/smiley.gif" width="15" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4053385440181175632?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4053385440181175632&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4053385440181175632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4053385440181175632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/03/cameras-no-elevador.html' title='CÂMERAS NO ELEVADOR.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/SbSsc9FPtlI/AAAAAAAABpo/n0a3tAMaA_w/s72-c/smiley.gif' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5869898161803341469</id><published>2009-02-07T03:57:00.007-02:00</published><updated>2011-02-18T16:43:18.776-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><title type='text'>SAIREI PARA A BOATE E ENCONTRAREI O AMOR DA MINHA VIDA.</title><content type='html'>(ou "elucubrações esperançosas")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sairei para a boate e encontrarei o amor da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrarei na fila e lá mesmo ela me olhará, assim meio desconcertada, como se tivesse sido surpreendida por algo, e como se quisesse dizer alguma coisa diante de grata surpresa, mas não tivesse muita coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olharei pra ela, meio de rabo de olho, meio com vergonha, como se também quisesse dizer alguma coisa, mas também não tivesse lá muita coragem. E assim, sem palavras, a gente dirá muita coisa ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraremos e ela me olhará do alto da escada. Retribuirei o olhar, fazendo-a constrangida. Sem jeito, ela andará para algum lugar. Subirei a escada como se estivesse procurando alguma coisa, quando na verdade estarei procurando alguém. Entrarei na sala e irei até a janela fingir estar pegando um ar para ver se ela aparece. Se eu fumasse, acenderia um cigarro para conter a ansiedade. Não é o caso. Mas mesmo depois de alguma espera, ela não virá ao meu encontro. E, já cansado, eu sairei da sala e irei ao banheiro. Quando pegar na maçaneta do banheiro, ela se abrirá mais forte em minha direção e de lá sairá uma mulher, a mulher. Não porque eu estava indo no banheiro de mulheres ou ela na verdade fosse um homem, mas porque alguma coisa de engraçado deve haver para a gente se cruzar fisicamente, depois que nossos olhares já o fizerem como tácita função fática. Não poderá ser simplesmente eu chegar nela no sofá e dizer: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oi, qual seu nome, quer tc?&lt;/span&gt; Simplesmente não funcionará. O encontro com o amor da sua vida tem que ser algo meio bizarro, esdrúxulo e quase irônico: ela entrou no banheiro dos homens sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente se cruzar nessa cena louca, riremos um da cara do outro, pois ninguém terá entendido direito o que se passou. Ela olhará a plaquinha na porta e verá que se confundiu. Gargalharemos juntos e nessa hora minha vontade de ir ao banheiro passará, convencendo-me de que a fisiologia às vezes não mais é que mero pretexto para os chamados da psiquê. Psi... o que mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando contornar seu constrangimento duplo, pelo banheiro e por ser logo eu quem abriu a porta, serei caloroso em minhas palavras e puxarei uma conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conversaremos longamente: descobriremos que ela, como eu, faz Direito, que estudamos em escolas próximas, que moramos não muito longe um do outro, que ela também gosta de jogar tênis, que ela também é muito fã de cinema nacional, que ela adora ir à boate às 5as feiras e que ela adoraria fazer uma tatuagem na nuca. Ai, eu não gosto de tatuagens, mas tudo bem. E depois de saber tudo, ou quase tudo, não teremos coragem de perguntar o nome um do outro. Será como se já o soubéssemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, depois de algum bla bla bla, sentaremos ao sofá vendo as pessoas jogando um fliperama nojento e, num misto de tédio e oportunidade, iremos nos entreolhar procurando respostas para um silêncio eloqüente que formulou a pergunta: e aí? E aí nos beijaremos tempo bastante para percebermos que foi certa a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversaremos mais, mais e mais. Pegarei seu telefone e ligarei no dia seguinte. Ficaremos mais e mais vezes e em breve nos descobriremos apaixonados. Iremos a vários shows legais, e outros nem tanto. Pediremos um ao outro em namoro. Trocaremos uma aliança de compromisso. Compraremos um apartamento juntos e para lá nos mudaremos. Daremos uma festa de casamento muito bonita.  Trocaremos alianças de verdade bebendo champanhe. Viajaremos em lua-de-mel pela Europa, na primavera. Tomaremos chocolate quente conversando sobre o quanto a natureza é bela. Olharemos um para a cara do outro como dois bobos. Se estivermos sérios, riremos. Se já estivermos rindo, riremos de novo por já estarmos rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos filhos lindos e por eles, para eles e com eles. teremos trabalho. E também teremos cumplicidade. Teremos brigas, só para que de vez em quando sintamos a medida da realidade e lembremos que ainda seremos um casal. E teremos reconciliação, para nos convencermos de que somos mais fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envelheceremos juntos e cataremos os primeiros fios de prata na cabeça um do outro, quando o primeiro se sobressair na alvura do travesseiro e despertar-nos da quimera chamada juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já na tenra idade, tomaremos chá e veremos televisão. Viajaremos para uma casa de campo e ficaremos lendo amenidades enquanto chove lá fora, tornando o dia cinza. Prepararemos juntos o jantar e dormiremos sob o cobertor, abraçados, ainda que a noite esteja quente, porque bastará ligar o ar condicionado como escusa para estarmos mais próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no dia seguinte, eu acordarei primeiro e ficarei contemplando sua beleza e acariciando sua nuca macia, de pele lisa e intocada: terei conseguido dissuadi-la de fazer a tatuagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na hora de morrer, fato que inexoravelmente virá, verei que ela foi o amor de cada um dos dias, do primeiro em que a conheci até o último em que com ela estive. E então, somente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a posteriori&lt;/span&gt;, como de fato parece ser o conceito de "amor da sua vida", descobrirei que foi ela o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só lhe falta um nome, ainda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5869898161803341469?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5869898161803341469&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5869898161803341469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5869898161803341469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2009/02/elucubracoes-esperancosas-vulgo.html' title='SAIREI PARA A BOATE E ENCONTRAREI O AMOR DA MINHA VIDA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2406541962547067352</id><published>2009-01-24T02:01:00.004-02:00</published><updated>2011-02-18T16:43:49.101-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>meia molhada</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pegando carona nos &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/10/desprazeres-amlie.html"&gt;desprazeres amélie&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, que meu amigo nagreb relatou em seu blog.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não inventarem uma meia impermeável, será a meia molhada uma das maiores fobias dos que não conseguem dormir sem esse precioso acessório que acalenta pés friorentos (não confundir com pé-frio) nas noites de frio ou de ar-condicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mortal o desprazer de se ir ao banheiro no meio da noite, esquecer de calçar os chinelos, e, sem querer, pisar no molhado de quem abriu a torneira com muita força, lavou o rosto de forma descuidada ou saiu do banho achando que iria lavar o chão. Ao primeiro toque, a água vai entrando na meia de leve, conquistando-a e escurecendo-a em sua alvura. A meia vai se contraindo e esfriando a pontinha dos dedos do pé, que enlouquecem de tanto incômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, que a essa altura já deve estar ligeiramente cheio de sono, olha para o seu pé e vê aquela mancha do solvente universal de peso molecular 18atm. O que você faz?&lt;br /&gt;Tira a meia? Coloca outra seca? Espera o molhada secar e enquanto isso vai fazer um lanche? Pega o secador? Põe atrás da geladeira? Vai dormir assim mesmo, afinal, que frescura !?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você está viajando, onde não tem outra meia, não tem secador, não tem geladeira, não tem absolutamente nada? Frescura ainda tem. Sempre tem. Mas ela não resolve o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A janela mais próxima está aberta. E nesses momentos, ela parece ser a serventia da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ih, nada disso. É so enrolar os pés num lençol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2406541962547067352?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2406541962547067352&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2406541962547067352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2406541962547067352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/12/meia-molhada.html' title='meia molhada'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2820334253269670113</id><published>2009-01-14T02:03:00.005-02:00</published><updated>2011-02-18T16:55:50.360-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>RAPIDINHAS DE FIM DE ANO (atrasadas)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;SHOPPING NO NATAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estão extremamente insuportáveis. A começar pela dificuldade de estacionar, de circular, de pagar o estacionamento e tudo o mais. O que mais irrita, porém, é o exército de vendedores nas lojas, que ficam na porta secando você para entrar, com uma simpatia tão excessiva que até os mais carentes desconfiam. Na Taco, por exemplo, desisti de entrar na loja com "medo" de ser atacado por um dos mil atendentes que se enfileiram como em linha de tiro na entrada da loja para atender o cliente. O pior é quando eu não estou procurando nada na loja e entrei só para ver o que tem de novo. É tão frustrante para o vendedor: ele, ali, esperando sua vez no rodízio de receber o cliente para ao fim receber talvez uma comissão e eu, também ali, praticando o famoso "só olhando". Melhor não passar da vitrine.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E QUEM NÃO PASSA O NATAL COM A FAMÍLIA?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Creio que deve ser das horas mais penosas para a vida de um trabalhador ter que estar em atividade na noite do dia 24 de dezembro. Tudo bem que pode haver uma compensação financeira que valha a pena o sacrifício, ou simplesmente é o plantão dele, mas... como fica? Os garçons, que têm que ficar servindo festas alheias, os porteiros, cuidando da portaria, os policiais, preparados para na noite natalina atirarem a qualquer hora, os médicos, lidando com a vida e com a morte na data de celebração máxima da primeira,... Fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E A CHATICE DOS RITUAIS...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não me convencem mais os mil rituais e superstições de ano novo. Na verdade, nunca me convenceram direito, mas lá vai que alguma coisa eu fazia com medo dos sete anos de azar.&amp;nbsp; Pular ondinha, levar flores, entrar com o pé direito, comer uvas e por aí vai. Esse ano passei a virada normalmente: virou 2009 numa contagem regressiva vários uníssonos e eu gritei como se me aliviasse de ter acabado a tal contagem. Bastou-me, e foi bom estar sem nenhuma preocupação em pisar primeiro com um dos pés ou em entrar no mar assim ou assado. Tudo isso é muita perda de foco. Ah sim... e passei de verde, porque não tinha camisa laranja para vestir na virada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2820334253269670113?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2820334253269670113&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2820334253269670113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2820334253269670113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/12/rapidinhas-de-fim-de-ano.html' title='RAPIDINHAS DE FIM DE ANO (atrasadas)'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5217488893304673601</id><published>2008-12-31T15:18:00.005-02:00</published><updated>2008-12-31T15:22:29.497-02:00</updated><title type='text'>a moda engajada do próximo reveillon (2ª tiragem)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/SVup965AoCI/AAAAAAAAAQA/rTk7gnvGzNU/s1600-h/cutoutlixeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/SVup965AoCI/AAAAAAAAAQA/rTk7gnvGzNU/s400/cutoutlixeira.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286005468894896162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;republicando,  no momento adequado (o texto é de 22 de fevereiro do ano que hoje termina)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;lançarei moda:&lt;br /&gt;ano que vem, passem o ano novo de laranja.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem desfaz o que fazem no ano novo.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem cata as garrafas caídas e as garrafas arremessadas.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem limpa os caroços das uvas e os bagaços de um ano velho.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem recolhe todos os cigarros e as cervejas da ebriedade alheia.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem não estoura o champanha, mas cata a rolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ano que vem, passem o ano novo de laranja.&lt;br /&gt;pode não ser a cor da paz, mas é a cor da limpeza, mais do que o branco.&lt;br /&gt;e sem superstições.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5217488893304673601?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5217488893304673601&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5217488893304673601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5217488893304673601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/12/moda-engajada-do-prximo-reveillon-2.html' title='a moda engajada do próximo reveillon (2ª tiragem)'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/SVup965AoCI/AAAAAAAAAQA/rTk7gnvGzNU/s72-c/cutoutlixeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5577245827780985893</id><published>2008-12-23T03:13:00.011-02:00</published><updated>2011-02-18T16:43:37.058-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>eu, a chave, a velhinha, o medo e, quase, a generosidade.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Aconteceu há mais de seis meses, mas só hoje resolvi contar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estava caminhando na capital francesa como aqueles turistas que não querem nada. O dia estava um pouco nublado e eu já estava voltando para o hotel depois de bater pernas por muitas horas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entrei numa transversal de uma importante avenida e rumava em direção a uma das estações de metrô. Várias pessoas passeavam também, inclusive um casal de turistas brasileiros que não sei lá como me reconheceu enquanto conterrâneo e pediu em português para eu bater uma foto deles diante de uma casa que nada tinha de demais. Bati a foto e segui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dei alguns passos a frente e uma velhinha me abordou. Uma velhinha lá nos seus 70 anos, que falava um francês meio estranho, muito apressado, atropelando palavra. Parecia não ser francesa. Não estava muito bem vestida, tinha alguns dentes pretos, o nariz estranho, o cabelo mal-cuidado, algumas rugas e trajava um vestido preto nada elegante. Muitas rugas e a expressão desesperada. E por mais assustadora, até repugnante, que possa parecer essa velhinha, ainda era uma velhinha daquelas que inspira uma atenção especial. Não sei direito porque, mas tenho uma adoração especial por pessoas idosas, sendo os seres com os quais eu mais me sensibilizo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fato é que a velhinha estava com umas chaves na mão e em seu linguajar meio ininteligível, ou no mal-entendimento de meu parco francês, me disse que a chave ou a fechadura estava com problemas e me pediu ajuda para abrir a porta de onde morava. Não compreendi exatamente do que se tratava. Concordei com a cabeça e fui seguindo a mulher.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entramos no quarteirão, pois seu prédio era daqueles cuja portaria não fica na rua, mas no interior do quarteirão, como alguns prédios do centro do Rio. O lugar estava vazio e não falamos nada até chegarmos ao portão principal. Já fui meio receoso sobre o que se seguiria, mas não quis pensar muito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chegando ao portão, pedi a chave para tentar abri-lo. Ela olhou educadamente e disse que a fechadura da portaria estava abrindo, mas que era para eu subir e tentar abrir a do apartamento dela. Pegou a chave e abriu o portão da portaria, dando um passo a frente e sinalizou para que eu também entrasse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não entrei. Travei no capacho e fiquei olhando para a cara dela, sem saber o que falar. Não iria subir aquele prédio vazio, num lugar em que eu não conhecia, com uma senhora que não havia me passado a melhor das impressões e estando eu sozinho na cidade . Fiquei com medo de que tudo aquilo fosse um golpe e ali minha viagem fosse para o beleléu. Imagina...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Falei a ela que não poderia subir, mas não quis explicar. Ela ficou desolada e perguntou o porquê de minha recusa, esboçando uma cara ainda mais desesperada. Comecei a suar frio tamanho era o conflito na minha cabeça: e se eu estivesse tratando como suspeita ou farsária uma velhinha necessitada e tão motivadora de compaixão? Ia deixá-la ali na rua implorando pela ajuda alheia para que ela conseguisse entrar em casa?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela me sensibilizou, mas meu lado racional e &lt;em&gt;cunamãocional&lt;/em&gt; falaram mais alto. A história da chave não era lá muito plausível e o pedido de ajuda logo a mim, que não tenho cara nem know-how de chaveiro, não era muito razoável. E ainda lembrei de minha mãe, na minha distante infância, dizendo para eu não dar papo a estranhos. Por fim, preferi achar que era tudo um golpe e que o risco não compensaria a generosidade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Reiterei meu não e virei as costas dizendo a frase mais mãos-vazias da língua dos biquinhos e mil acentos: &lt;em&gt;"desolé&lt;/em&gt;". Andei de volta para a rua. A velhinha ficou implorando para eu voltar, pedindo ajuda. Eu relutava em não olhar para trás, pois sabia que sua carinha enternecedora poderia me fazer voltar atrás na decisão de ignorar. Ela continuou a falar e eu seguia com o passo, embargado, tanto quanto sua voz, que ia sumindo como se ela tivesse resignado e fosse sentar e chorar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se sua voz sumiu em meus ouvidos, ainda continuou por um tempo a ecoar em minha cabeça. Até hoje, não sei direito se acertei ou errei em minha precaução ou em meu preconceito. Não quis pagar para ver, mas também esqueci que a dúvida impõe um preço um tanto salgado, parcelável em tantas vezes quanto for lembrada história. Compartilho a fatura.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5577245827780985893?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5577245827780985893&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5577245827780985893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5577245827780985893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/12/eu-chave-velhinha-o-medo-e-quase.html' title='eu, a chave, a velhinha, o medo e, quase, a generosidade.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6568999202230335714</id><published>2008-12-21T20:48:00.006-02:00</published><updated>2011-02-18T16:55:11.231-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>VOLTEI.</title><content type='html'>Há quase dois meses não publico, à exceção de uma passagem justificando a ausência de um mês, que melhor e de forma mais bela se explica pela seguinte passagem, do texto que me consumiu as últimas duas semanas e que definitivamente não se encaixa no propósito desse blog (ou pelo menos se insere no que eu não quero para o blog) e portanto não será publicado (&lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2010/08/ventura-de-novembro.html"&gt;publicado &lt;/a&gt;em agosto de 2010):&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"... tudo indicava o caminho de uma crescente entorpecedora, capaz de distrair, capaz de, por conta da dedicação exclusiva, fulminar o olhar atento de quem cria, como se a função poética tivesse sido emprestada a mais nobre serventia e em seu lugar entrasse, como mero tapa-buraco, a infrutífera e egoísta função metalinguística."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Entenda o tudo como o que hoje é nada.&lt;br /&gt;Mas não importa: estou de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6568999202230335714?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6568999202230335714&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6568999202230335714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6568999202230335714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/12/voltei.html' title='VOLTEI.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-8803380206217582498</id><published>2008-11-24T20:06:00.004-02:00</published><updated>2011-02-18T16:55:34.306-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>e então...</title><content type='html'>Não escrevo há quase um mês. Mesmo. Nem tentei escrever alguma coisa. Nada.&lt;br /&gt;Blog e distração não combinam. Passo pela rua tão avoado que o metrô e as pessoas, o "onde" e o "o quê" das minhas inspirações, nada têm para mim de novo.&lt;br /&gt;Tudo me é tão contingente, e eu, pudera, sou tão normal a mim mesmo que mal me percebo.&lt;br /&gt;O blog tão vazio e eu tão carregado (ou tão leve). Carregado do indizível, ou talvez do impublicável. Longe do racionalizado. Cheio do intuível, do quase secreto e do preservado.&lt;br /&gt;Distraído, quiçá blindado. E dentro de um cubo de espelhos, nada me resta no segundo. Então eu apelo à metalinguagem.&lt;br /&gt;Logo voltarei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-8803380206217582498?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=8803380206217582498&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8803380206217582498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8803380206217582498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/11/e-ento.html' title='e então...'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6910281677659999818</id><published>2008-10-28T23:55:00.006-02:00</published><updated>2010-06-28T00:57:22.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>O CÚMULO DA CARA DE PAU.</title><content type='html'>Já era tarde e eu estava no metrô voltando da faculdade para casa. O vagão estava um tanto cheio, mas havia ainda dois lugares disponíveis. Um deles era ao meu lado e o outro era à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou um cidadão no trem e se dirigiu ao lugar à minha frente. Acontece que esse lugar estava "ocupado" por um caderno do Iron Maiden de uma pessoa que ao lado ouvia música. Educadamente, o senhor que entrara apontou para o caderno, sinalizando que queria se sentar ali. O dono do caderno, meio contrariado, apontou para o outro lugar vago, sem tirar o fone de ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cidadão que queria se sentar apontou mais uma vez sacudindo a mão, já um pouco impaciente. O dono do caderno resolveu falar, com cara de "deixa de ser chato" : &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- senta ali, cara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem desejoso do assento, já estarrecido com a situação, aproximou sua cabeça à do dono do caderno e, em tom amaeaçador, falou algo como: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- quero sentar aqui, meu camarada, entendeu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que os dois fossem acabar nas vias de fato, mas o rapaz do caderno ficou intimidado e, com cara de de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"whatever... i'm a bitch"&lt;/span&gt;, pôs o caderno no seu colo para dar o lugar. O cidadão que queria se sentar finalmente se sentou. Como ele era meio largo (e lá poderia eu falar de um "mundo e os gordinhos 2") e não cabia direito no banco, acabou ficando encostadinho ao ser cínico a que há pouco se opusera. O clima ficou tenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estação seguinte, desceram várias pessoas e o moço que antes queria se sentar acabou indo para outro lugar no vagão. Imediatamente, o caderno voltou ao seu lugar especial, como se ali fosse um trono, um camarote especial, uma área VIP ou coisa que o valha para aquele amontado de papel com o quase-amedrontador Eddie na capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, entraram mais pessoas no vagão. Duas senhoras resolveram se sentar e, para uma delas, só sobrou o lugar que então acomodava novamente o caderno. Pensei que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;via crucis&lt;/span&gt; mais ridícula de minha vida "disputar um lugar com um caderno" fosse ali recomeçar. A senhora com várias sacolas olhou para o homem e apontou para o caderno. O dono do caderno dessa vez olhou para ela, resmungou qualquer coisa e pôs o caderno de volta no colo. Estava com cara de decepcionado, desolado e decepcionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que preguiça tola, porca e nojenta é essa de não querer ficar com o caderno no colo, na mochila, na cabeça ou no... ah, deixa pra lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6910281677659999818?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6910281677659999818&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6910281677659999818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6910281677659999818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/10/o-cmulo-da-cara-de-pau.html' title='O CÚMULO DA CARA DE PAU.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4770463685957182473</id><published>2008-10-23T16:13:00.002-02:00</published><updated>2008-11-28T16:49:09.371-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>A ÚLTIMA SEGUNDA DA QUINTA.</title><content type='html'>Na segunda, ela foi a quinta no ano.&lt;br /&gt;Não era um pássaro, não era na construção.&lt;br /&gt;Nem na Construção de Chico.&lt;br /&gt;Não era de mentira, nem era abstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda, ela subiu do térreo. Até o quinto?&lt;br /&gt;Desceu. Mas não foi até o quinto dos infernos.&lt;br /&gt;Que a Quinta lá fosse próxima...&lt;br /&gt;Mas ela pousou sobre um jardim qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda, em um segundo, a notícia se espalhou.&lt;br /&gt;E logo os terceiros vieram ver o que acontera.&lt;br /&gt;E assim ela foi a primeira às atenções,&lt;br /&gt;o que nem pôde perceber, pois já passara das últimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda, todos foram às rampas e passarelas.&lt;br /&gt;Viram o manto branco que sobre ela se fez sudário.&lt;br /&gt;Viveram o baixo astral que sepultou o frenesi universitário.&lt;br /&gt;Ouviram mil coisas a respeito, supuseram outras mil tão sem respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela segunda, os sinos não badalaram.&lt;br /&gt;Mais alto gritaram as sirenes.&lt;br /&gt;E mais forte giraram suas luzes,&lt;br /&gt;em vermelho hemorrágico e aterrorizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda, uma cama dormiu vazia,&lt;br /&gt;pois alguém escolheu dormir para sempre,&lt;br /&gt;e escorregou, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;escorregou?&lt;/span&gt;, para a vida eterna.&lt;br /&gt;Deslizando suave para não se sabe lá onde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sua última segunda.&lt;br /&gt;Venceu a barreira que separa o aqui do acolá,&lt;br /&gt;mas isolou-se pelo cordão de isolamento amarelo e preto,&lt;br /&gt;que só os olhos ousaram atravessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém queria acreditar que, quando a tarde estava para cair, alguém preferiu se jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém queria acreditar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4770463685957182473?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4770463685957182473&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4770463685957182473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4770463685957182473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/10/ltima-segunda-da-quinta.html' title='A ÚLTIMA SEGUNDA DA QUINTA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2363146042624634437</id><published>2008-10-16T01:13:00.003-03:00</published><updated>2011-02-18T16:58:31.219-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>fossa dominical</title><content type='html'>domingo é um dia perigoso.&lt;br /&gt;não é à toa que no calendário ele vem marcado em vermelho.&lt;br /&gt;é quase como se a folhinha dissesse: perigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domingo é aquele dia que você acorda tarde e cansado.&lt;br /&gt;é o dia para pagar a conta do sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no domingo, você já acorda para o almoço.&lt;br /&gt;se fizer sol, pode até rolar uma praia.&lt;br /&gt;mas se fizer chuva... é aquela preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ficar em casa no domingo é realmente complicado.&lt;br /&gt;talvez seja gostoso pegar um livro e observar a chuva caindo em preto-e-branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;computador e domingo são mistura letal: não só o domingo é perigoso.&lt;br /&gt;MSN, orkut, joguinhos quaisquer... ultra-tedioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;televisão e domingo parecem tanto combinar...&lt;br /&gt;faustão, gugu, sílvio santos, fantástico....&lt;br /&gt;e agora nem tem mais o topa tudo por dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domingo para muitos é o dia do futebol.&lt;br /&gt;de se preparar para zoar ou ser zoado pela semana em razão do seu time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domingo é o dia daquela fina melancolia que pode se avolumar em depressão.&lt;br /&gt;e domingo é a véspera da segunda, que já fica decretada desde a hora em que termina o fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domingo é o dia do descanso. domingo dormindo.&lt;br /&gt;mas domingo também é o dia certo da insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domingo é o dia de ir a missa.&lt;br /&gt;a quem se importar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domingo é o dia que começa tarde e acaba cedo.&lt;br /&gt;é de forma alguma dia útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domingo é a fossa. quase séptica.&lt;br /&gt;você fica pra baixo e se encontra na merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os domingos deveriam estar mais bem sinalizados.&lt;br /&gt;estar em vermelho não basta. precisam estar em baixo-relevo.&lt;br /&gt;e quase furando o papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2363146042624634437?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2363146042624634437&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2363146042624634437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2363146042624634437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/09/fossa-dominical.html' title='fossa dominical'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3440130498426332690</id><published>2008-10-11T11:22:00.003-03:00</published><updated>2008-10-16T22:36:42.952-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>maindaguép</title><content type='html'>O metrô perdeu muito de sua graça desde que eu comecei a usá-lo todo dia para voltar para casa da faculdade. O que antes para mim era um lugar para os achados caricatos e quase-literários que muitas vezes já trouxe aqui, atualmente são os quarenta ou mais minutos de suplício diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes eu era capaz de me negar a pegar um livro, o MP3 ou o celular para jogar o tétrico Tetris, apenas para ficar observando as coisas que aconteciam no metrô, hoje não tem mais como. Entro no vagão e já penso no que eu usarei para me distrair. Se consigo sentar, leio alguma coisa. Se tenho o MP3, vou ouvir música. Mas se nada me restou além do celular, eu vou direto para o Tetris. Tenho quebrado o meu recorde a cada dia. Tetris vicia e dá insônia: na hora de dormir, até imagino os bloquinhos encaixando. É enlouquecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao metrô, essa semana ele me surpreendeu. Já estava eu absorto em meus tediosos pensamentos e passa-tempos, quando a tão fastidiosa gravação "Próxima estação: Estácio, Next Stop: Estácio Station" foi seguida por um MIND THE GAP, cuja mensagem corresponde ao tradicional &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"observe atentamente o espaço entre o trem e a plataforma"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cabeça deu uma volta ao mundo. Consegui ser transportado ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tube &lt;/span&gt;londrino, com seus vagões apertadinhos, seu cheiro não muito agradável e o sotaque irritante do "PLEASE MIND THE GAP BETWEEN THE TRAIN AND THE STATION." E para falar dos souvenires mil que se vendem pela cidade com o tão falado MIND THE GAP? Tinha até uns trazendo piadinha sexual com esses dizeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MIND THE GAP em sotaque tupiniquim é no mínimo estranho. É falado super rápido e quem não entende inglês vai achar que é um erro de gravação, um barulho do metrô, ou qualquer coisa que o valha. Quem entende inglês e sabe do que se trata, vai viajar internacionalmente na maionese. Em pleno Metrô do Rio, que não mais atende confortavelmente a sua demanda, que cresce a passos de tartaruga numa cidade hipertrofiada, que em certas horas vira a mais nojenta e popularmente agressiva lata de sardinha, o cidadão será remetido ao bom transporte público das metrópoles desenvolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem, vou poupar minha acidez.... não é só no metrô londrino que há vãos entre os trens e a plataforma. E tombo é tombo, em qualquer lugar do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3440130498426332690?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3440130498426332690&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3440130498426332690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3440130498426332690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/10/maindagp.html' title='maindaguép'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3028901944240050567</id><published>2008-10-08T23:25:00.006-03:00</published><updated>2011-02-18T16:58:05.353-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>o antes.</title><content type='html'>ele estava decidido que ia pegar o telefone e ligar.&lt;br /&gt;já conseguira o número com uma amiga.&lt;br /&gt;já conseguira coragem com um amigo.&lt;br /&gt;e já conseguira conseguir consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tanto lera o número no papel&lt;br /&gt;que já o sabia de cabeça.&lt;br /&gt;e já quase estava com dor de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ia ligar, mas não sabia o que falar.&lt;br /&gt;convidá-la para ir ao cinema...&lt;br /&gt;ver o último filme do woody allen?&lt;br /&gt;quem sabe o teatro?&lt;br /&gt;até estava com a filipeta de desconto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;podia chamá-la para ir a praia...&lt;br /&gt;mas e se ela estivesse numa "má fase"?&lt;br /&gt;então pensou num flash...&lt;br /&gt;e se ela estiver de TPM?&lt;br /&gt;receberá um fora de uma fera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domado pela própria dúvida,&lt;br /&gt;resolveu apostar na própria intuição.&lt;br /&gt;as palavras na hora viriam&lt;br /&gt;e tudo seria lindo, como acontecem nos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele estava mesmo decidido que ia pegar o telefone e ligar.&lt;br /&gt;e se o telefone dela estivesse desligado?&lt;br /&gt;e se o número fosse errado e desse engano?&lt;br /&gt;toda aquela angústia para nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pensou e pensou.&lt;br /&gt;ligou a TV para dar uma relaxada, mas a coisa estava difícil.&lt;br /&gt;foi à geladeira beliscar qualquer coisa.&lt;br /&gt;brincou com a cachorrinha que queria qualquer atenção...&lt;br /&gt;ela tão esperta que já até sentia uma pontinha de ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, pegou o telefone na mão.&lt;br /&gt;discou o número, algarismo por algarismo.&lt;br /&gt;dois. cinco. três. quatro. quatro. três. três....&lt;br /&gt;ai caramba, o último número era um quatro ou um nove?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fez unidunitê... deu nove.&lt;br /&gt;apertou o botão que faltava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ligou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3028901944240050567?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3028901944240050567&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3028901944240050567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3028901944240050567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/10/o-antes.html' title='o antes.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-410117359629352796</id><published>2008-09-24T22:10:00.002-03:00</published><updated>2008-09-26T19:29:00.084-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>"brincadeira de criança... como é bom..."</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PASSA SE NÃO FEDE, SE PASSAR FEDEU.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estava esses dias visitando o colégio por onde passei onze felizes anos de minha vida e de onde tenho muitas das minhas melhores recordações. Passando pela escada, me lembrei de uma brincadeira das várias que aconteciam quando eu era criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que subíamos a escada lá pela segunda série primária, algum engraçadinho dava um tapinha no outro e falava "Passa se não fede, se passar fedeu". Era uma vergonha imensa você ser pego por essa brincadeira, porque ficavam contando regressivamente para você passar a tal "coisa" para alguém, ou federia. Que "coisa" era essa que se passava eu até hoje não sei, mas a brincadeira se alastrava como um vírus da gripe aspergido num elevador lotado.&lt;br /&gt;Desenvolviam-se formas de não poder receber, uma delas era o cadeado. Você fechava os polegares com indicadores e ficava assim como se dissesse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ha, não serei eu!"&lt;/span&gt; Mas tinha que ficar sinalizando o tempo todo, e era um saco ficar com a mão em posição de cadeado, então alguns engraçadinhos inventaram a idéia de engolir o "cadeado". A questão é que a pessoa engolia o cadeado e isso não ficava visível, logo todos fingiam que tinham engolido o cadeado quando alguém tentava "passar". Outra coisa que usavam era o "espelhinho", isto é, a mão virada em sinal para parar, como forma de devolver o que era passado.&lt;br /&gt;A escada inteira ficava atenta para a brincadeira, pois ninguém queria "feder". Epidêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PIQUE-QUALQUER COISA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Haja pique para tanta brincadeira. Lembro que era de lei sair da aula da tarde e ir para o pátio brincar de pique esconde ou polícia-e-ladrão. Tenho excelentes recordações desse tempo, exceto pela minha baixa habilidade em correr. Nunca foi meu forte, mesmo. Mas sempre fui bom estrategista, por isso odiava pique-pega. Não havia brincadeira mais idiota do que pique-pega, afinal, em que momento eu pensava ali?&lt;br /&gt;Veio-me à cabeça agora o momento de tirar os times ou dividir as equipes. Havia vários métodos. Um deles era o par ou ímpar para saber quem seriam os cabeças, e dali escolhiam-se os participantes. Outro método era fazer uma fila em que se escolhiam as pessoas, não sei direto como era, mas todo mundo tentava burlar essa fila dizendo que era "ZERINHO",  "FOLHINHA DE ABACATE, NINGUÉM ME &lt;span style="font-style: italic;"&gt;RECOMBATE&lt;/span&gt;" (temo que minha memória esteja falha) ou "FILHINHO DE DEUS". Nossa mãe, ultra-apelativos esses bordões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DESPOTISMO NO FUTEBOL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Minhas recordações do futebol infantil me remetem à porradaria, mandos e desmandos. Acho que o fato mais emblemático era o de um colega que simplesmente era o "dono da bola" no jardim de infância. Aliás, sem forçação de barra, acho que pensar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pensericar,&lt;/span&gt; sobre isso naquela época foi o primeiro e mais ultra-incipiente estalo na minha vida para o interesse pela política, pela diplomacia interna, pela organização da força, pela tal da natureza humana, se é que existe, pela formação do Estado e pela necessidade do Direito.&lt;br /&gt;O futebol dependia dele, por mais que a bola e o campinho não lhe pertencessem. Ele era simultaneamente jogador e árbitro da partida. Ele mudava de time à hora que quisesse e ainda levava os gols que marcara ao longo de toda a partida para o time em que viesse a entrar. Isso queria dizer que, ao seu belprazer, havia vitória de um ou de outro lado. Ninguém nunca se rebelou contra a situação e todos se curvavam àquela estrutura tirânica e viciada. Arrisco-me a dizer que fariam o mesmo se tivessem a chance de estar na posição de dono da bola.&lt;br /&gt;Daria uma tese de doutorado a análise daquela situação, e não raramente ela me vem à cabeça como um nanocosmo de sociedade, poder e Estado que, por ter vivido e sentido, pode me servir bem e à escala cabível como metáfora para algumas coisas que me cercam hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CHARADINHAS INGRATAS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem sempre alguém que ouve de irmão ou primo mais velho que o galo cantou para a galinha em Porciúncula e resolve trazer a novidade para a pirralhada.&lt;br /&gt;Por volta da terceira série, lembro que um colega chegou para mim e perguntou se eu preferia dar ou receber. Acho que nem eu nem ele entendíamos bem do que se tratava a brincadeira, mas havia um temor absurdo em falar algo e ser muito zoado. Não me lembro do que respondi.&lt;br /&gt;Em outra ocasião, a piadinha era a da galinha que botou na cueca três ovos e chocou um, do qual nasceu um pinto.&lt;br /&gt;Entretanto, a melhor das charadinhas infantis aconteceu no terceiro ano do ensino médio. Isso mesmo, no ano passado.  Não siga adiante, caso você não goste de piadinhas baixas. Ela consiste em perguntar para o próximo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O que toma de café-da-manhã um indivíduo com um pênis grande? Você sabe?"&lt;/span&gt; Muitos ingenuamente respondem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não sei, o quê?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E aí vem a resposta fatídica: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É foda ter pau pequeno, né..."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-410117359629352796?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=410117359629352796&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/410117359629352796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/410117359629352796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/09/brincadeira-de-criana-como-bom.html' title='&quot;brincadeira de criança... como é bom...&quot;'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-1466282572497576384</id><published>2008-09-05T19:12:00.000-03:00</published><updated>2008-09-05T19:08:29.069-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>O TAXISTA QUE NÃO DEU PAPO</title><content type='html'>Li certa vez, se não me engano foi no blog do Bruno Medina, tecladista do Los Hermanos, que papo de taxista é o último aliado daquele que escreve crônicas. Tudo bem que os tímidos ou reservados dificilmente terão a chance de perceber que uma corrida no táxi significa muito mais do que se deslocar com grande custo de um lugar para outro, mas aqueles que gostam de puxar um papo certamente sabem o quanto os taxistas tem muito a acrescentar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Vale dizer, tem até o blog de um taxista gaúcho , o &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.taxitramas.blogger.com.br/"&gt;Taxitramas&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Leitura extremamente recomendada!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialmente no Rio de Janeiro, onde a simpatia, a cordialidade e a "intimidade com estranhos" (aliás, título bem interessante do novo álbum do Frejat) são valores sempre em voga, é quase certo que alguma inserção pequena de assunto descortinará uma longa conversa. E os taxistas, como trabalhadores que passam grande parte do dia num carro celebrando a aleatoriedade da companhia, com várias pessoas "nunca antes vistas" &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(pareceu discurso do Lula) &lt;/span&gt;entrando e saindo de seus carros, sempre acabam tendo algo interessante para repassar do que ouvem ou do que vêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que entro num táxi, trato de puxar assunto, principalmente quando estou sozinho. Não entra na minha cabeça a possibilidade de ficar vinte minutos dentro do carro com alguém sem trocar uma palavra que não a informação da rua para onde estou indo. Já chego perguntando há quanto tempo a pessoa trabalha em táxi, se gosta, o que fazia antes, se já foi assaltado, que coisas engraçadas já aconteceram e etc. O taxista geralmente se sente super prestigiado, afinal, tem alguém interessado em saber o que ele tem a dizer, e talvez seja naquela hora que ele entenda porque não preferiu ser maquinista de trem ou motorista de ônibus. No táxi, não tem o aviso ingrato de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"SÓ FALE AO MOTORISTA O INDISPENSÁVEL".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi muita história interessante de taxista. Teve um que teve o carro roubado três vezes no mesmo ano, teve outro que disse que não fica com mulher com "kit" (depois ele foi explicar que "kit" é filho de outro casamento). Até história dramática já ouvi: separação com traição, demissão do emprego de anos, ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada em momento algum me chocou mais do que a história de um taxista que também era policial e contou a seguinte saga: trabalhando no táxi, foi assaltado certa vez, no que o levaram por algumas horas para um cativeiro e lhe fizeram várias ameaças , o que ele chamou de "tremendo esculacho". Obcecado pelo que lhe aconteceu, o taxista policial ficou por cerca de três meses passando diariamente no horário e no local onde tinha sido abordado, procurando pelos criminosos, até que um dia encontrou seus malfeitores. Contou o taxista: "Aí eu peguei eles e resolvi ajudar a família deles". Até eu entender o que aconteceu, minha ingenuidade já havia me custado meia hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo esse bla-bla-bla foi, na verdade, para contar a história que não houve. Numa das maiores corridas que eu já fiz, aquela que tinha em potencial um loooongo causo a ser desenvolvido, o taxista simplesmente não deu papo. Perguntou para onde eu ia com voz seca e cansada. Respondeu monossilabicamente à primeira pergunta, com uma voz de enfastiado que inibiu qualquer diálogo. Falei do tempo, e ele limitou-se a fazer uhum. Falei do Botafogo, e ele disse que não gostava de futebol. Botava um ponto final em todas as frases... é, mas diálogo se faz de reticências. Nada mais falei. Vim da Barra até a Zona Sul olhando desolado para a janela. Paguei a corrida e dei um boa noite, no que mal fui respondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é o que eu falei no início... taxista e crônica combinam enfaticamente. Veja você... até taxista que não dá papo enseja uma crônica!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-1466282572497576384?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=1466282572497576384&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1466282572497576384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1466282572497576384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/08/o-taxista-que-no-deu-papo.html' title='O TAXISTA QUE NÃO DEU PAPO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4639214038260329745</id><published>2008-08-17T19:45:00.000-03:00</published><updated>2008-08-17T19:45:19.388-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>O LIVRO EM CIMA DA ESTANTE</title><content type='html'>Coitado do livro em cima da estante.&lt;br /&gt;É projeto frustrado em lembrança lancinante.&lt;br /&gt;Sonho levado que se deixou adiar,&lt;br /&gt;quando o sonhador permitiu-se vadiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo livre que seria tempo livro,&lt;br /&gt;pois incapaz foi o papel na arte da sedução.&lt;br /&gt;Trocado sem dó por filme, sono ou canção,&lt;br /&gt;pereceu na vitrine de inquebrável vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidro figurado, mas fronteira intransponível,&lt;br /&gt;entre livro aproveitado e livro figurante.&lt;br /&gt;A missão sempre e sempre preterível,&lt;br /&gt;para a qual por fim me mostro hesitante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4639214038260329745?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4639214038260329745&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4639214038260329745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4639214038260329745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/08/o-livro-em-cima-da-estante.html' title='O LIVRO EM CIMA DA ESTANTE'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7683908007452961492</id><published>2008-08-07T15:44:00.003-03:00</published><updated>2008-08-07T16:11:54.639-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>desperta-a-dor.</title><content type='html'>Ah, desliga meu despertador,&lt;br /&gt;que hoje meu sono vai até mais tarde.&lt;br /&gt;Desliga meu despertador, segura essa palavra,&lt;br /&gt;palavra não-verbal, ferina, audaz e truculenta,&lt;br /&gt;não digas mais esse acorda com tanto alarde,&lt;br /&gt;não mais, nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliga meu despertador e acerta meu relógio,&lt;br /&gt;deixa que as horas passem e eu continue a sonhar.&lt;br /&gt;O sonho é tão lindo, maravilhoso e perfeito,&lt;br /&gt;é a ilusão tão doce de que não quero me privar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertador, tenho um aviso a te dar&lt;br /&gt;Vai-te embora, meu corta-barato,&lt;br /&gt;demora-te longe, pedra no sapato.&lt;br /&gt;Não dês em minha quimera seu nocaute sonoro,&lt;br /&gt;não faças com que toda a água me saia de cada poro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertador, teu nome é maldito.&lt;br /&gt;Despertas a dor.... mas que faniquito!&lt;br /&gt;Não te quero mais, deixa-me em paz.&lt;br /&gt;Inimigo, salafrário e algoz, vai!&lt;br /&gt;E sem demora, cala logo essa tua voz! Ai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7683908007452961492?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7683908007452961492&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7683908007452961492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7683908007452961492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/08/desperta-dor.html' title='desperta-a-dor.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3128229080683618812</id><published>2008-08-07T02:47:00.003-03:00</published><updated>2008-08-07T15:22:41.217-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>GENTILEZA GERA... DINHEIRO</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fique tranquilo(a). Não irei falar de altruísmo lucrativo, caridade com retorno ou p(h)ilantropia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro uma vez lá com meus doze anos em que via TV e apareceu a tal história de um morador de rua que escrevia em vários viadutos da cidade de forma bastante peculiar vários dizeres filosóficos sobre o mundo, dos quais o mais emblemático era GENTILEZA GERA GENTILEZA. Foi assim apelidado de Profeta Gentileza. Achei a história dele muito interessante e curiosa (a quem interessar, procure no Wikipédia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados mais de cinco anos, Gentileza se popularizou. Não que o Rio ou o mundo tenham se tornado mais gentis, ou que os cariocas tenham enfim se tocado e posto em prática a máxima que ilustra muitas das pilastras do Viaduto do Caju. Fato é que os dizeres GENTILEZA GERA GENTILEZA se tornaram aforismo profundo, atual e difundido, na paradoxal forma que é o cult de massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito, muito mais do que isso, GENTILEZA GERA GENTILEZA hoje estampa todo e qualquer produto. Já vi camiseta, chaveiro, boné, adesivos,... Esses dias comi em um restaurante em cujo jogo americano lá se vislumbravam as tais três palavras. Os garçons usavam uma munhequeira (!) com os mesmos dizeres. Como se não bastasse, há até até um outdoor imenso com a frase mágica na fachada de um dos mais vistosos hotéis da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra entender, definitivamente, porque é que pegaram uma frase tão legal, verdadeira, capaz de esbanjar uma sabedoria magnífica, expressa em tamanha simplicidade, e tranformá-la em estampa para toda e qualquer pessoa sair por aí pagando de gentil e de atinado para o bla bla bla das  virtudes do ser humano que tanto se perdem nesse tão cansativo e batido tal mundo pós-moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma tentativa de empreender subliminarmente o espírito da gentileza nas pessoas através da divulgação massiva de palavrinhas mágicas? Algo como um "beba coca-cola" espalhado por todo e qualquer canto? É uma tentativa de relembrar a cada momento a tão sábia lição que o Profeta Gentileza nos trouxe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoe-me discordar, mas a popularizão da coisa a esse nível tão desconexo e extrínseco tira dela  por completo seu enlevo. Vê-la a cada esquina, como mais um elemento de uma paisagem tão contrastante é simplesmente incluí-la nessa paisagem e fazê-la definhar,  perdendo seu potencial de causar choque e reflexão. É como aconteca a cada vez que leio na traseira de um carro "Jesus Te Ama". Fico longe de pensar nesse tal amor de que se fala, mas imagino o quão chatalhão religioso deve ser o motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar GENTILEZA GERA GENTILEZA no mais diversificado tipo de produto causa exatamente isso. Gentileza não vai gerar mais porra nenhuma, além de dinheiro. Vai ser, se já não o é, uma frase qualquer, tipo aqueles dizeres com números e palavras em língua estrangeira que constam em camisas de grandes magazines, tipo aquelas que têm todos os estilos, inclusive o seu. Imagine você se daqui a pouco inventam uma camisinha verde e amarela com o GGG escrito. Até imagino o slogan: "para fazer com delicadeza e reciprocidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diriam os indies que esse tal papo de Gentileza está virando muito mainstream. Prefiro a idéia de que a frase tão emblemática perdeu-se no oba-oba do fenômeno pop e na promiscuidade cultural que o mercado de aparências tanto demanda. E assim a coisa vai tendo sua essência transformada. Não que isso seja ruim, afinal, mutações culturais inserem-se num movimento implacável e irrefreável, necessário à própria evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tenham dó. GENTILEZA GERA GENTILEZA é lição tão preciosa no mundo que simplesmente não pode perder sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOMBAMENTO JÁ!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3128229080683618812?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3128229080683618812&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3128229080683618812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3128229080683618812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/08/gentileza-gera-dinheiro.html' title='GENTILEZA GERA... DINHEIRO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-1713152597181735148</id><published>2008-07-30T16:29:00.004-03:00</published><updated>2008-07-30T16:43:20.284-03:00</updated><title type='text'>PARÊNTESES, a quem interessar</title><content type='html'>SE MUSE VIER AO BRASIL...&lt;br /&gt;foram muitas as promessas que os milhares de fãs brasileiros fizeram para que o MUSE viesse ao Brasil. Eu particularmente prometi fazer um milheiro de Santo Expedito. Não acho que vá cumprir e talvez tenha que carregar essa dívida eternamente, se a fúria do santo não antes me fizer infortunado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve gente muito desacreditada, pessimista, que disse que iria chover se o MUSE viesse. Eu entendo tamanho pessimismo, afinal, sempre aparecia um ou outro boato de que a banda viria e nada nunca se confirmou. Para terminar, a última turnê já tinha terminado e a banda só fazia uns showzinhos por aí ultra especiais, tipo Rock In Rio Lisboa, para o qual eu cheguei a comprar ingresso mas fui vetado pelos superiores hierárquicos ... mas por que nesse tempo tão morno ela viria pra América Latina, área de público e certezas financeiras duvidosas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuando... teve gente que disse que ia chover se o MUSE viesse. Não que no Rio seja incomum chover, mas hoje o dia está muito lindo. Pouquíssimas nuvens, um azul maravilhoso, uma cara de verão. A praia está maravilhosa, a água está deliciosa, ... Tudo está belo. Não creio que vá chover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muse tocará em Brasília no sábado, a cidade em que quase não chove (haja secura na nossa capital!). Mesmo os brasilienses que apostaram que choverria se o Muse viesse, tomaram/tomarão na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, o show é daqui a pouco. E a ficha só tá começando a cair agora. Acordei hoje e não tinha me dado conta direito, estava com aquela coisa de que a noite de hoje seria algo comum, tipo ir no bar ou na Matriz. Mas as 10 da noite vão se aproximando, e começo a me tocar do que está por vir. Estou há dois meses evitando ouvir MUSE para ter na hora a sensação de ineditismo. Não quero saber do setlist de outros países. Não quero saber de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha o show. Por muito o esperei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FECHO PARÊNTESES.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-1713152597181735148?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=1713152597181735148&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1713152597181735148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1713152597181735148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/07/parnteses-quem-interessar.html' title='PARÊNTESES, a quem interessar'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6344380228598851933</id><published>2008-07-20T09:00:00.003-03:00</published><updated>2008-08-07T02:57:15.753-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><title type='text'>O que fazemos quando não somos observados?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(esse texto estava pronto e esquecido desde abril de 2007 entre os rascunhos do SWB, então vai para vocês)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser no elevador, no computador, no banheiro, no último banco do ônibus e também no meio de multidões, onde você é apenas mais um. Sozinhos ou não, quando não estamos sendo observados, permitimo-nos ter certos comportamentos no mínimo peculiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, vêm as necessidades biológicas, que, como manda o figurino, devem ser feitas em particular. Sim, todas aquelas que envolvem o sistema excretor, o digestório, o respiratório (limpar o salão) e o que mais você quiser. Mas isso, todo mundo faz, até mesmo a Gisele Bundchen, e todo mundo sabe que todo mundo faz. Qual a graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente nenhuma. Falo, na verdade, daquelas coisas que normalmente ninguém espera que você faça. Serve discurso na frente do espelho para aumentar o carisma (The Sims?), falar sozinho em outras línguas, e dançar alopradamente no meio da sala, ouvindo som em alto volume e fazendo air-guitar, air-drums, air-microphone ou air-coisa-que-o-valha,...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale gritar coisas indecifráveis, fazer aeiou para esticar as cordas vocais e esboçar caretas aleatórias, rindo de si próprio. Há quem lembre de fatos passados e ria sozinho. Há quem chore copiosamente. Alguns fingem atuar, inventam papéis e diálogos e põem-se à dramatização. Sem platéia, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também aqueles hábitos feios, como jogar lixo no chão ou cuspir o chiclete na rua. Serve deixar o cachorro fazer cocô na rua e não limpar, afinal, ninguém vai saber quem foi. Outra coisa não muito legal é fazer gestos obscenos para alguém quando essa pessoa está de costas. Só tome cuidado para não haver um espelho por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o campeão dos campeões é a cantoria de chuveiro, afinal, ninguém está vendo e ignora-se solenemente o fato de que alguém pode estar ouvindo aquilo tudo, e, pior, achando um saco. Particularmente, eu tenho feito no banho um exercício quase que diário de meta-linguagem: canto Desafinado, do Tom Jobim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6344380228598851933?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6344380228598851933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6344380228598851933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6344380228598851933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/04/o-que-fazemos-quando-no-somos.html' title='O que fazemos quando não somos observados?'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6892913564718733794</id><published>2008-07-15T18:30:00.004-03:00</published><updated>2011-02-18T17:02:57.719-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><title type='text'>19 anos</title><content type='html'>Estou prestes a completar 19 anos. É daqui a pouquinho. Dessa vez, nada mudará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus primeiros anos de vida tinham o empenho de ir aumentando o número de dedos na mão que eu levantava quando alguém me fazia a pergunta da idade. Fiz uma mão aos 5, fiz as duas aos 10. Para informar a idade, depois das mãos completas, passei a apenas falar: era ridículo ficar mostrando as mãozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das mãos completas, vieram as aspirações progressivas de adolescente. A primeira delas é a de chegar aos 12 anos. Idade de virar adolescente e de já poder entrar nos filmes com essa censuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pulos de aspirações daí em diante passariam a vir de dois em dois. Aos catorze, pude ir desacompanhado a grande parte dos shows e, claro, ver os filmes dessa censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dezesseis mais marcaram uma contagem regressiva para os dezoito do que outra coisa. Ah, claro, como esquecer? Ganhei o tão esperado direito de votar. Lembro do dia em que tirei o título. Devo ter sido dos poucos de minha geração a me sentir um pouquinho mais importante por poder, em proporção gota/oceano, influir nos destinos políticos do meu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dezoito anos, caraca, os dezoito anos! Merece um tratado à parte. Boate, carro, abrir conta, assinar os próprios documentos, viajar para o exterior sozinho sem autorização do Juizado, identidade verdadeira para tudo, enfim, é o mundo que abre as portas. Um début total, também cercado de responsabilidades, tradução do juridiquês "fim da inimputabilidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, os dezenove. Os dezenove não são os dezenove anos. Os dezenove são os dezoito mais um.  Nada muda. Só vou ficar mais velho e nada receberei em compensação. Qual a graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as conquistas posteriores aos dezoito, não mais são/serão conquistas por mera mudança da idade. Serão minhas próprias conquistas, advindas unicamente do meu mérito, do meu esforço e dos meus destinos. É também a sensação de que ao mesmo posso tudo e ao mesmo tempo nada posso. Sobra a possibilidade, mas me falta a viabilidade. Faltam-me experiência, dinheiro, até audácia... Procuro-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêm os dezenove, que venham os vinte, que venham os trinta, que venham os quarenta, que venham os mil... os mil desejos traduzidos em um, que farei na hora de apagar a velinha. Que venham os sonhos, que venham em sonhos, que venham de sonhos e que venha o sono quando eu dele precisar.&lt;br /&gt;Que venham as vontades, que venham de trator, que me derrubem em momento oportuno, mas que me façam crescer.&lt;br /&gt;Que venham os ventos e em todas as direções, o que eu quero é me mexer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todas as coisas: que venham vindo, que venham quicando, que venham implacáveis, que venham como quiser.&lt;br /&gt;Da vida eu não quero fugir, mas um dia dela me farão escapar. Que venha tudo, que venham todas e que tudo isso e tudo aquilo me façam viver em curtição infinita cada infinitésimo de segundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6892913564718733794?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6892913564718733794&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6892913564718733794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6892913564718733794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/07/19-anos.html' title='19 anos'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-877349279680801358</id><published>2008-07-15T13:29:00.006-03:00</published><updated>2008-07-15T16:09:25.910-03:00</updated><title type='text'>a saga de um trident</title><content type='html'>O chicletinho estava se sentindo traído. Depois de estar na boca por algum tempo, fora jogado para ser trocado por coisa melhor. Ficara de lado, esquecido em lugar não muito oportuno, em lugar traiçoeiro. Não fora para o lixo por preguiça. Não fora de volta para o papelzinho, porque o papelzinho não mais era àquela altura. Ficara à espreita, tramando vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu orgulho estava ferido. Depois de ter sido descartado, nem ao menos um lugar feliz o destino lhe reservou. Dali, assistia a tudo. Assistia ao deleite de que não podia participar, ao jogo das bocas que não mais lhe pertenciam. Ao jogo da oralidade verbal, da oralidade não-verbal. Ao jogo da oralidade que é de fato oralidade e dispensa formalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu o chicletinho que por fim poria fim àquela brincadeira toda e, sabe-se lá como, jogou-se no meio de campo. Quase um mosh numa platéia de dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suicídio. O chiclete partiu-se em vários. Grudou em tudo. Pegajoso, chicletoso e horroroso. Demorou um pouco a ser percebido e por pouco não foi confundido. Surpreendeu como se fosse uma punhalada nas costas e, como um balde de água fria, fez a alma despertar de uma ebriedade não-alcóolica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chiclete, no seu zero a zero que só marca um ponto na tabela, sacrificara seu corpo para lavar sua alma e restaurar seu orgulho. Ascetismo, sacrifícios, loucura,... Mas ele é que foi lavado, em derradeira instância, com água quente e gelo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fani &lt;/span&gt;puro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-877349279680801358?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=877349279680801358&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/877349279680801358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/877349279680801358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/07/saga-de-um-trident.html' title='a saga de um trident'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-1116004584517743065</id><published>2008-07-03T15:01:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T16:58:59.245-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>A tal maquininha da verdade</title><content type='html'>Acho insuportáveis essas maquininhas da verdade que alguns programas de TV tem usado para colocar entrevistas no ar e avaliar se as pessoas falam a verdade ou mentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionado sobre os métodos e resultados, o tal do perito que comanda a máquina chegou a afirmar que quando ela indica "verdade", a chance de acerto é de 95%, enquanto que, quando ela indica mentira, a certeza é de 99%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocaram o Ronaldo, colocaram o casal Nardoni, colocaram inúmeras entrevistas recentes da TV brasileira e ali apuraram, com a majestade da pouca dúvida, o mais pretensioso veredito: o veredito sobre a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina é bem simples. A entrevista vai passando e um visor na máquina vai indicando desde "verdade" até "mentira", passando por "altamente estressado","imprecisão", "dúvida" e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal do perito vai analisando palavra por palavra e chega a dizer que trecho da frase está errado, até mesmo aventando hipóteses sobre porque a pessoa estaria mentindo. Ele é, de fato, um doutor da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu me pergunto: o que eu estava fazendo na frente da TV?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-1116004584517743065?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=1116004584517743065&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1116004584517743065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1116004584517743065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/07/tal-maquininha-da-verdade.html' title='A tal maquininha da verdade'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6549993103922477140</id><published>2008-06-20T19:31:00.006-03:00</published><updated>2008-10-16T00:26:17.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>CEDENDO LUGAR A UMA GRÁVIDA.</title><content type='html'>É... o assunto de ceder o lugar permanece rondando minha cabeça. Não levem a mal a ruminância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade dizer que no metrô, no ônibus, no trem e em muitos outros lugares da coletividade urbana há assentos especiais preferenciais para idosos, deficientes físicos, pessoas com crianças de colo e, é claro, para as gestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil identificar um idoso: cabelos brancos, rugas, dificuldade pra andar,... são muitos os índices, por mais que seja extremamente difícil precisar se alguns tem mais ou menos que 65 anos. Mas isso é irrelevante, afinal, se a pessoa está com certa dificuldade na locomoção, ninguém vai pedir o documento para comprovar a condição de idoso e assim ceder o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas com crianças de colo são o que? Pessoas com crianças de colo. Simples e objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deficientes físicos também se fazem visíveis, seja pelo visível ou pelo invisível: muletas ou membros amputados. Não vale falar cadeira de rodas, pois se o cara preferir sair da cadeira para ir para o assento, já começam a desconfiar, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma gestante? Tudo bem... uma gestante com 8 meses fica bem fácil de identificar. Mas e uma gestante com seus 2,3 meses? Com 5,6 meses? Sempre que vejo alguém que tem pinta de gestante, fico muito receoso de levantar e ceder o lugar. Vai que ela é toda encucada com aquela coisa de que "gravidez não é doença"? Vai que ela vai descer na próxima estação e nega a gentileza, me fazendo ficar em pé que nem um idiota?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é esse meu medo. Eu realmente temo estar diante de alguém que nada está esperando, além do ponto ou da estação em que vai descer. Vai que a suposta grávida nada mais é do que uma gordinha? Não aquelas gordonas, mas uma gordinha, com aquela gordurinha localizada em formato próprio. Como é que eu vou saber? Vou olhar para os seios da mulher, para ver se eles estão inchados? Ai meu Deus, vão achar que eu sou tarado. Vou perguntar se ela é grávida? E se ela encarar isso como uma provação, uma ironia constrangedora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanto ou não me levanto? Pergunto ou não pergunto? Na dúvida... Na dúvida, permaneço na dúvida. Fico a viagem inteira olhando para saber. Se é mesmo uma grávida, estou sendo um babaca. Ela ali precisando sentar, e eu em um conforto do qual sou menos merecedor.  Se é só uma gordinha,... como saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avalio mais a tal barriguinha. Não sou conhecedor nem médico, ora bolas. Fico torcendo para ela vomitar, para ela fazer um desejo ultra-especial para a pessoa ao lado, para ela acariciar a barriga com olhar sonhador, para ela atender o telefone e dizer que os dois estão bem, para alguma outra pessoa cumprimentá-la pelo ser vindouro, ... Fico torcendo para ela vir até mim em tom mal-educado - e que seja assim, então! -  e falar:  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sou grávida, pode ceder o lugar para mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca teria tanto alívio em ser mal-tratado. E ainda lhe daria os parabéns, do fundo do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"CAUSO" DO AUTOR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No auge de seus 14 anos, Felipe Drummond perguntou à moça da ótica de quantos meses era o filho que ela esperava. Ele jurava que ela estava grávida, mas tinha tanta, tanta certeza, que nem cogitou a hipótese de ela não estar grávida. A resposta foi o "hein?" mais sem jeito e revoltado do mundo. Trauma contado. Próximo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6549993103922477140?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6549993103922477140&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6549993103922477140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6549993103922477140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/06/cedendo-lugar-uma-grvida.html' title='CEDENDO LUGAR A UMA GRÁVIDA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2600447455420362142</id><published>2008-06-17T20:24:00.003-03:00</published><updated>2008-06-17T20:39:42.341-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>O melhor Sonho-de-valsa da minha vida</title><content type='html'>Para fugir do tédio das terças-feiras, me mandei para o centro da cidade, onde sempre me aparece algo interessante. Peguei o metrô, onde tive a alegria de encontrar um amigo em plena estação e fomos juntos conversando, sentados. Papo vai, papo vem, e entra uma velhinha no vagão, que, nessa altura, já se encontrava cheio. Logo me prontifiquei a ceder o lugar, que nem reservado era. A senhora agradece gentilmente e ali senta. Fico em pé do lado do banco continuando a conversa, até que sou surpreendido por um sorriso muito gentil e por uma voz doce, de vovó, que se dirige até mim dizendo: "Aceite esse bombom em retribuição à sua boa-educação e à sua gentileza". Seus olhinhos brilharam e os meus também. Agradeci e falei que não fizera nada demais. E não era mesmo. Mas ela acabara de me dar um Sonho de Valsa que teve gosto de Lindt. E nem sei porque joguei o papelzinho fora: não foi um bombom qualquer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2600447455420362142?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2600447455420362142&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2600447455420362142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2600447455420362142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/06/o-melhor-sonho-de-valsa-da-minha-vida.html' title='O melhor Sonho-de-valsa da minha vida'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4638669268505321881</id><published>2008-06-17T20:00:00.002-03:00</published><updated>2008-06-17T20:50:28.277-03:00</updated><title type='text'>1+1</title><content type='html'>Estou há um mês sem postar e dessa vez é fácil explicar: estive viajando.&lt;br /&gt;Gostaria de agradecer a todos que não deixaram de visitar o SWB e que não se esqueceram que ele existe. Espero também que tenham gostado dessa repaginada no layout.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei três semanas fora do Brasil e pude fazer muitas observações que, à hora certa, depois da reflexão conveniente, serão trazidas a esse espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu uma coisa curiosa para mim enquanto pessoa que escreve (escritor fica muito pomposo), que foi a inclusão de um texto de minha autoria (em co-autoria com vários quaisquer do Orkut), o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"JÁ ROUBEI NAS LOJAS AMERICANAS"&lt;/span&gt; numa prova de Língua Portuguesa da nona série do colégio do qual sou egresso. Foi uma grande honra ser lido por vários estudantes e receber os comentários e o carinho de muitos, que aqui vieram me prestigiar. Muito obrigado. Agradeço também de coração à minha querida ex-professora Tati pela oportunidade, que de certo se inclui em sua proposta pedagógica de mostrar que o ato de escrever não está restrito a grandes nomes de épocas remotas, mas diz respeito também aos perdidos na vida blogueira do tempo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por que não lembrar? Hoje o blog fez 2 anos e 1 dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4638669268505321881?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4638669268505321881&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4638669268505321881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4638669268505321881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/06/11.html' title='1+1'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5314028020827362749</id><published>2008-05-14T03:42:00.003-03:00</published><updated>2008-05-14T03:45:22.801-03:00</updated><title type='text'>mudamos de cor</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(22, 89, 97);font-size:180%;" &gt;azul.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5314028020827362749?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5314028020827362749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5314028020827362749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5314028020827362749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/05/mudamos-de-cor.html' title='mudamos de cor'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-1400284840581858973</id><published>2008-05-11T14:47:00.004-03:00</published><updated>2008-05-11T15:43:08.648-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>que se dane</title><content type='html'>Que se dane a tristeza dos que não fazem,&lt;br /&gt;o atraso dos que não se anteciparam,&lt;br /&gt;o passo em falso de quem não olhou,&lt;br /&gt;o impossibilidade de quem se esqueceu,&lt;br /&gt;a palavra atravessada de quem não cuidou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se dane, que muito se dane,&lt;br /&gt;quem fez pouco para o inexplicável,&lt;br /&gt;quem ao explicar esbulhou a inocência,&lt;br /&gt;quem ao inocentar imbuiu-se de culpa,&lt;br /&gt;quem ao culpar não mais fez jus ao perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se dane, e continue a se danar,&lt;br /&gt;quem para gritar não teve culhão,&lt;br /&gt;quem para amar faltou emoção,&lt;br /&gt;quem para pensar preteriu a razão,&lt;br /&gt;quem para  falar perdeu a entonação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se dane, que finalmente se dane,&lt;br /&gt;quem por causa do quinhão perdeu-se do todo,&lt;br /&gt;quem parou no tempo para a vã contemplação,&lt;br /&gt;quem na ambição foi vítima do próprio engodo,&lt;br /&gt;e quem queimou a língua por tanta afobação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CESSE! Que não mais se dane aquele que&lt;br /&gt;no sofrimento encontrar a estabilidade,&lt;br /&gt;que na esperança encontrar a salvação,&lt;br /&gt;esperando o tempo em sua morosidade,&lt;br /&gt;para salvá-lo, então, num gesto último de redenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-1400284840581858973?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=1400284840581858973&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1400284840581858973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/1400284840581858973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/05/que-se-dane.html' title='que se dane'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3357540233550749452</id><published>2008-05-07T22:03:00.001-03:00</published><updated>2008-05-07T21:59:59.497-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>RAPIDINHAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;TEMPERO CARIOCA&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Saiu no Anselmo Gois, do jornal O GLOBO, em 15/4/2008:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-style: italic;"&gt;"Alô, madames! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acaba de nascer no Leblon, Zona Sul do Rio, uma grife especializada em roupas para...empregadas. É a Tempero Carioca, das sócias Astrid e Sara Rua. Só vai vender uniformes fashion para domésticas, babás, acompanhantes e afins."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;P*** que pariu! Daqui a pouco essas madames vão fazer disputinha para ver quem tem a babá mais bem vestida da parada... só têm que tomar cuidado para a doméstica não despertar a atenção libidinosa do marido, ou na Zona Sul do Rio de Janeiro vai surgir uma loja feita para madames com aquele par de acessórios na cabeça: uma loja especializada em aumentar a altura das portas e o pé-direito dos apartamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ESPELHO ÍNTIMO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Após longa caminhada pela Lagoa, surgiu uma boa idéia de ir a uma famosa rede de sorveterias do Rio de Janeiro. Juro que não esperava rir tanto lá dentro. Foi o seguinte: eu e meu amigo que é testemunha dessa história pedimos nossos picolés e ficamos matando o calor divagando o olhar pela loja, até que em certa hora nossos olhos, quase que simultaneamente, foram de encontro à seguinte plaquinha presa acima de uma geladeira:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"VEJA AQUI O TAMANHO DA SUA BOLA".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Era uma referência a um mostruário com imitações plásticas das bolas de sorvete.&lt;br /&gt;Não conseguimos segurar o riso, que foi estrondoso e vexativo. Saímos correndo da loja e rimos por um quarteirão inteiro, igual dois loucos na rua. Mas isso não importa.&lt;br /&gt;E então eu estava pensando: e no dia em que uma granja resolver colocar mostruários de frangos recém-natos. Nem o Siguimundo explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ELEVADOR DE MATERNIDADE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Um fenômeno da criação publicitária:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"Cursos para casais grávidos"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Poderiam expressar de uma forma menos bizarra a idéia de que a gravidez passa pela esfera do homem e da mulher né?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"Cuidado com o seu animalzinho no elevador!"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;(informe da fabricante do elevador)&lt;br /&gt;Puta merda, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;where in hell &lt;/span&gt;alguém vai levar animalzinho para a maternidade e ainda precisar ter cuidados como "mantenha-o no seu colo", "não deixe que ele suje o ambiente" e etc?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3357540233550749452?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3357540233550749452&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3357540233550749452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3357540233550749452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/04/rapidinhas.html' title='RAPIDINHAS'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-8273495958507971530</id><published>2008-04-02T13:05:00.005-03:00</published><updated>2008-10-16T00:28:49.933-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>"JÁ ROUBEI NAS LOJAS AMERICANAS"</title><content type='html'>Não. Eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nunca &lt;/span&gt;roubei nas Lojas Americanas. Nem passou perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma professora bem disse certa vez, o momento que separa o não-roubo do roubo é o da hora em que a torcida do Flamengo vem toda em cima de você olhar o que você está fazendo.&lt;br /&gt;Eu realmente tenho medo da torcida do Flamengo, mas, mais do que isso, hoje incorporei o valor de não roubar como algo que independe do fato de alguém poder observar meu ato ou das possíveis sanções externas que venham a decorrer dessa incivilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito me surpreendeu a existência no orkut de uma comunidade de nome &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"LOJAS AMERICANAS. VOCÊ JÁ FURTOU?"&lt;/span&gt;, que reúne mais de 1100 membros numa celebração cinicamente ingênua ao ato ali glorificado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo ver orgulho nisso, mas tem gente ali com uma tremenda pose de malandro. Se a comunidade servisse apenas para as pessoas contarem peripécias de infância, como muitas realmente fazem, em que tal atitude não pode ser vista como mau-caratismo, mas como inconseqüência e imaturidade, até iria. Mas não. As pessoas, que certamente já não são mais crianças, ali contam o que fizeram na semana passada e o que ainda pretendem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas coisas me chamaram a atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O meu foi um cavaleiros do zodiaco isso foi a muito tempo, e quando muleque ja tinha as manhas todas, comprar besteiras para pegar a sacola e botar tudo dentro e sair na maior .. esse foi o meu maior furto e o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu ?" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anônimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Roubar brinquedo dos grandes já é sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"La tinha bala a peso, eu pegava uns 50 gramas de balas pesava e pagava, depois com a sacola aberta eu topava de confeito e chocolates, qualquer coisa ja tava pago mermo. hehehe" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Juro que esse "hehehe" foi a pior coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Foi só uma vez qd tinha uns 12 anos, mas peguei sonho de valsa, batom, creme de cabelo e lápis de olho. Fui uma 2ª vez, mas fui pega! Nunca mais voltei..."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A didática da sanção, vulgo aprender na porrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Caraca, amei essa comunidade, pq eu e minha prima qndo eramos pequenas, tinhamos mania de comer tudo qnto era tipo de bala de lá, minha tia qndo nos via fazendo isso ficava pocessa da vida. Até q um belo dia fomos eu, minha prima e meu irmão, (mas nós exageramos na dose), cada um encheu q camisa q estava vestido (sem tirar a blusa) de balas, doces, chocolates e etc e saimos na maior cara de pau. Já na rua, qndo minha tia viu nossas blusas na mesma hora mandou-nos voltar. E o mico de devolver aquilo tudo, ai q horror, foi terrível, nunca mais me esqueço desse dia. Até &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;hoje qndo lembramos disso ficamos rindo muito, mas na hora foi desesperador, mas passou e conseguimos entregar tudo (rsrsrs). Mas tb acho q a criança q nunca roubou uma juquinha se quer das lojas americanas, é pq não teve infância. Sem querer incentivar ninguém."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com essa tia, até o juiz Lalau devolve o que roubou sem pestanejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"tipo eh serio...  fora um monte de balas e chocolates qnd vou pro cinema faço a feira o meu maior foi sei lah lembro mais naum"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="para"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt; &lt;/div&gt;Repare no tempo verbal do verbo ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"peguei um mentos que já estava aberto e comi. dah um pso na consciencia, mas da proxima vez vou ver se dah pra pegar um inteiro, se tiver coragem eh claro! u,u"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não ficou satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" ja roubei uam bola lah, eu lembro q a bola custava uns 20 conto!!auHAuahUAHuahUAHUa!!foi meu maior furto!!!"&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Legal hein cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.thepuppetstudio.com/Furby.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 156px; height: 193px;" src="http://www.thepuppetstudio.com/Furby.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Gente naum é por nada mais acho que barrei vcs!!Começo com as guloseimas,parto p/ folhas de ficharios.canetas,lapiseiras(material escolar),produtos de beleza,bonequinho furby(custava na época R$150,00),cartoes de aniversarios.....que vergoinha,paro por aki!!" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bonequinho Furby já foi demais, convenhamos. Esses olhos vivos dele tem mais impacto do que "sorria, você está sendo filmado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Já roubeu bonecas, coisas da barbie, coisas para cabelo, mas hoje em dia não tenho mais essa cara de pau não."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É realmente uma questão de cara de pau?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"mas um amigo meu já roubou 7 dvds em um dia só, e o amigo dele já colocou um dvd player que tava em cima das caixas dentro do bag do violao..."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Diga-me com quem andas, ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"porra ces são fracos...  já roubei um dvd e um cd...é facil só raspar a paradinha do dvd(mas tem q ser vagabundo) com um cartão(tipo riocard q nem o meu) e pegar o cd pu dvd enfiar na mochila e sartar fora!!!!"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Orkut, a escola do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"um celular com um cartão de crédito fake ;X"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse roubou as Lojas Americanas e mais alguém, né...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu já catei um DVD lá mas não brigaram comigo pq sou filho do gerente"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Santo de casa não faz milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu trabalhava lá e digamos q eu num gastava dinheiro com lanche... :D"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Esse merecia ir pro quadro "Funcionário do mês."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para mim foi um cd do linkin park foi massa bote dentro da minha camisa de manga comprida o alame estava com defeito ai eu comprei um cd para a minha mãe ainda possima robei um cd do linkin park&lt;/span&gt;" &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa certamente me lembrou "meu guri" do Chico Buarque. "Chega suado e veloz do batente e traz sempre um presente pra me encabular."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ja tentei Sair Com um PS-2 mas o Seguranca Disse q eu so sairia se Pegasse Um pra ele xD Ai eh Fodz"&lt;/span&gt; &lt;b&gt;Não-anônimo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É aquele papo: você tem que me ajudar para eu te ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"To pegando todo dia um boneco dos cavaleiros dos zodiaco, original. Que custam 110 reais.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Furta e uma palavra muuito forte, vamos dz q eu to pegando oq a sociedade me deve ;D."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-anônimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa realmente me chocou. Como se não bastasse o ato de furtar ser praticado diariamente, como quem monta uma coleção, o rapaz ainda argumenta mal e porcamente de forma a tentar justificar seus furtos.&lt;br /&gt;Aliás, começa dizendo que ele não pratica furtos, pois esse é um termo muito forte. Pô... vai dizer que é expropriação revolucionária?  São outros tempos, meu camarada.&lt;br /&gt;Vem o absurdo: ele só está pegando o que a sociedade lhe deve. Pergunto-me em que o rapaz foi lesado para merecer reparação? De que lógica ele parte... a lógica do pobre coitado? A lógica da compensação? Bem, acredito que lógica da compensação não parece ser válida se praticada de forma não-institucionalizada.&lt;br /&gt;Mas então... desde quando a sociedade deve um boneco do Cavaleiro do Zodíaco a alguém? Daqui a pouco vem gente dizer que a sociedade deve um Rolex a todo mundo. Volto à pergunta: de que lógica ele parte? Não parte de lógica nenhuma, de ideologia nenhuma. Faz o furto e tenta justificar com qualquer porcaria de argumento. Totalmente ilegítimo. Meu Deus... quando eu leio esse ";D" minha raiva aumenta ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alarme PIPIPIPIPIPI de porta para todos esses aí. Tenha dó.&lt;br /&gt;Que venha a torcida do Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A SE PENSAR...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porque o crime de pirataria, hoje tão comum e praticado, não é tão estigmatizado? De maneira essencial, ele é um roubo.  No entanto, creio que ele vem se tornando legítimo, por significar fator de não-alienação cultural/informacional a muitas(quase todas) pessoas. Nesse sentido, para amenizar o problema, vale levantar também as iniciativas não apenas do Radiohead, com o inovador sistema de lançamento do último disco, como também das várias empresas que desenvolvem software livre e nem por isso logram insucesso financeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-8273495958507971530?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=8273495958507971530&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8273495958507971530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8273495958507971530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/04/j-roubei-nas-lojas-americanas.html' title='&quot;JÁ ROUBEI NAS LOJAS AMERICANAS&quot;'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-88285361297970416</id><published>2008-03-25T23:06:00.000-03:00</published><updated>2008-03-25T23:05:13.506-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>23 formas de ser FOFO(a)</title><content type='html'>A tem um chaveiro de pelúcia;&lt;br /&gt;B troca a's por alfas no nome do orkut;&lt;br /&gt;C vai em projetos sociais para tirar fotos;&lt;br /&gt;D só usa calcinhas com motivos infantis;&lt;br /&gt;E tem um telefone rosa;&lt;br /&gt;F compra balinhas a mais para distribuir na sala;&lt;br /&gt;G sempre traz presentinhos furrecas das viagens;&lt;br /&gt;H dá sorrisos forçados;&lt;br /&gt;I é tão prestativo que beira a canonização;&lt;br /&gt;J fala qualquer coisa só para estar falando;&lt;br /&gt;L com tudo concorda;&lt;br /&gt;M tem fotos espontâneas forjadas;&lt;br /&gt;N fala com voz de criança;&lt;br /&gt;O só conhece o futuro do pretérito;&lt;br /&gt;P usa o miguxês;&lt;br /&gt;Q ganhou o prêmio "clichês de orkut" do So What's Beyond!;&lt;br /&gt;R sempre cita uma frase feita da revista capricho;&lt;br /&gt;S finge saber como as mulheres pensam;&lt;br /&gt;T tudo anota;&lt;br /&gt;U tem uma emoticon para cada hora;&lt;br /&gt;V é a voz da pieguice;&lt;br /&gt;X não fala palavrão;&lt;br /&gt;Z escreve qualquer coisa nos comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, que graça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-88285361297970416?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=88285361297970416&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/88285361297970416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/88285361297970416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/03/23-formas-de-ser-fofoa.html' title='23 formas de ser FOFO(a)'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3179878704571791461</id><published>2008-03-14T21:32:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T16:59:16.654-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>GARFADO.</title><content type='html'>Depois de um texto que está parecendo (apenas parecendo, eu enfatizo!) proselitismo babaca da Campanha da Fraternidade, que se manifesta contra o aborto e o uso de células embrionárias em favor da valorização da vida (há controvérsias), trago aos meus leitores - só leitores, porque não comentam - um texto retirado das percepções mais loucas do meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GARFADO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Padeço de uma sensação péssima toda vez em que alguém passa com um garfo e olho para as suas quatro pontas. Imagino aquele instrumento indo de encontro ao meu peito e fazendo algo como guelras em minha pele. Imagino a dor que sentiria. Imagino a dor que se multiplicaria quando eu olhasse aquele estrago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino-me num filme, num dramalhão desses, levando uma garfada. Sou atacado e mantenho a serenidade e, olhando nos olhos de quem me garfou,  puxo o garfo para fora do meu peito sem mudar minha expressão, sem soltar um ai sequer, como se estivesse resignado a morrer dali em diante. E aí, então, solto o garfo no chão, que cai fazendo um grande barulho. O filme tem suas cores em degradê de sépia e as nuances de meu rosto assim se fazem mais visíveis. Falo alguma palavra de vingança em tom monocórdio, fecho os olhos e caio duro ao duro chão. Outro barulho forte. O filme, ou a cena, acaba com um close no garfo meio ensangüentado, que assim chega a brilhar bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É duro. Não consigo comer um bife olhando fixamente para a hora em que o garfo o espeta. Por mais que aquela carne esteja descaracterizada, é carne. O garfo no bife é o garfo em mim, o garfo em meu peito, o garfo que não consigo suportar. O garfo que me faz guelras, o garfo que dilacera minha pele, o garfo que expõe meu sangue, o garfo que bota em uma moldura minhas entranhas, o garfo que eu quero longe de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garfo que leva a carne à minha boca.&lt;br /&gt;A minha boca que vai à carne.&lt;br /&gt;A boca que vai à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;minha &lt;/span&gt;carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... que tortura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3179878704571791461?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3179878704571791461&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3179878704571791461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3179878704571791461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/02/garfado.html' title='GARFADO.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-3004873657776799833</id><published>2008-03-13T23:53:00.004-03:00</published><updated>2008-03-14T00:56:33.382-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>AMBULÂNCIA</title><content type='html'>Toda vez em que uma ambulância passa é a vida de alguém que está quase indo para o beleléu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para você que está caminhando na rua e ouve aquela sirene ensurdecedora, é mais um "barulhinho" que te chama a atenção num lapso. A luz vermelha girando loucamente, o motorista vestido de branco dirigindo atento, com a coluna curvada para frente, aquela luz interior da parte traseira do veículo, que, por um vidro opaco, sinaliza somente que ali há vida à beira da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambulância corre tanto, que vem tão rápida e se vai tão rápida que o beleléu é uma abstração para terceiros: não existe, não se faz sentir.  O beleléu só é beleléu para quem ali está, entre o tudo e o nada, ou para quem acompanha quem ali está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambulância é mais um elemento de uma paisagem catastrófica urbana. Tão banal. É a sirene que vira poluição sonora. É itinerante e intermitente. A certeza do "de vez em quando". É o motivo da curiosidade das crianças, que sempre querem entrar numa ambulância e ver o que tanto tem lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambulância, em toda sua pressa e e prerrogativa legal de livre trânsito, pode servir para desafogar o tráfego. Pode atrair espertinhos que vão atrás dela aproveitando-se do espaço aberto pela urgência e pela solidariedade aos necessitados. Espertinhos para os quais a vida de alguém que está indo para o beleléu é só mais uma facilidade que o acaso lhes deu de presente, quase que advinda de alguma espécie de princípio de conservação da bonança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o que separe a ambulância do carro da funerária, além do vermelho e do preto característicos, seja o fio de esperaça que uma tem e a outra não. A iminência não é a certeza. A ambulância é um flerte. O carro da funerária é um beijo. A pressa e a calma. A instabilidade e o retilíneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se em algum momento a ambulância que voava aos brados de cor encarnada e pintada de múltiplos decibéis desliga sua sirene no meio de um percurso e diminui a velocidade? Um fechar de olhos, um último suspiro. Seria o momento mais poético das vias da cidade. A hora em que a ambulância sinaliza seu fracasso, sua insuficiência, o fim de sua esperança. A desistência. A hora em que todos os carros param, que todas as sirenes, buzinas e gritarias se desligam e há um mergulho no silêncio sereno de uma efemeríssima eternidade - a hora em que tudo pára para a contemplação -, o silêncio de respeito à hora em que a campainha do beleléu tocou e a porta foi aberta para alguém entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez em que uma ambulância passa pode ser a hora de se refletir sobre alguma coisa que a cerca. Mas é difícil pensar em algo nessa hora porque ela é rápida e impessoal. Isso a torna abstrata. Isso reduz ao trivial a luta que ali dentro se trava. As ambulâncias deveriam trazer um letreiro externo eletrônico contendo os seguintes dizeres, ao lado de uma foto do indivíduo em atendimento num momento feliz de sua vida:&lt;br /&gt;ESTAMOS TENTANDO SALVAR A VIDA DE FULANO DE TAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  se as pessoas parassem suas vidas quando vissem uma ambulância para começar a rezar, a mentalizar coisas positivas para a vítima?&lt;br /&gt;As ambulâncias deixariam de ser mais umas ambulâncias dentre várias que escandalosamente se manifestam.&lt;br /&gt;A vítima deixaria de ser mais uma vítima, mais uma estatística.&lt;br /&gt;Os pedestres deixariam de ser só mais alguns andando na rua para formarem uma torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica do "é só mais um, então dane-se" e a lógica do "inevitável, então deixa para lá" deixariam de ser a tônica de como a vida vê a vida, da forma como o semelhante vê o semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora da ambulância seria o chamado recorrente, material, sonoro e colorido de que a vida deve celebrar a vida. Uma tomada de consciência. Um estalo. Uma forma que o Dr. Acaso, renomadíssimo publicitário, achou para divulgar, ainda que objetivando alguma percepção do inconsciente, o produto que ninguém precisa comprar, pois é o bem que todos já têm. Bem perecível, cuja data de validade não se conhece e que, cedo ou tarde, mal ou bem, encontra no beleléu seu pouso derradeiro. Seu repouso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-3004873657776799833?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=3004873657776799833&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3004873657776799833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/3004873657776799833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/03/ambulncia.html' title='AMBULÂNCIA'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-8198883764405567315</id><published>2008-03-01T14:17:00.000-03:00</published><updated>2008-03-01T14:16:08.512-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapidinhas'/><title type='text'>RAPIDINHAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IMPACIÊNCIA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Vó... vó... eu preciso comer comida árabe.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Porque eu to grávido e se não comer meu filho vai nascer com cara de esfirra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;COAXO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Casal de uns 16 anos passeando pelo shopping em clima romântico pára em frente da loja de utensílios domésticos e de presentes para casamento, quando a menina aponta muito animada e saltitante para várias coisas na vitrine. Vira-se para o rapaz impetuosamente e fita-o com cara de "eu quero", no que é respondida pelo moço com uma fisionomia desconcertada, como se o pedido fosse extremamente inoportuno. O rapaz coaxou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, relatado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PARONÍMIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sinto cinto quando sento.&lt;br /&gt;Sinto que aperta no assento.&lt;br /&gt;Cinto que aperta com acento.&lt;br /&gt;Da cintura, há perto aperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OLIMPÍADAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;li no informe: "rio 2016: cidade aspirante"&lt;br /&gt;1. viva a cocaína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DISNEY 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É impressão minha ou eu fui o único que não foi pra Disney nessas férias?&lt;br /&gt;Tô quase fazendo um álbum "Disney 2008"  no meu orkut e colocando uma foto com um zero cortado, tipo um conjunto vazio. Talvez seja o bolso que esteja vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-8198883764405567315?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=8198883764405567315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8198883764405567315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8198883764405567315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/03/rapidinhas.html' title='RAPIDINHAS'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4776794754688454420</id><published>2008-02-26T22:01:00.005-03:00</published><updated>2008-02-26T23:48:19.034-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>SOBRESSALTO.</title><content type='html'>O cabelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sorvetão&lt;/span&gt; e o excesso de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;maquiagem&lt;/span&gt; tudo revelavam sobre a idade daquela senhora que, com um bando de bolsas de lojas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;chiques&lt;/span&gt;, andava pela rua sobre um salto barulhento, capaz de ser ouvido mesmo com os ruídos da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava de nariz erguido e tinha um olhar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;esnobe&lt;/span&gt;. Talvez fosse esposa de empresário ou alta aposentada do serviço público. Tinha cara de viúva, daquelas que descobrem a vida com a morte do marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas sacolas nada mentiam sobre suas possibilidades. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Somente&lt;/span&gt; marcas caras, tirara o dia para renovar o guarda-roupa. E o salto talvez tivesse significado simbólico para além do estético.  O salto era daquele tipo não-sandália. Hum.... acho que não fui elucidativo. Bem, não entendo de saltos, mas o que aqui descrevo prendia-se que nem um tamanco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto ao que me chamou a atenção. Velhas como essa, embora se achem a última bolacha do pacote, acham-se por todo canto. Mas não é todo dia que o trânsito pára por causa de uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou na incivilidade da senhora, que pôs o pé na rua e caminhou até a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;intersecção&lt;/span&gt; entre a faixa lateral e a central, ou, melhor dizendo, que foi para o meio da rua. Levantou sua mão de forma quase &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;libidinosa&lt;/span&gt;, como se fosse colocá-la sensualmente à boca, e ficou agitando os dedos, como se aludisse a outra coisa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;impudica&lt;/span&gt;. Tudo isso para chamar um táxi que se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;buzinaço&lt;/span&gt; começou. A velha parou o trânsito no meio da rua. O táxi parou todo errado para que ela entrasse no ponto em que estava, afinal, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;madame&lt;/span&gt; daquela se movimentar de encontro ao meio-de-transporte feriria o orgulho de um ser tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;high&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;profile&lt;/span&gt;. O motorista, que economizou na hora de comprar o carro e não colocou as benditas trancas automáticas, teve que dar um  quase 180 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;digníssimo&lt;/span&gt; para abrir a porta traseira do carro. E as buzinas não paravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que a porta abriu, a ilustre senhora começou a colocar, em cínica tranquilidade, as sacolas para dentro, empurrando-as para o outro lado do banco. Chegada a hora de finalmente entrar no táxi, ainda lançou um olhar indiferente aos automóveis barulhentos que atrás se amontoavam, manobrando com dificuldades para tentar seguir caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sentar, colocou-se de costas e sentou seu traseiro gelatinoso no banco, ainda com os pés para fora do automóvel. Depois, deu uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;viradinha&lt;/span&gt; e colocou um pé no carro. Depois, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;mu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;... não houve depois para o movimento de embarque. O taxista percebeu que havia um guarda de trânsito por perto, que, felizmente,  num raro momento de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;distração&lt;/span&gt; em que conversava com um guardador, não percebeu o circo instalado naquela rua. Temeroso por uma multa, tratou de dar uma arrancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na arrancada, a senhora apressou o movimento, mas, na imprecisão de uma mexida em espasmo, um dos pés de seu salto acabou caindo no chão, solitário e reluzente. Com a porta meio-aberta e com um pé enrugado à mostra, o táxi seguiu adiante apressado, deixando o salto para trás. Jogado no meio da rua, o salto ainda atrapalhava mais o trânsito, pois ninguém conseguia simplesmente passar em cima daquele ostensivo acessório. Os mais irritados até pensaram que o ato de deixar o salto no chão foi premeditado, significando um "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;big&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;foda&lt;/span&gt;-se" da velha, que, ao invés de exibir retratação pelo transtorno que causara, quis tirar mais uma com a cara dos motoristas que há pouco atrapalhara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi não pôde andar muito, pois logo o sinal fechou. Estava distante uns cinqüenta metros do salto abandonado. Uma eternidade que a equação t=s/v não ousaria descrever e que poucos tentariam enfrentar. Mas teremos a nossa heroína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dizia a filosofia de botequim que ninguém gosta de sair do salto. A porta do táxi se abriu e de lá saiu uma velha. Primeiro pôs os pés pra fora. Um deles estava descalço e era meio enrugado. O outro vinha sobre um salto. Puxou suas compras e saiu do táxi. Simulando ser o Garrincha, pois jamais teria a humildade de descalçar o salto que restara, a senhora caminhou a passos curtos e tortos rumo ao salto que deixara cair. Caminhava no meio da rua, novamente parando o trânsito e suscitando as ensurdecedoras buzinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava quase alcançando o polêmico calçado abandonado, a senhora tropeçou. Foi literalmente um salto rumo ao chão. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pááááá! &lt;/span&gt;Sentiu ela a dureza do asfalto, ficando estática. Em instinto vingativo, ninguém queria parar para ajudar a pobre malfeitora, mas todos acabaram parando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o trânsito novamente parou. Dessa vez, porém, as buzinas cessaram, afinal, não havendo como executar um réquiem, preferiram fazer um minuto de silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas vaso ruim não quebra mesmo! - gritou um motorista para fora de seu carro, quando viu a velha voltar a se mexer, ainda no chão, logo exclamando em voz sinuosa: "mas não chame o 193, quero a ambulância do meu plano!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4776794754688454420?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4776794754688454420&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4776794754688454420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4776794754688454420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/02/sobressalto.html' title='SOBRESSALTO.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-340945849137034107</id><published>2008-02-23T00:51:00.002-03:00</published><updated>2011-02-18T17:03:08.665-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>pós-epílogo.</title><content type='html'>Foi-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o enfermeiro, foi o último acontecimento do seu plantão.&lt;br /&gt;Para a família, foi dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o cara da funerária, foi o ganha-pão.&lt;br /&gt;Para a família, foi sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o escriturário do cartório, foi o terceiro atestado de óbito do dia.&lt;br /&gt;Para a família, foi tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o jornal, foi um nome no obituário.&lt;br /&gt;Para a família, foi pesar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o coveiro, a segunda vez que pegava na pá.&lt;br /&gt;Para a família, foi adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o padre, foi mais uma missa.&lt;br /&gt;Para a família, foi penar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o INSS, foi menos um aposentado.&lt;br /&gt;Para a família, foi comoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Justiça, foi o inventariado.&lt;br /&gt;Para a família, foi a herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o IBGE, foi a estatística.&lt;br /&gt;Para a família, foi duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a vida, foi o fim.&lt;br /&gt;Pára a vida: é o fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a família, virou lembranças e saudades,&lt;br /&gt;enclausuradas na moldura de um porta-retrato,&lt;br /&gt;ou guardadas numa das redomas acrônicas do coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-340945849137034107?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=340945849137034107&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/340945849137034107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/340945849137034107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/02/ps-eplogo.html' title='pós-epílogo.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2350372839178835627</id><published>2008-02-22T23:52:00.000-03:00</published><updated>2008-02-22T23:50:52.438-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapidinhas'/><title type='text'>a moda engajada do próximo reveillon</title><content type='html'>lançarei moda:&lt;br /&gt;ano que vem, passem o ano novo de laranja.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem desfaz o que fazem no ano novo.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem cata as garrafas caídas e as garrafas arremessadas.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem limpa os caroços das uvas e os bagaços de um ano velho.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem recolhe todos os cigarros e as cervejas da ebriedade alheia.&lt;br /&gt;façam uma homenagem a quem não estoura o champanha, mas cata a rolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ano que vem, passem o ano novo de laranja.&lt;br /&gt;pode não ser a cor da paz, mas é a cor da limpeza, mais do que o branco.&lt;br /&gt;e sem superstições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2350372839178835627?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2350372839178835627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2350372839178835627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2350372839178835627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/01/moda-engajada-do-prximo-reveillon.html' title='a moda engajada do próximo reveillon'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2564252683044260384</id><published>2008-02-10T05:01:00.000-02:00</published><updated>2008-02-10T18:38:06.702-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>C16H13ClN2O, not yet.</title><content type='html'>ai ai bem,&lt;br /&gt;esse sono que não me vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cabeça que só roda,&lt;br /&gt;livro que não me relaxa&lt;br /&gt;até o lençol me incomoda...&lt;br /&gt;o travesseiro não encaixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ai ai bem,&lt;br /&gt;esse sono que não me vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;disseram-me pra comer alface,&lt;br /&gt;talvez assim eu relaxasse.&lt;br /&gt;receitaram-me passiflorine,&lt;br /&gt;e até filme chato no telecine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ai ai bem,&lt;br /&gt;esse sono que não me vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o bocejo faz-se constante,&lt;br /&gt;meu deus, já são 5 da matina!&lt;br /&gt;encaminha-se o sol fulgurante,&lt;br /&gt;decreta ao insone um dia de latrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ai ai bem,&lt;br /&gt;esse sono que não me vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas na verdade, o sono vem.&lt;br /&gt;eu é que não consigo adormecer.&lt;br /&gt;sonho (?!) hoje com o sono REM,&lt;br /&gt;à espera do próximo anoitecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2564252683044260384?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2564252683044260384&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2564252683044260384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2564252683044260384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/02/c16h13cln2o-not-yet.html' title='C16H13ClN2O, not yet.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7919692173773070103</id><published>2008-01-19T19:32:00.001-02:00</published><updated>2011-02-18T16:59:50.073-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><title type='text'>PAUSA.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Atravesso um momento infeliz para esse blog. Não consigo sentar e escrever, não consigo ter fluidez em minhas palavras. Falta-me inspiração. Sobra-me vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso em tantas coisas na rua que dariam bons textos, mas a efemeridade de um pensamento é tão implacável quanto frustrante. As coisas se perdem. Minha cabeça não está boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficarei um tempo sem escrever.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7919692173773070103?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7919692173773070103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7919692173773070103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7919692173773070103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/01/pausa.html' title='PAUSA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-2172300094018255822</id><published>2008-01-14T00:53:00.000-02:00</published><updated>2008-01-14T00:52:02.290-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>SOERGUIMENTO.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/R4q5YXWDzzI/AAAAAAAAAEo/TFOCwbh2jmM/s1600-h/anonima.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/R4q5YXWDzzI/AAAAAAAAAEo/TFOCwbh2jmM/s400/anonima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155136551713492786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Meu prazer em revirar quinquilharias me fez esses dias descobrir algo inusitado na sacola de supermercado onde guardamos as fotos de família muito, muito antigas.  Em meio ao preto e branco nostálgico da distante mocidade de minha avó, encontrei perdida a fotografia de uma senhora que ninguém em casa soube dizer quem era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei intrigado - seria forçação dizer encantado - com a pessoa que não quis posar para a câmera e seus olhos fechou. Num misto de proeminência e de anonimato, a musa que hoje inspira o verbo tem o ar de uma vovó moradora de rua, embora não me pareça  uma qualquer, ou, do contrário, não teria sido motivo para uma foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu vestuário esquisito talvez fosse seu charme. Um vestido preto, sem brilho. No pescoço, algo como um pano de chão desfiado que simula um echarpe. Em suas mãos, como se fosse a "miss rugas 1940 e porradas", um cetro ornamentado. O chapéu que compunha o look era a última moda em... não sei onde a foto foi tirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha velhinha da foto permanece uma incógnita. Seria ela uma pedinte? Uma louca que a família não quis manter em seu seio? Uma exótica? Uma assídua por brechós? Uma "nada" abandonada que alguém achou engraçado e quis registrar para a posteridade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resgato hoje esse registro e mergulho na imaginação, como num passeio a uma feira de antiguidades. Meu Deus, o que essa foto fazia no meio de várias outras fotos que nada tem a ver com ela?  A idosa desconhecida é uma viagem, uma abstração. Hoje está morta, eu tenho certeza, e agora se faz viva, eu também tenho certeza. Hoje está eternizada na internet. Daqui a pouco vão digitar no Google alguma coisa qualquer e ela vai aparecer. Estilistas descolados buscarão nela inspiração para seus próximos desfiles. Gurus tentarão adivinhar a cor de seus olhos. Psicólogos decifrarão seu pensamento. Sua bizarrice vai comover multidões. Reconhecimento post-mortem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-2172300094018255822?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=2172300094018255822&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2172300094018255822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/2172300094018255822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/01/soerguimento.html' title='SOERGUIMENTO.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/R4q5YXWDzzI/AAAAAAAAAEo/TFOCwbh2jmM/s72-c/anonima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7593543464214658793</id><published>2008-01-05T17:00:00.000-02:00</published><updated>2008-01-05T17:14:06.048-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>O COPO</title><content type='html'>O copo é objeto fundamental das às vezes etílicas confraternizações sociais, nas quais bater os copos um nos outros é a apoteose do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo é um objeto democrático. Todos usam, mesmo que diferentes copos reproduzam as estruturas sociais vigentes, indo desde o copo de requeijão ao cálice da mais nobre vidraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo é curioso. Em sua lascívia fálica, materializa a promiscuidade. Uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cópola plural. &lt;/span&gt;Passa de boca em boca deliberadamente. Experimenta de tudo, em todos. O copo é a via da dispersão: dispersa micróbios, dispersa angústias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de tudo, quando há copos vazios, de tanto que a cara encheram, o copo vai para a purificação hídrica remir-se de seus pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Em mão de bêbado, copo fora do escopo é certeza de ex-copo."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7593543464214658793?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7593543464214658793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7593543464214658793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7593543464214658793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2008/01/o-copo.html' title='O COPO'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-5414224526550206482</id><published>2007-12-31T03:04:00.001-02:00</published><updated>2011-02-18T17:00:02.606-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><title type='text'>O TRATOR DAS MINHAS VONTADES.</title><content type='html'>Eu estava quase dormindo, quando pensei na expressão "o trator das minhas vontades". Eu achei que fosse uma frase marcante, uma obra-prima da retórica. Ainda acho isso, mas, a cada vez em que olho para essas 5 palavras, elas perdem esse efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria fazer um texto em que eu usasse esse título. Na verdade, você pensa em trator, e vem aquele veículo imenso, com aquela coisa de metal na frente, implacável, intransponível, que chega passando em cima e não quer nem saber o que está na frente. É um trator, não é um carrinho de obras.&lt;br /&gt;Imagine o "carrinho de obras das minhas vontades"... é como se eu dissesse que eu vou levando-as aos trancos e barrancos e que, por qualquer trombada, elas podem ir ao chão.&lt;br /&gt;Imagine também "a bicicleta de minhas vontades". Só funciona direito na ciclovia, e eu ainda preciso ficar pedalando. Ou melhor, "a bicicleta ergométrica de minhas vontades". A vontade é tanta e o esforço é imenso, mas eu nunca saio do mesmo ponto.&lt;br /&gt;Talvez nada se comparasse a "o caminhão das minhas vontades". Lembro-me do Caminhão do Baú, com os sonhos de consumo das donas-de-casa. Minhas vontades não incluem geladeiras, máquinas-de-lavar ou fornos microondas.&lt;br /&gt;E se fosse o "patinete de minhas vontades". Até dá ambiguidade, pareço aquelas crianças de cinco anos que querem um patinete de Natal e colocam isso na cartinha para o papai noel. Infantil demais, fora.&lt;br /&gt;A "carreta das minhas vontades". Lembro-me dos digníssimos catadores de lixo da cidade que empilham suas tralhas usando os papelões das caixas de caras TV's e de outros mimos que não podem comprar. Ficam só com a caixa, e carregam com a própria força aquela carreta imensa pelas ruas. Muitas vezes não conseguem e tudo aquilo cai. Triste. Imagina minhas vontades caindo assim pela rua e eu tendo que catá-las só porque juntei mais do que podia? É provável, mas prefiro ser otimista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... voltemos ao "trator de minhas vontades", à imagem do trator. Pois é, minhas vontades são fodas, uhul, vem com tudo. Mas, lembremos: o trator precisa de alguém que dirija. Sei dirigir trator? Olha a responsabilidade.&lt;br /&gt;O trator precisa de combustível. Entenda por combustível o que quiser. Dinheiro, pique, pessoas para fornecer o combustível, ...&lt;br /&gt;O trator não é um ônibus. No máximo, tem dois lugares. Vontades fortes, que vem em trator, não podem envolver muita gente. No máximo, pode-se cooptar alguém para ser carona nessa aventura.&lt;br /&gt;O trator é um trator. Imenso. Não passa em vários lugares, não é versátil, exige infra-estrutura megalomaníaca e traz decepções se for transitar em lugares complicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é complicada. Não quero ficar entalado. Não quero ficar isolado. Não quero passar em cima de ninguém. Não quero depender de grandes feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, o trator não me serve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-5414224526550206482?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=5414224526550206482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5414224526550206482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/5414224526550206482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/11/o-trator-das-minhas-vontades.html' title='O TRATOR DAS MINHAS VONTADES.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-568821042483066703</id><published>2007-11-28T21:28:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T00:55:14.422-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>2BÁ</title><content type='html'>(COM O PERDÃO PELO ESTEREÓTIPO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clube de "elite" do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Aquele domingo ensolarado.&lt;br /&gt;O parquinho é multicolorido.&lt;br /&gt;As crianças refletem a luz.&lt;br /&gt;As babás absorvem-na.&lt;br /&gt;Hierarquia que se faz de acordo com absorção de luz?&lt;br /&gt;Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As babás no clube de elite estão todas vestidas de branco.&lt;br /&gt;Uniforme: proletárias. Alienadas?&lt;br /&gt;As crianças brincam, se divertem, pulam e gritam que querem picolé e títulos de nobreza.&lt;br /&gt;As babás os olham. Não olham seus filhos.&lt;br /&gt;Seus filhos? Onde fica filho de babá?&lt;br /&gt;Em clube de elite, certamente não.&lt;br /&gt;Num confronto da "tropa de elite"? Seria azar.&lt;br /&gt;No conforto do "videosurveillance for babies"? Babá eletrônica,não é mais fácil?&lt;br /&gt;Sob a proteção do Estado? Em Estado/estado deplorável?&lt;br /&gt;Na foto 3x4 dentro da carteira da mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babá olha filho dos outros.&lt;br /&gt;Olha filho de/da mãe que tem que trabalhar.&lt;br /&gt;Ela também é mãe que tem trabalhar.&lt;br /&gt;E daí? E daí nada, ué.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de babá não grita que quer picolé.&lt;br /&gt;Nem nobreza togada ele pode ser.&lt;br /&gt;Filho de babá, é filho de babá.&lt;br /&gt;Recebe presente de segunda mão.&lt;br /&gt;Já deve ter brincado de pião.&lt;br /&gt;Já deve ter soltado pipa.&lt;br /&gt;E talvez nunca tenha usado camisa pólo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parquinho tem dois bancos: um bom e um ruim.&lt;br /&gt;É quase como comparar o Itaú Personnalité com o espaço debaixo do colchão.&lt;br /&gt;No banco bom, ficam as mãedames, digo, madames.&lt;br /&gt;No banco ruim, quem se senta? Babás, daqueles nomes estranhos, bem nome de babá, geralmente terminado em -ina.&lt;br /&gt;Como não pode ser a fulana, vira a Fulina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser madame não é muito difícil.&lt;br /&gt;O reconhecimento se dá pelo flanelinha que fica em frente àquele restaurante que - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;um absurdo, amiga&lt;/span&gt; - ainda não descobriu o cômodo serviço de valet.&lt;br /&gt;"Estaciona aqui, madame!"&lt;br /&gt;(O trem superlotado mandou lembranças.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a madame gosta de estar bela.&lt;br /&gt;Quem sabe um dia ela aparece na Caras, sendo lida por alguém no cabelereiro ou na privada?&lt;br /&gt;As madames curtem bolsas de marca.&lt;br /&gt;Usam óculos escuros para parecerem reservadas.&lt;br /&gt;E às vezes tentam vestir umas roupas meio moderninhas para disfarçar a idade.&lt;br /&gt;São as craques da jogatina suja que é o jogo de aparências.&lt;br /&gt;São mães que muitas vezes não sabem botar a mão na massa.&lt;br /&gt;Tem nojo de cocô de criança.&lt;br /&gt;E não tem paciência para dar papinha, embora conheçam o tapinha.&lt;br /&gt;É para fingir que educam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela colônia de madames conversa.&lt;br /&gt;Uma comenta a última proeza do filhinho, que já sabe falar inglês e está com viagem marcada para a Disney.&lt;br /&gt;Do outro lado há uma colônia de babás, que também conversam.&lt;br /&gt;Uma comenta a última proeza do filhinho, que só verá na próxima folga, mas que já sabe falar planta ao invés de pranta, e que, de marcada, só a consulta no posto de saúde para o próximo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mães do mesmo jeito, embora uma delas não passe de uma mera progenitora.&lt;br /&gt;Diametralmente opostas.&lt;br /&gt;Separadas por um grosseiro abismo hierarquizante.&lt;br /&gt;Empregadora e empregada.&lt;br /&gt;Dominante e dominada.&lt;br /&gt;Zara e Renner.&lt;br /&gt;Débito e crédito.&lt;br /&gt;À vista e promissória.&lt;br /&gt;Medicamento de referência e medicamento genérico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma é a high society. Ai, que chique!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra é só uma babá. Serviçal.&lt;br /&gt;Pajeia o filho da high society quando o pequeno desfruta do mais alto grau de nobreza, no caso, de realeza: é quando ele está ao trono e desfere o verbo, em modo imperativo.&lt;br /&gt;"Fuliiiiiiiina, vem limpar. Acabei!&lt;i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-568821042483066703?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=568821042483066703&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/568821042483066703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/568821042483066703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/11/2b.html' title='2BÁ'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-9202829150907162973</id><published>2007-11-14T14:57:00.000-02:00</published><updated>2007-11-14T16:11:13.382-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>EPOPÉIA.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;Marcílio era de família pobre,&lt;br /&gt;era mais um que não tinha o que comer.&lt;br /&gt;Não tinha terra, mulher ou cobre,&lt;br /&gt;quase um nada, só entendia de sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendendo a zero, sabia esse Marcílio,&lt;br /&gt;que seu caminho teria de traçar.&lt;br /&gt;Não contava com ninguém para auxílio,&lt;br /&gt;à própria sorte, decidiu se lançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pra cidade, onde a terra era mais "fértil".&lt;br /&gt;Mas sua enxada, não soube onde deixar.&lt;br /&gt;Pegou em armas, carregou-as de projétil.&lt;br /&gt;Seu negócio, ali, era matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dedo no gatilho era senhor de destinos,&lt;br /&gt;para trabalhar, era só o bolso inchar.&lt;br /&gt;Nessa vida de final de intestino,&lt;br /&gt;o clandestino pensou em prosperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pé na rua descobriu a loteria,&lt;br /&gt;onde com sorte poderia se acertar.&lt;br /&gt;Aquela vida de bandido largaria,&lt;br /&gt;em sua a terra a todos iria ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que a sorte bateu à porta,&lt;br /&gt;e a Marcílio resolveu premiar.&lt;br /&gt;Largou o moço de vez a vida torta,&lt;br /&gt;pelo sertão voltaria a se enfiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando então voltava ao velho chão,&lt;br /&gt;a Dona Sorte resolveu evaporar.&lt;br /&gt;Bateu o ônibus num minicaminhão,&lt;br /&gt;e o desastre foi um baita de um pesar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na colisão espalharam-se vários corpos,&lt;br /&gt;e o tal dedo de Marcílio foi pelo ar.&lt;br /&gt;Se o rabecão veio levar toda a tragédia,&lt;br /&gt;um gavião o pobre dedo fez devorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o dinheiro da ventura de Marcílio,&lt;br /&gt;não conseguiu em ajuda se converter.&lt;br /&gt;Seus conterrâneos que precisavam de auxílio,&lt;br /&gt;na fome grande permaneceram a esmorecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi enterrado como indigente num cemitério próximo ao local do acidente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andava sem documentos, pois era criminoso procurado pela polícia da cidade onde tentou fazer carreira no mundo sinuoso que preferiu à honestidade insustentável dos miseráveis. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninguém se interessou por saber quem era para lhe dar um enterro digno. Até a faculdade de medicina mais próxima dispensou o cadáver desfigurado e sem um (mortífero - não sabiam eles) dedo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-9202829150907162973?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=9202829150907162973&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9202829150907162973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9202829150907162973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/11/epopia.html' title='EPOPÉIA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4042225236456623520</id><published>2007-11-03T19:59:00.000-02:00</published><updated>2007-11-03T20:07:56.859-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brainstorms'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>ESTÉRIL OLHAR.</title><content type='html'>Antes de colocar aqui o texto, quero explicar o que aconteceu. Passei pela rua e vi isso tudo que vou relatar. Cheguei em casa e decidi escrever, mas estava sem saco de escrever normalmalmente e me limitei a digitar com toda espontaneidade tudo o que vinha à cabeça para que, depois, com tempo, pudesse compor o texto com a qualidade que sempre busco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que hoje venho para escrever o tal texto, mas, ao ler a tempestade de idéias que compilara, não consegui continuar. Há erros de grafia, idéias sem nexo, mas qualquer tentativa de remoldá-las prejudicaria a sensação que tive, e a que tento passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estéril olhar.&lt;br /&gt;mãe com criança sentada na calçada. olha pro nada. sacode a mão repetitivamente, tilintando as moedinhas que ali estão. não está descalça, mas está mal vestida.&lt;br /&gt;em seu colo, deitado, dormindo que nem um anjo, com uma bermuda bege clara, limpinha, e uma camiseta listrada, limpinha, está um bebê que dorme serenamente. lindinho, uma gracinha. uma fofura. aquele bebezinho passa fome? passo por ele. tento não voltar e dar a moeda,. estava com 3 reais no bolso e tive preguiça de parar pra dar. merda de egoísmo. passo e não tenho coragem de voltar, não tenho coragem de ir até lá e dar para aquela mãe. queria eu que ela nao estivesse precisando. e aquele pedacinho de gente, uma vida que nao tem metade das oportunidades que eu tive, que não pode deitar na cama e relaxar, mas que dorme melhor que eu, com essa insonia, essa culpa burguesa, essa bosta de quem passa e quer fechar os olhos par aum problema .mas não consegue. e vem aqui escrever, impotente. é incapaz de tirar esse pijaminha confortável, sair do ar condicionado de casa agora descer e procurar a mãe para lhe dar um trocado, uma comida um agrado... quem sabe uma atenção seja tudo o que necessita aquela pessoa, que traz seu anjo, em bons trajes, em sono dos inocentes, para o relento da noite.&lt;br /&gt;o que faço para essa situação? simplesmente cago porque tem aos montes? é uma merda. lamento diariamente passar pela rua e ver isso. a culpa é de quem? foda-se de quem é a culpa. vamos resolver. juntos. unidos. to cansado de teorizar o brasil do futuro enquanto o brasil do presente não come. não quero mais ver anjinhos que comem e anjinhos que dormem com fome.&lt;br /&gt;aliás, dormir com fome deve ser a pior coisa que tem. não aguento ficar poucas horas sequer de jejum. minha vó sempre me oferece um leite quente antes de dormir e eu recuso... queria oferecer esse leite, esse alimento às crianças que sofrem por perto. queria.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4042225236456623520?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4042225236456623520&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4042225236456623520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4042225236456623520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/11/estril-olhar.html' title='ESTÉRIL OLHAR.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7649683092029734803</id><published>2007-09-30T14:46:00.000-03:00</published><updated>2007-10-19T20:09:16.298-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>COISAS QUE EU OUÇO POR AÍ E VEJO POR AÍ....</title><content type='html'>Dia de chuva intensa no Rio. Estava na sala de aula literalmente no meio de um bando de desconhecidas que se conheciam. Captei vários momentos de uma conversa hilária.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DIÁLOGO I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-Você vai pegar um táxi?&lt;br /&gt;- Claro, não gosto de ficar molhada de chuva, só de outro jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DIÁLOGO II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Hoje você vai falar com ele?&lt;br /&gt;- Vou sim.&lt;br /&gt;- E aí.. ou namora ou cai fora, né?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DIÁLOGO III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Professor, pode-se dizer que a Regência é a república?&lt;br /&gt;(sem respostas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DIÁLOGO IV (esse foi comigo!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, você sabe bem História. Quem substituiu Dom Pedro II quando acabou o segundo reinado em 1889?&lt;br /&gt;- Mal. Deodoro da Fonseca, após o Golpe.&lt;br /&gt;- Po, não foi a Princesa Isabel?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(bem que poderia ter sido)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TESTEMUNHA OCULAR I&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Meio da aula de história e meus olhos vão parar numa certa cena. Menina de má aparência, meio marrentinha, pega uma bala na mochila. Desenrola o papel de bala com cuidado, sem fazer muito barulho. Em momento algum deixa de prestar atenção ao professor. Coloca sorrateiramente a bala na boca e fecha a mão no papel da bala, como se dali a pouco, num passe de mágica, ela fosse abrir a mão e o papel sumisse. Mas essa aí não sabia fazer mágica coisa alguma. Não era ilusionista. Era porca mesmo.&lt;br /&gt;Não deixei de observá-la, pois sabia que o papel teria que ter algum destino. Se ela tivesse modos, ou teria guardado o papel em suas coisas para depois jogá-lo no lixo, ou já teria levado ao lixo de uma só vez. Não deu 10 segundos e ela começou seu plano secreto.&lt;br /&gt;Primeiramente, colocou a mão aberta sobre a cadeira, como se estivesse se apoiando. Continuava olhando para o professor, como se estivesse parada, sem fazer nada. Só eu observava aquelas mãos infelizes e percebia que por trás daquela feição aparentemente concentrada no desenrolar da monarquia brasileira estava uma mente maquiavélica com um braço efetivo de atuação, ou melhor, uma mão de efetiva atuação.&lt;br /&gt;Ela tratou de empurrar o papel de bala para o mini-vão existente entre a madeira da carteira e a estrutura de aço a que essa madeira está presa. O papel não entrou de primeira. Foi preciso que ela fosse amassando-o e o empurrando pouco a pouco, de forma que ele ali ficasse comportado. Terminado o serviço, ainda deu uma espreguiçada para disfarçar.&lt;br /&gt;Pois é... eu também estou com preguiça de jogar no lixo essa cidadã cujo destino interceptou o meu naquele dia. Mas, vocês também sabem: não dá para simplesmente fechar os olhos e esquecê-la, tal como fechar a mão e fazer o papel sumir. O que faço, então?&lt;br /&gt;Simples. Pego essa porquinha, faço com ela uma historinha e vou amassando-a e colocando-a entre o vão virtual - real extensão do meu pensamento - chamado So What's Beyond. E sempre tem alguém observando, ou melhor, lendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrarei muito em breve em novembro e dezembro, meses em que terei trocentas provas de vestibular. Logicamente, estarei impedido de escrever com calma e, assim, o blog ficará um tempo desatualizado. Torçam por mim!&lt;br /&gt;Em breve voltarei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7649683092029734803?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7649683092029734803&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7649683092029734803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7649683092029734803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/09/coisas-que-eu-ouo-por-e-vejo-por.html' title='COISAS QUE EU OUÇO POR AÍ E VEJO POR AÍ....'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-6540658210180945058</id><published>2007-09-23T11:48:00.000-03:00</published><updated>2007-09-29T12:17:15.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>ENGAVETADAS.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ERVILHA DE CHEIRO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Altura: 100-180cm&lt;br /&gt;Semeadura: Outono-Inverno&lt;br /&gt;Germinação: 10-16 dias&lt;br /&gt;IMPRÓPRIO PARA ALIMENTAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img217.imageshack.us/img217/5633/ervilha2bx7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://img217.imageshack.us/img217/5633/ervilha2bx7.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sementes de "ervilha-de-cheiro" num envelope lacrado. Comprei quando tinha 8, 9 anos, em Petrópolis, numa loja daquelas que vende de tudo para o campo.  Tínhamos um sítio pelas redondezas e pensei em plantar num vasinho e observar a planta crescer. A foto que vinha no envelope mostrava flores bonitas, de pétalas enrugadas, com várias cores. Sinceramente, não sei o porquê do nome ervilha de cheiro. Mal consigo imaginar qual seria o cheiro da tal "ervilha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, eu estava descobrindo muita coisa na natureza. O sítio me ajudou bastante nisso. O sítio e o Flight Simulator. Na verdade, mais o sítio do que o Flight Simulator. Estava começando a entender alguma coisa de plantas, animais, relevo e água, e grande era o meu entusiasmo por ver uma planta que eu plantei ter crescido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória me manda sinais de sua imperfeição ao não conseguir me relatar por que as tais sementes não ficaram por Petrópolis, não foram plantadas, não foram jogadas no lixo, mas, num quase êxodo rural, vieram parar em uma gaveta de meu armário, em pleno celeuma urbanóide que é Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img511.imageshack.us/img511/5317/ervilha3jw5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://img511.imageshack.us/img511/5317/ervilha3jw5.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A embalagem me diz que as sementes foram analisadas em fevereiro de 98, possuindo validade até fevereiro de 2001. Não tive coragem de abrir o saco de sementes para ver como elas estão, depois de 6 anos após a derradeira - e não aproveitada - oportunidade de fazê-las crescer. O papel já está ficando amarelado, do mesmo jeito que eu me torno barbado e tenho que arrancar meus sisos. Sinal dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam elas no fundo de uma gaveta, embaixo de muitos papéis importantes de minha vida. Várias notas fiscais de peças de computador, título de eleitor, CPF, comprovante de matrícula, comprovante disso e daquilo, atestado disso e daquilo. Não sei o que fazia um envelope de sementes de ervilha cheirosa ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas sementes ficaram guardadas na gaveta, como eu disse, junto com muitos outros papéis importantes. Talvez esteja aí a razão por elas estarem ali até hoje:  devem ter alguma importância na minha vida. Se eu as tivesse plantado, suponho que não tivessem tanta relevância ao ponto de eu escrever sobre elas no presente momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual seria essa importância? Não sei bem. Elas me lembram alguma frustração por não alcançar certos planos, por desistir de certas idéias e por engavetar certos projetos... na verdade, por engavetar sementes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img440.imageshack.us/img440/116/ervilha1lz9.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px;" src="http://img440.imageshack.us/img440/116/ervilha1lz9.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-6540658210180945058?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=6540658210180945058&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6540658210180945058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/6540658210180945058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/09/engavetadas.html' title='ENGAVETADAS.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-7699029483701216160</id><published>2007-09-14T20:44:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T21:49:01.334-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>MORAL DA HISTÓRIA.</title><content type='html'>Aconteceu essa semana.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É assim ó: uma bala redonda, pequena, vem de várias cores numa mesma embalagem, são enroladas num papelzinho assim... tô procurando há tempos e não acho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ahn... acho que não tem não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela vontade de uma sobremesa que dá depois do almoço estava difícil de aguentar. Pior, quase como uma grávida, despontara para um desejo súbito, por algo específico, insubstituível. Procurava com meus amigos de baleiro em baleiro a tal bala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Moça, você tem uma balinha azedinha, pequenininha, vem de várias cores, ... - &lt;/span&gt;&lt;span&gt;perguntava, tentando gesticular o formato da balinha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga minha, que também estava tentando lembrar a que bala eu me referia, falava nomes e tipos de bala, mas não acertava. Até que despontei com a brilhante associação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ela é meio achatada, um disco bicôncavo... parece uma hemácia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risos gerais. Continuei procurando. Fui a cinco baleiros. A duas bancas de jornais. Ninguém sabia que bala era essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha, se por acaso você achar a bala, traz o papelzinho aqui que a gente compra no distribuidor e vende, tudo bem? -&lt;/span&gt; falou uma vendedora de forma muito atenciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando a última carta do baralho, fui à cantina do colégio. Ou era ali, ou não era mais. O momento recebeu a devida solenidade. Chegando à cantina, havia mais dois ou três alunos de séries mais baixas do Colégio, que ali faziam não sei o que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Oi moça, tenho uma missão difícil para você. Já procurei em tudo que é lugar, mas não acho. Quero uma balinha azedinha, pequenininha, achatada nos pontos, vem umas 12 por embalagem, ela é embalada que nem jujuba. Sabe qual é? -&lt;/span&gt; perguntei.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Deve estar mentindo&lt;/span&gt;. - disse o moleque que me ouvira, já  me olhando de forma insolente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nada. &lt;/span&gt;- desconversei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça me apareceu com uma jujuba. Não, eu não queria jujuba.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É uma bala mesmo... tem certeza que não tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tem aí, "Cleiton"?&lt;/span&gt; - perguntou ao outro balconista.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tem não. &lt;/span&gt;- respondeu o colega.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ahn... então deixa. Obrigado.&lt;/span&gt; - lamentei, afinal, teria que ficar sem a tal balinha naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não iria escapar daquela só com essa frustração. A situação precisava de um gran finale, algo marcante, algo tocante, algo imprevisível, quiçá inesquecível. E a inserção inusitada daquele dia veio por parte do moleque, que destilou seu instinto zoador pré-adolescente, seu ódio, sua imaturidade, sua única forma de aparecer para o outro coleguinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se *udeu, haha! - pronunciou sua presunçosa, e suja, boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei comigo num infinitésimo de segundo. Qual foi a daquele rapazinho? Protótipo de gente... Ainda tem muito pra ver na vida. Criança mal-amada? Criada pela empregada? Usando Adidas, correntinha... e se achando o máximo. Não sabe o que é largar a banana. Não sabe o que são reações orgânicas. Um grande merdinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou polido. Às vezes. Mas com quem não conheço, sou polido sempre. Se sou mal-amado, já não sou criança. Nunca tive empregada. Uso Adidas, mas não uso correntinha. Já larguei a banana. E já aprendi 80 reações orgânicas. Uns me acham um grande merdinha. Outros não. Sou polido. E fiz-me polido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, está exaltado esse rapaizinho, hein? - falei e fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de fininho. Aquela pessoa não tinha nada a me acrescentar e distância é o que mais quero de energúmenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A balinha... realmente fiquei sem. E ainda levei essa desaforo pra casa. Sim, eu levo desaforo pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[após um longo e tenebroso inverno de dois dias...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava hoje no Zona Sul, fui comprar um biscoito com uma amiga, que também me acompanhara no incidente da balinha dois dias antes. Na fila do caixa, conversávamos, até que meus olhos foram de encontro a algo em que custei a acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogado no meio de muitas balas nos penduricalhos que há no caixa, lá estava a balinha que tanto procurava. Um pacote com 8. Cada deles, com 12. 96 balinhas à minha disposição. Não hesitei e peguei. Era a balinha. A azedinha, a pequenininha, coloridinha, embalada feito jujuba, em forma de disco bicôncavo e parecendo uma hemácia. No Zona Sul, jogada, sozinha, com a embalagem meio empoeirada, até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paguei. 8 reais. Não valia tudo isso, eu sei. No Centro, compro pela metade do preço. Mas ali valia tudo. Pela balinha eu fazia tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Moral da história:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem não procura, acha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sem moral da história:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O moleque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-7699029483701216160?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=7699029483701216160&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7699029483701216160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/7699029483701216160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/09/moral-da-histria.html' title='MORAL DA HISTÓRIA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-8515993426233393090</id><published>2007-09-06T21:19:00.000-03:00</published><updated>2007-09-07T00:37:47.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>IDADES, SUPLÍCIOS E ELEVADORES.</title><content type='html'>Joãozinho tinha se atrasado para sair de casa e estava afobado para chegar logo à escola e não perder a prova do dia. Fechou a porta e esperou impaciente o elevador ir ao seu andar.&lt;br /&gt;Bastou o elevador chegar para que tivesse a ingrata surpresa de ali encontrar aquele vizinho cinquentão e seus assuntos sem assunto. Pois é, papo de elevador é pura função fática fadada ao insucesso. Quando não se fala sobre o tempo, sobre corrupção na política ou sobre o cansaço da vida moderna, repousa sobre o ambiente um silêncio irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joãozinho morava no prédio desde que nasceu e todos o viram crescer. De uma criancinha que vivia com a fraldinha cheia, virou um rapaz não muito alto. Fato é que os vizinhos costumavam associá-lo, sempre, à primeira impressão (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a primeira impressão é a que fica"&lt;/span&gt;) que tiveram: a criancinha de fraldinha. E dali vinha não só o apelido no diminutivo, como também o discurso batido, tanto dentro do elevador, como dentro do prédio, na rua ou no supermercado, ...:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas como você está grande!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Tá crescendo, hein?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vai chegar ao teto!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Já tá um homem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joãozinho já estava acostumado. Não havia uma pessoa que falasse coisa diferente, fosse adulta, fosse idosa, fosse homem, fosse mulher. E todos o viam com certa freqüência, de forma que não havia como haver tanto espanto com seu crescimento, que, aliás, já havia dado uma séria desacelerada havia algum tempo, estando quase imperceptível. Ele reconhecia o carinho das pessoas e a falta de assunto melhor, mas, como não tinha palavras insossas à altura para responder tais comentários, limitava-se ao sorriso amarelo sem-graça, quase envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pressa daquele dia, a lei de Murphy fez-se presente. Mal entrara no elevador, mal cumprimentara o tal do cinquentão, mal apertara o botão para a portaria, quando o elevador deu defeito, parou e os dois vizinhos ali ficaram presos. Joãozinho viu que iria, de qualquer jeito,, perder a prova e tratou de se acalmar, afinal, era só fazer uma segunda chamada, daria até para estudar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali estava Joãozinho, com o vizinho cinquentão no elevador, na tal situação do silêncio fastidioso. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Antes que vocês pensem que vai rolar alguma pederastia na situação... não, não vai.) &lt;/span&gt;Eis, porém, que o cinquentão decide quebrar o silêncio, mostrando sua linguagem de cinquentão pseudo-antenado em tendências jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí parceiro, agora vamos ter que esperar.&lt;br /&gt;- Pois é... - falou Joãozinho sem jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram dois segundos ouvindo o eco de palavras jogadas ao ar, esperando que alguém retomasse o verbo. Pensaram, pensaram, e não veio assunto à cabeça. Falar do tempo? Ah, hoje está sol, mas é dia de semana, que diferença faz? Falar da corrupção na política? Bah, coisa de revoltado ou de nerd. Falar do cansaço da vida moderna? Isso é coisa de velho, o que Joãozinho de fato não era, e que o cinquentão tentava a duras penas abafar. E, depois de alguma reflexão, surgiu o tal assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas como você cresceu, hein rapaz?&lt;br /&gt;- Pois é...&lt;br /&gt;- Tomou fermento?&lt;br /&gt;- Não, que isso.&lt;br /&gt;- Tá fazendo alongamento?&lt;br /&gt;- Faço não.&lt;br /&gt;- Tá tomando hormônio?&lt;br /&gt;- Preciso não. - respondeu Joãozinho. Caraca, que saco. Precisava ele explicar que há uma coisa hipófise, que produz uma coisa chamada somatotropina que promove uma coisa chamada crescimento?&lt;br /&gt;- Quando eu era moleque, a gente não era grande assim não. É que a alimentação da geração de vocês é muito diferente. Tem tanta gente com mais de dois metros. Aliás, você já pensou em jogar basquete ou vôlei?&lt;br /&gt;- Nada... fico só na pelada, mesmo.&lt;br /&gt;- Ahn, sei, só na pelada. Revista de mulher pelada, você quer dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joãozinho riu desconcertado. Que ele lá tivesse suas Playboys ou suas fotos e vídeos "impróprios" no computador, mas o que haveria de ser falado naquela hora? Que ele realmente adorava deleitar-se com tal tipo de material? Perguntar se o tiozão queria emprestado? Respondeu quase constrangido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, também, né!&lt;br /&gt;- Ahnn... sei. Mas você está com que altura? - perguntou o tiozão, mostrando ser ruminante no aspecto assuntos e conversas.&lt;br /&gt;- Quase um metro e oitenta.&lt;br /&gt;- Nossa, até ontem você era um bebê, andava no carrinho! E por falar em outro carrinho, já tirou carteira?&lt;br /&gt;- Ainda não, só faço dezoito no final do ano.&lt;br /&gt;- Dezoito anos, já vai poder comprar Playboy legalmente! Haha, que barato! - o cinquentão comprovadamente ruminava assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joãozinho já estava de saco cheio daquela conversa, quando lembrou que o elevador possuía alarme. Apertou-a imediatamente, desviando-se de qualquer assunto que o vizinho levantasse. Pouco lhe importava ficar preso naquele elevador, mas estava desesperado para fugir daquela conversa circunstancialmente impreterível. PIII PIII pra cá, PIII PIII pra lá e o elevador por aparente milagre voltou a funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ao térreo e, quando iam se despedir, Joãozinho foi importunado por mais três moradoras, três velhinhas, que esperavam o elevador parado com sacolas de compras do supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas era o menino que estava aí preso, coitado! - ressaltou uma delas, logo em seguida vertendo sua fisionomia para o espanto de quem vê tudo mudado -  Meu Deus, como você está crescido!&lt;br /&gt;- É mesmo, Bete! Lembro de quando lhe comprei um chocalho para o chá de fraldas, e olha como ele está agora! - endossou a outra.&lt;br /&gt;- Mas está uma gracinha, deve estar fazendo um sucesso entre as meninas da classe! - apostou entusiasmada a terceira idosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era muito para Joãozinho. Não bastasse o cinquentão, que àquela hora já sumira de seu campo de visão, agora vinham aquelas doces senhoras com suas amáveis palavras. Pobrezinho... ele não era tão grande, ele não lembrava do chocalho e muito menos era tão popular assim entre as meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho, você pode nos ajudar a subir com as compras?&lt;br /&gt;Joãozinho respondeu positivamente, afinal, já não ia mesmo para a escola e de nada custava ajudar aquelas velhinhas. Cumprido o favor com carinho, voltou para casa, no que a mãe o atendeu com feição aborrecida e desatinou a falar após reputar como lorota a tentativa de explicação que lhe foi dirigida pelo filho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você já é quase um homem, tem que se programar para imprevistos. Veja, você não é mais aquela criancinha que precisa ficar sendo acordada, lembrada, conduzida. Quase um homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanta aporrinhação, Joãozinho trancou-se no quarto impaciente. Revoltado como adolescente, ranzinza como um velho. Não mais sabia o que era. Quase um homem, talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-8515993426233393090?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=8515993426233393090&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8515993426233393090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8515993426233393090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/09/idades-suplcios-e-elevadores.html' title='IDADES, SUPLÍCIOS E ELEVADORES.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-8073903979087313844</id><published>2007-08-24T23:58:00.000-03:00</published><updated>2007-08-31T19:54:12.871-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>MOMENTO POEMA.</title><content type='html'>Poema... coisa que raramente faço. Então vão dois escritos recentemente.&lt;br /&gt;Gostaria de dizer que o primeiro, por mais incrível que isso possa parecer, foi escrito num dia em que estava muito feliz e animado. Sei lá como ele apareceu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMINHO ATÉ A BEIRA DO PENHASCO&lt;br /&gt;(mas sem coragem de dar o último passo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quando tudo parecia dar errado,&lt;br /&gt;surgiu o milagre.&lt;br /&gt;Quando tudo parecia dar certo,&lt;br /&gt;surgiu o imprevisto.&lt;br /&gt;Quando tudo tendia a fúria,&lt;br /&gt;surgiu a palavra.&lt;br /&gt;Quando não havia mais palavra,&lt;br /&gt;fez-se o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo era silêncio,&lt;br /&gt;fez-se o escuro.&lt;br /&gt;E aí, tudo pareceu perdido,&lt;br /&gt;e não surgiu um norte,&lt;br /&gt;e não surgiu a sorte.&lt;br /&gt;Também não surgiu a morte,&lt;br /&gt;e ficamos a ver navios,&lt;br /&gt;porque não deu pra soltar as amarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO É NO GOOGLE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Procure espaço,&lt;br /&gt;procure o compasso ,&lt;br /&gt;procure o escasso,&lt;br /&gt;procure um traço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure o ócio,&lt;br /&gt;procure negócio,&lt;br /&gt;procure o sócio,&lt;br /&gt;procure consórcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure conforto,&lt;br /&gt;procure o porto,&lt;br /&gt;procure torto&lt;br /&gt;procure o horto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure o fio,&lt;br /&gt;procure o Rio,&lt;br /&gt;procure no cio,&lt;br /&gt;procure o plantio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure, enfim,&lt;br /&gt;procure assim,&lt;br /&gt;procure o fim...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Procura&lt;/span&gt; sem fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-8073903979087313844?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=8073903979087313844&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8073903979087313844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8073903979087313844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/08/momento-poema.html' title='MOMENTO POEMA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-46534455974214214</id><published>2007-08-24T23:23:00.000-03:00</published><updated>2007-08-24T23:50:24.656-03:00</updated><title type='text'>E O CALENDÁRIO DE 2020</title><content type='html'>Hoje é 24 de agosto de 2007. Diga-se de passagem, completam-se 53 anos do suicídio de Vargas. Pegue o calendário de seu celular ou do PC e veja o dia 24 de agosto de 2020. O que você vê? Um dia em branco? Uma nebulosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futuro, meu caro futuro, ele está lá. Coisa estranha ver o dia ali, ver todos os dias ali, saber que eles existirão, mas não saber se você estará lá para ver tudo acontecer e, caso esteja, não saber como acontecerá. Mas imagine-se lá, acordando e vendo no relógio ao lado, estampado,  24/8/2020. Você, como bom conhecedor de história, há de se lembrar que é dia de celebrar a morte do mais importante presidente do Brasil (se nenhum outro à altura aparecer até lá... acho difícil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e daí? Você se levanta e toma café? Você beija sua mulher e vai trabalhar? Você está entrevado numa cama sem poder andar? Você está rico? Você está pobre? O dia está chuvoso ou o tempo está aberto? As pessoas falam com você? Você está em que cidade? Seus amigos de hoje ainda são seus amigos? Muitos de seus parentes já são falecidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvida que instiga, dúvida que fascina, dúvida que angustia. Esses dias estava observando o dia 16 de julho de 2049, o dia em que, com a graça das graças, completarei meu sexagésimo aniversário. Já serei eu vovô nesse dia? Já serei pai? Serei alguma coisa na vida? Terei motivos para ter orgulho? E para ter satisfação? Já terei vivido o triplo de tempo que já vivi... por que experiências terei passado? Garanto que muitas agradáveis, e muitas desagradáveis. Quais?&lt;br /&gt;O que me espera para que eu chegue até lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aguento mais apertar o botão do ponto de interrogação.  Aliás, fazer isso é tão fastidioso quanto povoar a cabeça com essas suposições sobre o futuro. Também não adianta planejar em minúcias algo que depende de tantas variáveis que me fogem ao controle. E... veja bem... futuro para ser futuro tem que surpreender. Mas uma surpresa que só pode ser percebida quando nos lembramos dele já enquanto passado. Algo do tipo:&lt;br /&gt;"Caraca, jamais pude imaginar que tudo isso fosse acontecer, e ainda mais dessa forma!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro, e peço que não me apedrejem, com o maior dos clichês, embora o mais verdadeiro, desde que interpretado convenientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;carpe diem.&lt;br /&gt;(amanhã vou à praia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-46534455974214214?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=46534455974214214&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/46534455974214214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/46534455974214214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/08/e-o-calendrio-de-2020.html' title='E O CALENDÁRIO DE 2020'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-9140793664781070555</id><published>2007-08-03T20:13:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T16:47:23.976-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>PET SHOP BOY</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha, mãe, que bonitinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É minha filha, veja que fofinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino estava sentado na calçada, à penumbra das luzes das ruas e das vitrines. Seu olhar era distante e sua fisionomia era abatida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mãe, porque ele está sozinho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Porque ele vai ser vendido, oras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino não tinha pais. Não os conhecera. Vivia sozinho. Não estava acostumado a carinho, nem a atenção. Era só mais um infeliz, como muitos, tentando ser indiferente à própria vida e à própria realidade, pouco lhe importando se o destino lhe seria favorável ou excludente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas ele não sente saudades dos pais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas ele é bicho, Carolina!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino também não sentia saudades dos pais. Como poderia tê-las, se nem os conhecera?&lt;br /&gt;Se ele era bicho, talvez Manuel Bandeira dissesse que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Porque ele está tremendo de frio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Porque deve estar frio lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;No frio da rua, o menino também tremia. Não só de frio, mas de fome e de desespero. Não tinha agasalho, não tinha atenção, não tinha escola, não tinha dignidade, não tinha alguém que com ele se preocupasse, não tinha teto, não tinha aquele edredom para noites geladas, nem a sopa quente e nutritiva que vovó faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos comprar, mãe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tá maluca, Carol? Não tem como levar não, deixa que outra pessoa compra e cuida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ahhhhhhh... por favor, por favor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não. Agora vamos embora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram-se embora sem notar que ao lado da vitrine do pet-shop, onde ali estava um exemplar de fofura vendido por não menos que um salário mínimo, havia um menino. Um menino sem fofura, um menino que nem salário mínimo valia, mas que também estava sozinho, não tinha pais e tremia de frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser menino, por estar no escuro ou por ser só mais um entre muitos meninos desse Brasil, passou despercebido.&lt;br /&gt;Talvez se fosse cachorro, numa vitrine, iluminado e em destaque, alguém lhe desse atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invejando uma vida de cão, o menino deitou-se no chão, encolheu-se de frio e fechou os olhos, desejoso de que na próxima encarnação nascesse cachorro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-9140793664781070555?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=9140793664781070555&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9140793664781070555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/9140793664781070555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/08/pet-shop-boy.html' title='PET SHOP BOY'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4702837274329797419</id><published>2007-08-02T15:08:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T16:07:27.980-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rapidinhas'/><title type='text'>SÓ FALTOU A SUÁSTICA.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(rapidíssima)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vocês acham humilhação entrar nessa loja popular, mas eu vou numa boa. E compro.  No entanto, eles sempre estão lançando umas camisetas cujas estampas me deixam irritados demais. Em geral, são temas políticos que poucas pessoas conhecem e acabam usando a camisa sem ter a mínima idéia do que seja. Há um tempo atrás, eles lançaram uma camisa onde havia escrito CCCP. Para quem ainda não sabe, CCCP era a abreviação, em russo, de URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Quem sabia disso? Garanto que poucos. Quem conhece a história da URSS? Quem tem uma mínima idéia do que foi a experiência soviética? Quem sabe o que é socialismo, comunismo, Marx, Lenin, Stalin,...? Quem aceitaria desfilar conscientemente com o nome de uma das potências da Guerra Fria? Eu lá sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não é nada. Ontem a Renner me reservou uma surpresa especialmente desagradável. Há agora uma linha de camisetas com temas alusivos à Alemanha, não sei se é coisa desse ano ou se é sobra de estoque do ano passado, quando houve a Copa em terras germânicas. Estava lá passeando pela loja, quando vejo uma Cruz de Ferro estampada, com uma águia atrás. Para quem não sabe, a cruz é um dos símbolos da Wehrmacht, o exército nazista alemão responsável por uma série de atrocidades notórias. A águia não estava no formato nem na posição utilizados nos tempos nazistas, mas perceptivelmente era uma águia. Em volta da imagem, a inscrição "STARKER MANN", que quer dizer homem forte. Uma alusão ao Reichsführer - "guia do império" -, título ao qual Adolf Hitler atendia?&lt;br /&gt;Mais a frente, outra camisa da mesma série. Dessa vez, só havia a Cruz de Ferro, com as inscrições circundantes: "Blue Steel - Revolutionary Culture".&lt;br /&gt;Sinceramente, acho que só não estamparam a suástica porque é crime ostentá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4702837274329797419?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4702837274329797419&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4702837274329797419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4702837274329797419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/07/s-faltou-sustica.html' title='SÓ FALTOU A SUÁSTICA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4615880348853068559</id><published>2007-07-11T03:24:00.000-03:00</published><updated>2007-09-29T12:59:10.776-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os melhores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>APARELHO DE FONDUE.</title><content type='html'>Maldito hábito de guardar as coisas e nunca usar. Acho que foi comportamento herdado dos egípcios, que levavam vários pertences para a tumba na esperança de usá-los em outra vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que o aparelho de fondue estava guardado desde 1984. Intacto, no armário lá de cima, aqueeeeele que ninguém nunca mexe, junto com vários outros presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presentes de casamento.  O casamento aconteceu há 23 anos atrás. Amigos, parentes e etc. presentearam os jovens noivos com várias coisas para a casa. Jarras, talheres, cristais, pratos e também um aparelho de fondue importado. Ficou lá ele encostado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses 23 anos, muita coisa aconteceu. Viagens, brigas, encontros, desencontros. Filhos, claro, filhos, cá estou eu! Separação... nem tudo é pra sempre.  Mudança de casa. Cada um para um canto. Os presentes foram parar com a noiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aparelho de fondue, vocês sabem, ficou na casa da noiva, no tal armário. Armário quase intocado, como se guardasse um resquício de um passado talvez não muito bem assimilado. Estava lá, tudo embaladinho. A panela do fondue brilhante, sem uma ferrugem sequer, com seu cabo de madeira ainda lustrado. Quatro garfinhos, com pontas bem afiadas e cabo de madeira, também, cada um com uma bolinha de plástico de cor diferente em sua ponta. Bonitinho o detalhe. Estavam todos eles embaladinhos em papelão, bonitinhos, esperando quase que sentados para serem usados.  Junto do conjunto, uns cinco potinhos tipo cinzeiro, pretos. Envoltos em plástico-bolha, o qual não tive coragem de estourar, lá estavam os potinhos coladinhos, também embalados em papelão. Esperavam a carne, o pão cortado ou as frutas a serem banhadas em chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caixa do aparelho de fondue mostrava uma foto ilustrativa do que seria jantar fondue a dois. Duas taças de vinho, o fondue e a fumacinha saindo da panela. Colada na caixa, um adesivo da Roberto Simões (Presentes de qualidade, presente em Copacabana, Leblon, Ipanema, Centro, bla bla bla). Não achei a carta de votos de feliz matrimônio para identificar quem comprou o presente e acabei ficando na curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou que hoje eu precisei de um aparelho de fondue. Bem, eu sabia que havia um guardado lá no armário. Não hesitei em pedir, mas hesitaram em me atender. Depois de alguma conversa, consegui. Tão logo estive com ele em minhas mãos, bateu uma peninha de usá-lo. Bem... após esperar mais de vinte anos para ter sua serventia,  ele já devia ter desistido de ser usado. Embaladinho, parecia estar em um sono profundo de decepção, de inutilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que eu o acordo. Tiro-o da caixa, desembalo tudo, lavo cada peça e o monto. Jogo álcool na parte de fazer fogo, acendo um fósforo, e ele começa a produzir calor e uma luz azul. A panela vai ao fogo e recebe aquele queijo meio estranho de fondue, que logo é derretido. Com os garfinhos, espetam-se pães que se lambuzam no tal queijo e vão à boca em deleite gastronômico. Os potinhos não foram usados, ficando para a próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada a comilança, vai tudo à pia . Detergente, esponja, muita esfregação, água e etc. E então estava tudo limpinho, pingando e escorrendo. O aparelho de fondue teve sua primeira vez, e agora estava ali, como qualquer outro estaria, esperando para ser guardado e utilizado em ocasiões futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ele ficou feliz? Ou preferiria o dito cujo ter ficado ali, guardado, embalado, conforme saiu da fábrica no início da década de 80? Época essa quando não havia internet,  quando não havia celular, quando eu não era nascido... quando entre dois noivos ainda havia a magia de um casamento, de que hoje sobrou alguma amizade e vários presentes que, por razões adversas, não tiveram a oportunidade de serem usados. A amizade está guardada no coração (ó que piegas!). Os presentes, no armário lá de cima. Aquele tal armário, sabe?&lt;br /&gt;Até quando, não se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Curiosidade:&lt;/span&gt; Minha avó, casada em 1956, ainda guarda presentes de casamento nunca usados. Suponho que isso seja uma forma de fazê-los ganhar valor de mercado para serem vendidos a um antiquário. Vai entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4615880348853068559?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4615880348853068559&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4615880348853068559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4615880348853068559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/07/aparelho-de-fondue.html' title='APARELHO DE FONDUE.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-8661610320627037813</id><published>2007-06-20T20:43:00.000-03:00</published><updated>2007-06-21T20:14:31.560-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>SAMY DA BOLIVAR NÃO TEM A NAMORADA.</title><content type='html'>Pode parecer manchete de jornal, reportagem de capa de revista de fofocas ou até mesmo mensagem de telegrama em código, mas é essa a mensagem escrita num dos principais túneis da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é Samy? O que é Samy? Com esse apelidinho nada masculino, fico na dúvida do sexo e também da opção sexual desse personagem (ave substantivo comum de dois gêneros!) infeliz que não tem a namorada. E o detalhe mora aí: ele não é um solteiro qualquer, que não tem namorada, ele simplesmente não tem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a&lt;/span&gt; namorada. Na verdade, fico pensando se esse(a) tal é mesmo solteiro(a) ou se ele(a) é negligenciado(a) pela namorada, num namoro de mão única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser conhecido como Samy da Bolívar, creio que ele tenha alguma relevância nesse grupinho ou nesse lugar que se chama Bolívar. Vai ver é o chefe de uma trupe de pré-adolescentes que aterroriza parquinhos infantis ou que joga ovos na careca dos velhinhos. Pode ele estar na época de descobrir o amor, envolvendo-se naqueles casinhos infantis em que a menina ainda morre de vergonha de andar de mãos dadas ou de beijar o rapaz, daí parecer que eles nem namoram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas volto à tal da namorada. Quem seria essa moça tão estimada capaz de esnobar o honrado Samy da Bolivar? Será que ela recebeu flores no Dia dos Namorados ou ganhou um presentinho de nosso amiguinho Samy? Será que Samy é tão romântico? Imagino Samy indo à floricultura todo animadinho, comprando umas flores a dedo, ensaiando um versinho e, ao declamá-lo e entregar o presente à namorada, ser tomado em deboche pela parte amada. Será que Samy lamenta a falta de reciprocidade da relação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei lá. Só vi que no túnel tava escrito que ele não tem a namorada. Na verdade, acho, ou tenho certeza, de que Samy não tem bons amigos. Pensando bem, quem pegaria seu spray de grafite para espalhar pelas ruas da cidade um problema amoroso entre um casal de namorados? Talvez um mal-amado também desejoso do afeto da moça. Talvez alguém que queira se vingar do maquiavélico Samy, que já tramou ciladas para muita gente. Talvez um louco, o próprio Samy!, que adora referir-se a si próprio em terceira pessoa, num relato auto-biográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente não sei. Mas que está lá, está lá. E para quem quiser ler. Passando de ônibus rumo ao trabalho, voltando para casa, cruzando o bairro ou até mesmo espairecendo na urbanidade do túnel, todos tomam conhecimento de que Samy da Bolivar não tem a namorada. Anúncio profético, revelador, momento apoteótico da vida de qualquer um, capaz de mudar a rotina de muita gente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-8661610320627037813?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=8661610320627037813&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8661610320627037813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/8661610320627037813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/06/samy-da-bolivar-no-tem-namorada.html' title='SAMY DA BOLIVAR NÃO TEM A NAMORADA.'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29812463.post-4515068549128617290</id><published>2007-06-16T10:52:00.000-03:00</published><updated>2007-06-16T13:04:53.233-03:00</updated><title type='text'>Bolo e guaraná... é o seu aniversário!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img392.imageshack.us/img392/8287/1anocw6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://img392.imageshack.us/img392/8287/1anocw6.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quando o So What's Beyond foi pensado, mas sei que ele veio ao mundo dia 16 de junho de 2006. Lembro que era uma daquelas sextas-feiras de tédio e que eu estava com muita vontade de escrever algo além daquelas dissertações escolares quinzenais de 25 linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi feito."So What's Beyond?" nasceu com uma mensagem meio pretensiosa de &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/06/apresentar-me-ei-ou-no.html"&gt;apresentação&lt;/a&gt;, alguém querendo posar de enigmático. Até hoje não entendo porque batizei o blog com esse podre e também pretensioso nome em inglês. Se fosse hoje, não colocaria nada nessa língua, mas usaria um nome brazuca do melhor estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus primeiros textos tinham como tema básico os relacionamentos e o comportamento humano, com enfoque em alguns sentimentos como a &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/06/friends-4ever-amizade-ou-iluso-de-com.html"&gt;amizade &lt;/a&gt;(e as críticas a algumas hipocrisias - como eu gosto disso), o &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/06/ufa.html"&gt;alívio&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/08/sofrer-por-antecedncia.html"&gt;sofrimento por antecedência&lt;/a&gt;, entre outros. Às vezes o SWB ficou um pouco auto-ajuda, como aconteceu com o texto do &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/06/35-requisitos-para-o-sucesso.html"&gt;sucesso&lt;/a&gt;, fruto de muita reflexão e conversa prévias. Certo dia, resolvi expôr algum sarcasmo e acidez, num texto levemente humorístico sobre os &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/07/clichs-de-orkut.html"&gt;clichês de orkut&lt;/a&gt;, que teve sua &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/12/clichs-de-orkut-ii-o-retorno.html"&gt;segunda edição&lt;/a&gt; há pouco tempo. Ambos posts receberam muitos comentários e elogios, bem como a outra sátira bem recente &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/03/informaes-teis.html"&gt;informações úteis&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teve um dia em que eu sentei inspirado na cadeira do PC e escrevi, numa tacada só, um texto que eu considero um divisor de águas entre minhas publicações. Os que me conhecem, sabem que esse é um dos meus preferidos. Tá aí, &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/08/como-uma-pessoa-se-sente-depois-de.html"&gt;"Como se sente uma pessoa depois de matar alguém?"&lt;/a&gt; a razão por que já me chamaram de mórbido, maluco e etc. Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros relatos com comentários filosóficos e comportamentais também marcaram presença nesse um ano de blog, como é o caso do texto sobre o &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/09/pimenta-nos-olhos-dos-outros-refresco.html"&gt;pombo&lt;/a&gt; que presencia a agonia de seu semelhante, e do meu queridíssimo &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/12/pisando-em-fezes.html"&gt;"pisando em fezes"&lt;/a&gt;, uma descrição quase-emocionante  das reações de quem se apóia onde não deve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi pelas crônicas que eu descobri grande vocação, a começar pelo hilário &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/10/o-mundo-e-os-gordinhos.html"&gt;"mundo e os gordinhos"&lt;/a&gt; , que trazia a descrição de um fato que me aconteceu de verdade e algumas críticas (mal-feitas) a certos aspectos sociais vinculados à obesidade. As rapidinhas (&lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/11/rapidinhas-1.html"&gt;I&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/11/rapidinhas-2.html"&gt;II &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/02/rapidinhas-3.html"&gt;III&lt;/a&gt;) também trouxeram historinhas engraçadas do cotidiano, além de outras notas mentais de fácil digestão, valendo destacar a &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/04/rapidinhas-4.html"&gt;rapidinha IV&lt;/a&gt;, que trouxe um desabafo sarcástico contra a calamitosa criminalidade. Noutro dia, quis escrever sobre uma observação socio-econômica que há muito já fazia, e saiu um &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2006/11/inflao-esmola-e-vida-do-mendigo.html"&gt;panfleto &lt;/a&gt;de "reajustem a esmola".  Outra mensagem de cunho social que destaco foi o relato quase-emocionado do &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/02/o-trabalho-dos-sem-emprego.html"&gt;trabalho&lt;/a&gt; duro de muita gente que não tem emprego, baseado num dia de perambulação pelo centro do Rio, onde várias coisas me tocaram. Destaco também a crônica do &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/04/no-consultrio-particular.html"&gt;consultório médico,&lt;/a&gt; construída após muita observação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in loco&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superei-me na introspectividade com o texto sobre &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/01/morte-alheia-sic.html"&gt;"a morte (alheia) - sic"&lt;/a&gt;, que aborda essa tão discutida questão humana da ótica de quem fica , e também com a imperdível análise sobre as várias modalidades do &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/03/aos-prantos.html"&gt;ato de chorar&lt;/a&gt; . Mas um dos meus preferidos dessa linha é o ensaio sobre o ato de &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/03/chutando-pedra-no-meio-do-caminho.html"&gt;burlar&lt;/a&gt;, escrito num momento de certa inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz também um&lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/02/o-novo-bloco-de-carnaval.html"&gt; texto enigmático &lt;/a&gt;num momento de raiva, em que eu me impunha certa censura, tamanha minha covardia para dizer com palavras ofensivas e diretas que eu achei certa coisa uma grande bosta.  A senha para ler o tal texto poucos descobriram, e quem o fez viu que não havia crítica nenhuma ao carnaval, mas sim à carnavalização de certas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dia, depois de muitos textos num certo padrãozinho, acordei com vontade de fazer um texto maluco (para os meu padrões) . Eu tinha um rascunho sobre a preguiça humana, que sairia como mais um texto normal "conto que ilustra x. o que é x? exemplos de x", mas eu de repente mudei a história toda e botei Noé no meio, numa alucinação de ares apoteóticos, e assim saiu &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/04/hora-de-abrir-o-guarda-chuva.html"&gt;"a hora de abrir o guarda-chuva"&lt;/a&gt;.  E não expliquei nada, cada um entendeu uma coisa, foi uma barbaridade. A mesmíssima coisa aconteceu com o texto (prosa? poema?) que mostra a observação de várias pessoas interrompendo suas atividades para irem à &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/05/janela-que-tudo-ouve-mas-nem-tudo-v.html"&gt;janela verem se um carro se espatifou&lt;/a&gt; logo embaixo. Nada diferente na penúltima postagem, o conto que reputo como um dos mais interessantes, pela história e pela crítica: &lt;a href="http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/06/e-tudo-termina-em.html"&gt;"E tudo termina em..." &lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos aqui, à mensagem de um ano do SWB, após uma breve e pouco linear retrospectiva das águas que rolaram nesse período. Eu preciso agradecer a todos vocês que por um ano leram o blog, comentaram e participaram de alguma forma. Essa interatividade é muito gratificante, e vocês não fazem idéia de quanto eu fico feliz quando me contatam no MSN ou me param na escola para dizer "Pô, sabe aquele texto? Achei muito legal!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a pouco vou ficar sem palavras.&lt;br /&gt;Muito obrigado, meus caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o próximo ano... :-)&lt;br /&gt;Felipe Drummond&lt;br /&gt;16/6/2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29812463-4515068549128617290?l=sowhatsbeyond.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29812463&amp;postID=4515068549128617290&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4515068549128617290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29812463/posts/default/4515068549128617290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sowhatsbeyond.blogspot.com/2007/06/bolo-e-guaran-o-seu-aniversrio.html' title='Bolo e guaraná... é o seu aniversário!'/><author><name>Felipe Drummond</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_CCabVTlXch4/STAtzJOoMcI/AAAAAAAAANQ/oZnE3YO3Fxc/S220/maisexposta.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
